Índice
SELECT e WHERESELECT, INSERT, UPDATE e DELETECREATE, DROP e ALTERO MySQL possui uma interface SQL muito complexa mas intuitiva e fácil de aprender. Este capítulo descreve os vários comandos, tipos e funções que você precisa conhecer para usar o MySQL de maneira eficiente e efetiva. Este capítulo também serve como referência para todas as funcionalidades incluídas no MySQL. Para poder utilizar este capítulo eficientemente, você deve achar útil fazer referência aos vários índices.
Esta seção descreve as diversas maneiras para gravar strings e números no MySQL. Ela também cobre as várias nuances e ``pegadinhas'' pelas quais você pode passar ao lidar com estes tipos básicos no MySQL.
Uma string é uma sequência de caracteres, cercada por
caracteres de aspas simples
(?'?) ou duplas
(?"?) (Se você utiliza o modo
ANSI deve utilizar somente as aspas simples). Exemplos:
'uma string' "outra string"
Em uma string, certas sequências tem um significado especial.
Cada uma destas sequências começam com uma barra invertida
(?\?), conhecida como
caracter de escape. O MySQL reconhece a
seguinte sequência de escape:
\0
Um caracter ASCII 0 (NUL).
\'
Um caracter de aspas simples
(?'?).
\"
Um caracter de aspas duplas
(?"?).
\b
Um caracter de backspace.
\n
Um caracter de nova linha.
\r
Um caracter de retorno de carro.
\t
Um caracter de tabulação.
\z
ASCII(26) (Control-Z). Este caracter pode ser codificado
para permitir que você contorne o problema que o
ASCII(26) possui comoEND-OF-FILE ou EOF (Fim do arquivo)
no Windows. (ASCII(26) irá causar problemas se você
tentar usar mysql banco_dados <
nome_arquivo).
\\
O caracter de barra invertida
(?\?) character.
\%
Um caracter ?%?. Ele pode
ser usado para pesquisar por instâncias literais de
?%? em contextos onde
?%? deve, de outra maneira,
ser interpretado como um meta caracter. See
Secção 6.3.2.1, ?Funções de Comparação de Strings?.
\_
Um caracter ?_?. Ele é
usado para pesquisar por instâncias literais de
?_? em contextos onde
?_? deve, de outra maneira,
ser intrerpretado como um meta caracter. See
Secção 6.3.2.1, ?Funções de Comparação de Strings?.
Note que se você utilizar '\%' ou
'\_' em alguns contextos de strings, eles
retornarão as strings '\%' e
'\_' e não
?%? e
?_?.
Estas são as várias maneiras de incluir aspas com uma string:
Um ?'? dentro de uma string
com ?'? pode ser escrita
como ''''.
Um ?"? dentro de uma string
com ?"? pode ser escrita
como '""'.
Você pode preceder o caracter de aspas com um caracter de
escape (?\?).
Um ?'? dentro de uma string
com ?"? não precisa de
tratamento especial e não precisa ser duplicada ou
utilizada com caracter de escape. Da mesma maneira,
?"? dentro de uma string
com ?'? não necessita de
tratamento especial.
As instruções SELECT exibidas abaixo
demonstram como citações e escapes funcionam:
mysql>SELECT 'hello', '"hello"', '""hello""', 'hel''lo', '\'hello';+-------+---------+-----------+--------+--------+ | hello | "hello" | ""hello"" | hel'lo | 'hello | +-------+---------+-----------+--------+--------+ mysql>SELECT "hello", "'hello'", "''hello''", "hel""lo", "\"hello";+-------+---------+-----------+--------+--------+ | hello | 'hello' | ''hello'' | hel"lo | "hello | +-------+---------+-----------+--------+--------+ mysql>SELECT "This\nIs\nFour\nlines";+--------------------+ | This Is Four lines | +--------------------+
Se você deseja inserir dados binários em uma coluna
BLOB, os caracteres a seguir devem ser
representados por sequências de espace:
NUL
ASCII 0. Você deve representá-lo como
'\0' (uma barra invertida e um
caractere ?0?).
\
ASCII 92, barra invertida. Representado como
'\\'.
'
ASCII 39, aspas simples. Representado como
'\''.
"
ASCII 34, aspas duplas. Representado como
'\"'.
Se você escreve código C, você pode utilizar a função da
API C mysql_escape_string() para
caracteres de escape para a instrução
INSERT. See
Secção 12.1.2, ?Visão Geral das Função da API C?. No Perl, pode ser
utilizado o método quote do pacote
DBI para converter caracteres especiais
para as sequências de escape corretas. See
Secção 12.5.2, ?A interface DBI?.
Deve ser utilizada uma função de escape em qualquer string que contêm qualquer um dos caracteres especiais listados acima!
Alternativamente, muitas APIs do MySQL fornecem algumas da capacidades de placeholder que permitem que você insira marcadores especiais em um string de consulta e então ligar os valores dos dados a eles quando você executa a consulta. Neste caso, a API inclui, automaticamente, os caracteres especiais de escape nos valores para você.
Inteiros são representados como uma sequência de dígitos.
Números de ponto flutuante utilizam
?.? como um separador decimal.
Ambos os tipos devem ser precedidos por
?-? para indicar um valor
negativo.
Exemplos de inteiros válidos:
1221 0 -32
Exemplo de números de ponto flutuante válidos:
294.42 -32032.6809e+10 148.00
Um inteiro pode ser usado em um contexto de ponto flutuante; ele é interpretado como o de ponto flutuante equivalente.
A partir da versão 4.1.0, a constante TRUE
é avaliada com 1 e
FALSE é avaliada com 0.
O MySQL suporta valores hexadecimais. No contexto numérico estes atuam como um inteiro (precisão de 64-bits). No contexto de strings, atuam como uma string binária onde cada par de dígitos hexadecimais é convertido para um caracter:
mysql>SELECT x'4D7953514C';-> MySQL mysql>SELECT 0xa+0;-> 10 mysql>SELECT 0x5061756c;-> Paul
No MySQL 4.1 (e no MySQL 4.0 quando usado com a opçõa
--new) o tipo padrão de um valor hexadecimal
é uma string. Se você deseja estar certo que a string é
tratado como um número, você pode usar CAST( ... AS
UNSIGNED) no valor hexadecimal.
A sintaxe x'stringhexa' (nova na versão
4.0) é baseada no padrão SQL e a sintaxe
0x é baseada no ODBC. Strings hexadecimeis
são frequentemente usadas pelo ODBC para suprir valores para
colunas BLOB. Você pode converter uma
string ou um número no formato hexadecimal com a função
HEX().
O valor NULL significa ``sem dados'' e é
diferente de valores como 0 para tipos
numéricos ou strings vazias para tipos string. See
Secção A.5.3, ?Problemas com Valores NULL?.
NULL pode ser representado por
\N ao usar o formato de arquivo texto para
importação ou exportação (LOAD DATA
INFILE, SELECT ... INTO OUTFILE).
See Secção 6.4.8, ?Sintaxe LOAD DATA INFILE?.
Nomes de banco de dados, tabela, índice, coluna e apelidos seguem todos as mesmas regras no MySQL.
Note que as regras foram alteradas a partir do MySQL versão
3.23.6, quando introduzimos aspas em identificadores (nomes
banco de dados, tabela e coluna) com
?`?.
?"? funcionará também para
citar identificadores se você executar no modo ANSI. See
Secção 1.8.2, ?Executando o MySQL no modo ANSI?.
| Identificador | Tamanho máximo (bytes) | Caracteres permitidos |
| Banco de dados | 64 | Qualquer caractere que é permitido em um nome de diretório exceto
?/? ou
?.?. |
| Tabela | 64 | Qualquer caractere permitido em um nome de arquivo, exceto
?/? ou
?.?. |
| Coluna | 64 | Todos os caracteres. |
| Alias | 255 | Todos os caracteres. |
Note que em adição ao mostrado acima, você não pode ter ASCII(0) ou ASCII(255) ou o caracter de citação (aspas) em um identificador.
Se o identificador é uma palavra restrita ou contêm caracteres
especiais você deve sempre colocá-lo entre
` ao usá-lo:
mysql> SELECT * FROM `select` WHERE `select`.id > 100;
See Secção 6.1.7, ?Tratamento de Palavras Reservadas no MySQL?.
Se você estiver executando o MySQL no modo
MAXDB ou ANSI_QUOTES, ele
também pode citar identificadores com aspas duplas:
mysql>CREATE TABLE "test" (col INT);ERROR 1064: You have an error in your SQL syntax. (...) mysql>SET SQL_MODE="ANSI_QUOTES";mysql>CREATE TABLE "test" (col INT);Query OK, 0 rows affected (0.00 sec)
See Secção 4.1.1, ?Opções de Linha de Comando do mysqld?.
Em versões do MySQL anteriores a 3.23.6, as regras se nomes eram as seguintes:
Um nome pode consistir de caracteres alfanuméricos do
conjunto atual de caractres e também
?_? e
?$?. O conjunto de caracteres
padrão é o ISO-8859-1 Latin1; e pode ser alterado com a
opção --default-character-set no
mysqld. See
Secção 4.7.1, ?O Conjunto de Caracteres Utilizado para Dados e Ordenação?.
Um nome pode iniciar com qualquer caractere que é legal no nome. Em particular, pode iniciar com um número (isto difere de vários outros sistemas de bancos de dados!). Entretanto um nome não pode consistir somente de números.
O caractere ?.? não pode ser
utilizado em nomes porque ele é usado para extender o
formato pelo qual você pode fazer referências a colunas
(veja abaixo).
É recomendado que você não utilize nomes como
1e, porque uma expressão como
1e+1 é ambígua. Ela pode ser interpretada
como a expressão 1e + 1 ou como o número
1e+1.
No MySQL você pode se referir a uma coluna utilizando uma das formas seguintes:
| Coluna de referência | Significado |
nome_campo | Coluna nome_campo de qualquer tabela usada na
consulta contendo uma coluna com aquele nome. |
nome_tabela.nome_campo | Coluna nome_campo da tabela
nome_tabela do banco de dados atual. |
nome_bd.nome_tabela.nome_campo | Coluna nome_campo da tabela
nome_tabela do banco de dados
nome_bd. Esta forma é disponível no
MySQL Versão 3.22 ou posterior. |
`nome_coluna` | Uma coluna que é uma palavra chave ou contem caracteres especiais. |
Você não precisa especificar um prefixo de
nome_tabela ou
nome_bd.nome_tabela para uma referência de
coluna em uma instrução, a menos que a referência seja
ambígua. Por exemplo, suponha que cada tabela
t1 e t2 contenham uma
coluna c, e você deve recuperar
c em uma instrução
SELECT que utiliza ambas tabelas
t1 e t2. Neste caso,
c é ambíguo porque ele não é único entre
as tabelas usadas na instrução, portanto deve ser indicado
qual é a tabela que se deseja escrever, t1.c
ou t2.c. De mesma forma, se você for
recuperar de uma tabela t em um banco de
dados db1 e uma tabela t
em um banco de dados db2, você deve se
refererir às colunas nestas tabelas como
db1.t.nome_campo e
db2.t.nome_campo.
A sintaxe .nome_tabela indica a tabela
nome_tabela no banco de dados atual. Esta
sintaxe é aceitada para compatibilidade ODBC, porque alguns
programas ODBC prefixam os nomes das tabelas com um caracter
?.?.
No MySQL, bancos de dados e tabelas correspondem a diretórios e arquivos em seus diretórios. Consequentemente, o caso sensitivo no sistema operacional irá determinar o caso sensitivo nos nomes de bancos de dados e tabelas. Isto significa que nomes de bancos de dados e tabelas são caso sensitivo na maioria dos Unix e caso insensitivo no Windows. Uma exceção proeminente aqui é o Mac OS X, quando o o sistema de arquivos padrão HPS+ está sendo usado. No entanto o Mac OS X também suporta volumes UFS, esle são caso sensitivo no Mac OS X assim como são no Unix. See Secção 1.8.3, ?Extensões do MySQL para o Padrão SQL-92?.
NOTA: Apesar de nomes de bancos
e tabelas serem caso insensitivo no Windows, você não deve
fazer referência a um certo banco de dados ou tabela utilizando
casos diferentes na mesma consulta. A consulta a seguir não
deve funcionar porque ela chama uma tabela como
minha_tabela e outra como
MINHA_TABELA.
mysql> SELECT * FROM minha_tabela WHERE MINHA_TABELA.col=1;
Nomes de colunas não são caso sensitivo em todas as circunstâncias.
Aliases nas tabelas são caso sensitivo. A consulta seguinte
não deve funcionar porque ela faz referência ao alias como
a e como A.
mysql> SELECT nome_campo FROM nome_tabela AS a
WHERE a.nome_campo = 1 OR A.nome_campo = 2;
Se você tem um problema para lembrar o caso usado para os nomes de tabelas, adote uma convenção consistente, como sempre criar bancos de dados e tabelas utilizando nomes em minúsculas.
Uma maneira para evitar este problema é iniciar o
mysqld com -O
lower_case_nome_tabelas=1. Por padrão esta opção é
1 no Windows e 0 no Unix.
Se lower_case_nome_tabelas for 1, o MySQL
irá converte todos os nomes de tabelas para minúsculo no
armazenamento e pesquisa. (A partir da versão 4.0.2, esta
opção também se aplica ao nome do banco de dados. A partir da
4.1.1 isto também se aplica a alias de tabelas). Perceba que se
você alterar esta opção, será necessário converter
primeiramente seus nomes de tabelas antigos para minúsculo
antes de iniciar o mysqld.
Se você mover os arquivos MyISAM do Windows
pare o Unix, você pode, em alguns casos, precisar usar a
ferramenta mysql_fix_extensions para
corrigir o caso ad extensão do arquivo em cada diretório de
banco de dados específico (.frm em letra
minúscula, .MYI e
.MYD em letras maiúsculas).
mysql_fix_extensions pode ser encontado no
subdiretório scripts.
O MySQL suporta variáveis específicas da conexão com a
sintaxe @nomevariável. Um nome de variável
pode consiste de caracteres alfanuméricos do conjunto de
caracteres atual e também ?_?,
?$? e
?.?. O conjunto de caracteres
padrão é ISO-8859-1 Latin1; ele pode ser alterado com a
opção --default-character-set do
mysqld. See Secção 4.7.1, ?O Conjunto de Caracteres Utilizado para Dados e Ordenação?.
Os nomes das variáveis de usuários são caso insensitivo nas
versão >= 5.0 e caso sensitivo nas versões < 5.0.
As variáveis não precisam ser inicializadas. Elas contém
NULL por padrão e podem armazenar um valor
inteiro, real ou uma string. Todas as variáveis de uma thread
são automaticamente liberadas quando uma thread termina.
Você pode configurar uma variavel com a syntaxe
SET.
SET @variável= { expressao inteira | expressao real | expressao string }
[,@variável= ...].
Você também pode atribuir um valor a uma variável em outras
instruções diferentes de SET. No entanto,
neste caso o operador de atribuição é :=
em vez de =, porque = é
reservado para comparações em instruções diferentes de
SET:
mysql>SET @t1=0, @t2=0, @t3=0;mysql>SELECT @t1:=(@t2:=1)+@t3:=4,@t1,@t2,@t3;+----------------------+------+------+------+ | @t1:=(@t2:=1)+@t3:=4 | @t1 | @t2 | @t3 | +----------------------+------+------+------+ | 5 | 5 | 1 | 4 | +----------------------+------+------+------+
Variáveis de usuários devem ser utilizadas em expressões onde
são permitidas. Isto não inclui utiliza-las em contextos onde
um número é explicitamente necessário, assim como na
cláusula LIMIT de uma instrução
SELECT ou a clausula IGNORE number
LINES de uma instrução LOAD DATA.
NOTE: Em uma instrução
SELECT, cada expressão só é avaliada
quando enviada ao cliente. Isto significa que nas cláusula
HAVING, GROUP BY, ou
ORDER BY, você não pode fazer referência a
uma expreesão que envolve variáveis que são configuradas na
instrução SELECT. Por examplo, a seguinte
instrução NÃO funcionará como o esperado:
SELECT (@aa:=id) AS a, (@aa+3) AS b FROM nome_tabela HAVING b=5;
A razão é que o @aa não irá conter o
valor da linha atual, mas o valor da id da
linha previamente aceita.
A regra geral é nunca atribuir e usar a mesma variável na mesma instrução.
Outra questão com configurar uma variável e usá-la na mesma
instrução é que o tipo do resultado padrão de uma variável
é baseada no tipo da variável no início da instrução.
(Assume-se que uma variável não atribuída possui o valor
NULL e é do tipo STRING). O seguitne exemplo
ilustra isto:
mysql>SET @a="test";mysql>SELECT @a,(@a:=20) FROM table_name;
Neste caso o MySQL relatará ao cliente que a coluna 1 é uma
string e converte todos os acessos de @a a
strings, mesmo que @a seja configurada com um número para a
segunda linha. Depois que a instrução é executada
@a será considerado como um número.
Se você tiver qualquer problema com isto, evite tanto configurar e usar a mesma variável na mesma instrução ou configurar a variável com 0, 0.0 ou "" antes de usá-la.
A partir do MySQL 4.0.3 fornecemos melhor acesso a diversas variáveis de sistema e conexão. Pode-se alterar a maioria dele ser ter de desligar o servidor.
Exite dois tipos de variáveis de sistema: Específica de threads (ou específica da conexão), variáveis que estão apenas na conexão atual e variáveis globais que são usadas para conigurqar eventos globais. Variáveis globais também são usadas para configurar os valores iniciais da variável específica da thread correspondente a nova conexão.
Quando o mysqld inicia, todas as variáveis
globais são inicialisadas a partir dos argumentos de linha de
comando e arquivos de opção. Você pode alterar o valor com o
comando SET GLOBAL command. Quando uma nova
thread é criada, a variável específica da thread é iniciada
a partir das variáveis globais e não alteram mesmo se você
executar um novo comando SET GLOBAL.
Para definir os valor de uma variável
GLOBAL, você deve usar uma das seguintes
sintaxes: (Aqui usamos sort_buffer_size como
uma variável exemplo).
SET GLOBAL sort_buffer_size=valor; SET @@global.sort_buffer_size=valor;
Para definir o valor de uma variável
SESSION, você pode usar uma das seguintes
sintaxes:
SET SESSION sort_buffer_size=valor; SET @@session.sort_buffer_size=valor; SET sort_buffer_size=valor;
Se você não especificar GLOBAL ou
SESSION então será usado
SESSION. See Secção 5.5.6, ?Sintaxe de SET?.
LOCAL é um sinônimo para
SESSION.
Para recuperar o valor de uma variável
GLOBAL você pode usar um dos seguintes
comandos:
SELECT @@global.sort_buffer_size; SHOW GLOBAL VARIABLES like 'sort_buffer_size';
Para retornar o valor de uma variável
SESSION você pode usar um dos seguintes
comandos:
SELECT @@session.sort_buffer_size; SHOW SESSION VARIABLES like 'sort_buffer_size';
Quando você retorna o valor de
uma cariável com a sintaxe @@nome_variável
e você não especificar GLOBAL ou
SESSION então o MySQL retornará o valor
específico da thread (SESSION), se ele
existir. Se não, o MySQL retornará o valor global.
A razão da exigência de GLOBAL apenas para
definir a variável GLOBAL, mas não para
recuperá-la e assegurar que não criemos problemas
posteriormente ao introduzirmos um variável específica da
thread com o mesmo nome ou remover uma variável específica da
thread. Neste caso, você pode acidentalmente alterar o estado
do servidor como um todo, e não apenas em sua conexão.
A seguir apresentamos uma lista completa de todas as variáveis
que altera e recupera se você pode usar
GLOBAL ou SESSION com
elas.
| Nome Variável | Tipo Valor | Tipo |
| autocommit | bool | SESSION |
| big_tables | bool | SESSION |
| binlog_cache_size | num | GLOBAL |
| bulk_insert_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| concurrent_insert | bool | GLOBAL |
| connect_timeout | num | GLOBAL |
| convert_character_set | string | SESSION |
| delay_key_write | OFF | ON | ALL | GLOBAL |
| delayed_insert_limit | num | GLOBAL |
| delayed_insert_timeout | num | GLOBAL |
| delayed_queue_size | num | GLOBAL |
| error_count | num | SESSION |
| flush | bool | GLOBAL |
| flush_time | num | GLOBAL |
| foreign_key_checks | bool | SESSION |
| identity | num | SESSION |
| insert_id | bool | SESSION |
| interactive_timeout | num | GLOBAL | SESSION |
| join_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| key_buffer_size | num | GLOBAL |
| last_insert_id | bool | SESSION |
| local_infile | bool | GLOBAL |
| log_warnings | bool | GLOBAL |
| long_query_time | num | GLOBAL | SESSION |
| low_priority_updates | bool | GLOBAL | SESSION |
| max_allowed_packet | num | GLOBAL | SESSION |
| max_binlog_cache_size | num | GLOBAL |
| max_binlog_size | num | GLOBAL |
| max_connect_errors | num | GLOBAL |
| max_connections | num | GLOBAL |
| max_error_count | num | GLOBAL | SESSION |
| max_delayed_threads | num | GLOBAL |
| max_heap_table_size | num | GLOBAL | SESSION |
| max_join_size | num | GLOBAL | SESSION |
| max_relay_log_size | num | GLOBAL |
| max_sort_length | num | GLOBAL | SESSION |
| max_tmp_tables | num | GLOBAL |
| max_user_connections | num | GLOBAL |
| max_write_lock_count | num | GLOBAL |
| myisam_max_extra_sort_file_size | num | GLOBAL | SESSION |
| myisam_repair_threads | num | GLOBAL | SESSION |
| myisam_max_sort_file_size | num | GLOBAL | SESSION |
| myisam_sort_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| net_buffer_length | num | GLOBAL | SESSION |
| net_read_timeout | num | GLOBAL | SESSION |
| net_retry_count | num | GLOBAL | SESSION |
| net_write_timeout | num | GLOBAL | SESSION |
| query_cache_limit | num | GLOBAL |
| query_cache_size | num | GLOBAL |
| query_cache_type | enum | GLOBAL |
| read_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| read_rnd_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| rpl_recovery_rank | num | GLOBAL |
| safe_show_database | bool | GLOBAL |
| server_id | num | GLOBAL |
| slave_compressed_protocol | bool | GLOBAL |
| slave_net_timeout | num | GLOBAL |
| slow_launch_time | num | GLOBAL |
| sort_buffer_size | num | GLOBAL | SESSION |
| sql_auto_is_null | bool | SESSION |
| sql_big_selects | bool | SESSION |
| sql_big_tables | bool | SESSION |
| sql_buffer_result | bool | SESSION |
| sql_log_binlog | bool | SESSION |
| sql_log_off | bool | SESSION |
| sql_log_update | bool | SESSION |
| sql_low_priority_updates | bool | GLOBAL | SESSION |
| sql_max_join_size | num | GLOBAL | SESSION |
| sql_quote_show_create | bool | SESSION |
| sql_safe_updates | bool | SESSION |
| sql_select_limit | bool | SESSION |
| sql_slave_skip_counter | num | GLOBAL |
| sql_warnings | bool | SESSION |
| table_cache | num | GLOBAL |
| table_type | enum | GLOBAL | SESSION |
| thread_cache_size | num | GLOBAL |
| timestamp | bool | SESSION |
| tmp_table_size | enum | GLOBAL | SESSION |
| tx_isolation | enum | GLOBAL | SESSION |
| wait_timeout | num | GLOBAL | SESSION |
| warning_count | num | SESSION |
| unique_checks | bool | SESSION |
Variáveis marcadas com num podem ter um
valor numérico. Variáveis marcadas com bool
podem ser definidas com 0, 1, ON ou
OFF. Variáveis do tipo
enum devem, normalmente, ser atribuídas com
um dos valores disponíveis para a variável, mas podem também
ser definidas com o número correspondente ao valor enum. (O
primeiro valor enum é 0).
Aqui está uma descrição de algumas das variáveis:
| Variáveis | Descrição |
| identity | Alias para last_insert_id (compatibilidade com Sybase) |
| sql_low_priority_updates | Alias para low_priority_updates |
| sql_max_join_size | Alias para max_join_size |
| version | Alias para VERSION() (compatibilidade com Sybase (?)) |
Uma descrição da outra definição de tabela pode ser
encontrada na seção de opções de inicialização, na
descrição de SHOW VARIABLES e na seção
SET. See
Secção 4.1.1, ?Opções de Linha de Comando do mysqld?. See
Secção 4.6.8.4, ?SHOW VARIABLES?. See
Secção 5.5.6, ?Sintaxe de SET?.
O servidor MySQL suporta os estilos de comentário # no
fim da linha, -- no fim da linha e
/* na linha ou em multiplas linhas */
mysql>select 1+1; # Este comentário continua até o fim da linhamysql>select 1+1; -- Este comnetário continua até o fim da linhamysql>select 1 /* Este é um comentário de linha */ + 1;mysql>select 1+/* Este é um comentário de múltiplas linhas */ 1;
Note que o estilo de comentário -- requer que
pelo menos um espaço após o código --!
Embora o servidor entenda as sintaxes de comentários aqui
descritas, existem algumas limitções no modo que o cliente
mysql analisa o comentário /* ...
*/:
Caracteres de aspas simples e aspas duplas são utilizados
para indicar o início de uma string com aspas, mesmo dentro
de um comentário. Se as aspas não coincidirem com uma
segunda aspas dentro do comentário, o analisador não
percebe que o comentário tem um fim. Se você estiver
executando o mysql interativamente, você
pode perceber a confusão ocorrida por causa da mudança do
prompt de mysql> para
'> ou ">.
Um ponto e vírgula é utilizado para indicar o fim de uma instrução SQL e qualquer coisa que venha após ele indica o início da próxima instrução.
Estas limitações se aplicam tanto a quando se executa
mysql interativamente quanto quando se coloca
oos comandos em um arquivo e pede para que
mysql leia as entradas deste arquivo com o
comando mysql < some-file.
MySQL suporta o estilo de comentário SQL-99
'--' apenas se o segundo traço for seguido de
espaço See Secção 1.8.4.7, ?'--' como Início de Comentário?.
Um problema comum ocorre quando tentamos criar tabelas com nome
de campo que usam nomes de tipos de dados ou funções criadas
no MySQL, com TIMESTAMP ou
GROUP, Você poderá fazer isso (por exemplo,
ABS é um nome de campo permitido). No
entanto espaços não são permitidos entre o nome da função e
o caracter ?(?, assim a função
pode ser distinguida de uma referência a um nome de coluna.
Se você iniciar o servidor com a opção
--ansi ou
--sql-mode=IGNORE_SPACE, o servidor permite que
a chamada da função tenha um espaço entre um nome de função
e o caracter ?(? seguinte. Isto
faz com que o nome da funçao seja tratado como uma palavra
reservada; como um resultadom nomes de coluna que são o mesmo
que o nome de uma função devem ser colocada entre aspas como
descrito em Secção 6.1.2, ?Nomes de Banco de dados, Tabela, Índice, Coluna e Alias?.
As seguintes palavras são explicitamente reservadas em MySQL.
Muitas delas são proibidas pelo ANSI SQL92 como nomes de campos
e/ou tabelas. (por examplo, group). Algumas
poucas são reservadasporque o MySQL precisa delas e está
usando (atualmente) um analisador yacc:
| ADD | ALL | ALTER |
| ANALYZE | AND | AS |
| ASC | BEFORE | BETWEEN |
| BIGINT | BINARY | BLOB |
| BOTH | BY | CASCADE |
| CASE | CHANGE | CHAR |
| CHARACTER | CHECK | COLLATE |
| COLUMN | COLUMNS | CONSTRAINT |
| CONVERT | CREATE | CROSS |
| CURRENT_DATE | CURRENT_TIME | CURRENT_TIMESTAMP |
| CURRENT_USER | DATABASE | DATABASES |
| DAY_HOUR | DAY_MICROSECOND | DAY_MINUTE |
| DAY_SECOND | DEC | DECIMAL |
| DEFAULT | DELAYED | DELETE |
| DESC | DESCRIBE | DISTINCT |
| DISTINCTROW | DIV | DOUBLE |
| DROP | DUAL | ELSE |
| ENCLOSED | ESCAPED | EXISTS |
| EXPLAIN | FALSE | FIELDS |
| FLOAT | FLOAT4 | FLOAT8 |
| FOR | FORCE | FOREIGN |
| FROM | FULLTEXT | GRANT |
| GROUP | HAVING | HIGH_PRIORITY |
| HOUR_MICROSECOND | HOUR_MINUTE | HOUR_SECOND |
| IF | IGNORE | IN |
| INDEX | INFILE | INNER |
| INSERT | INT | INT1 |
| INT2 | INT3 | INT4 |
| INT8 | INTEGER | INTERVAL |
| INTO | IS | JOIN |
| KEY | KEYS | KILL |
| LEADING | LEFT | LIKE |
| LIMIT | LINES | LOAD |
| LOCALTIME | LOCALTIMESTAMP | LOCK |
| LONG | LONGBLOB | LONGTEXT |
| LOW_PRIORITY | MATCH | MEDIUMBLOB |
| MEDIUMINT | MEDIUMTEXT | MIDDLEINT |
| MINUTE_MICROSECOND | MINUTE_SECOND | MOD |
| NATURAL | NOT | NO_WRITE_TO_BINLOG |
| NULL | NUMERIC | ON |
| OPTIMIZE | OPTION | OPTIONALLY |
| OR | ORDER | OUTER |
| OUTFILE | PRECISION | PRIMARY |
| PRIVILEGES | PROCEDURE | PURGE |
| RAID0 | READ | REAL |
| REFERENCES | REGEXP | RENAME |
| REPLACE | REQUIRE | RESTRICT |
| REVOKE | RIGHT | RLIKE |
| SECOND_MICROSECOND | SELECT | SEPARATOR |
| SET | SHOW | SMALLINT |
| SONAME | SPATIAL | SQL_BIG_RESULT |
| SQL_CALC_FOUND_ROWS | SQL_SMALL_RESULT | SSL |
| STARTING | STRAIGHT_JOIN | TABLE |
| TABLES | TERMINATED | THEN |
| TINYBLOB | TINYINT | TINYTEXT |
| TO | TRAILING | TRUE |
| UNION | UNIQUE | UNLOCK |
| UNSIGNED | UPDATE | USAGE |
| USE | USING | UTC_DATE |
| UTC_TIME | UTC_TIMESTAMP | VALUES |
| VARBINARY | VARCHAR | VARCHARACTER |
| VARYING | WHEN | WHERE |
| WITH | WRITE | X509 |
| XOR | YEAR_MONTH | ZEROFILL |
Os simbolos seguintes (da tabela acima) não são permitidos pelo SQL-99 mas permitidos pelo MySQL como nome de campos/tabelas. Isto ocorre porque alguns destes nomes são muito naturais e vários pessoas já o utilizaram.
ACTION
BIT
DATE
ENUM
NO
TEXT
TIME
TIMESTAMP
MySQL suporta um certo números de tipos de campos que podem ser agrupaos em três categorias: tipos numéricos, tipos de data e hora, e tipos string (caracteres). Esta seção primeiro lhe dá uma visão geral dos tipos disponíveis e resume as exigencias de armazenamento em cada tipo de coluna, também fornece uma descrição mais detalhada da propriedade dos tipos em cada categoria. A visão dada é propositalmente breve. As descrições mais detalhdas devem ser consultadas para informações adicionais sobre tipos de campo particulares como os formatos permitidos nos quais você pode especificar valores.
Os tipos de campos suportados pelo MySQL estão listados abaixo: As seguintes letras são usadas como código nas descrições:
M
Indica o tamanho máximo do display. O tamanho máximo oficial do display é 255.
D
Aplica aos tipos de ponto flutuante e indica o número de
digitos após o ponto decimal. O maior valor possível é 30,
mas não pode ser maior que M-2.
Colchetes (?[? and
?]?) indicam partes de tipos
específicos que são opicionais
Note que se você especificar ZEROFILL para um
campo MySQL automaticamente irá adicionar o atributo
UNSIGNED ao campo.
Aviso: você deve estar ciente de
que quando fizer uma subtração entre valores inteiros, onde um
deles é do tipo UNSIGNED, o resultado será
sem sinal! See Secção 6.3.5, ?Funções de Conversão?.
TINYINT[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um inteiro muito pequeno. A faixa deste inteiro com sinal é
de -128 até 127. A
faixa sem sinal é de 0 até
255.
BIT, BOOL,
BOOLEAN
Estes são sinônimos para TINYINT(1).
O sinônimo BOOLEAN foi adicionado na
versão 4.1.0.
Um tipo boolean verdadeiro será introduzido de acordo com o SQL-99.
SMALLINT[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um inteiro pequeno. A faixa do inteiro com sinal é de
-32768 até 32767. A
faixa sem sinal é de 0 a
65535.
MEDIUMINT[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um inteiro de tamanho médio. A faica com sinal é de
-8388608 a 8388607. A
faixa sem sinal é de 0 to
16777215.
INT[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um inteiro de tamanho normal. A faixa com sinal é de
-2147483648 a
2147483647. A faixa sem sinal é de
0 a 4294967295.
INTEGER[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Este é um sinônimo para INT.
BIGINT[(M)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um inteiro grande. A faixa com sinal é de
-9223372036854775808 a
9223372036854775807. A faixa sem sinal é
de 0 a
18446744073709551615.
Existem algumas coisas sobre campos BIGINT
sobre as quias você deve estar ciente:
Todas as operações aritiméticas são feitas usando
valores BIGINT ou
DOUBLE com sinal, não devemos
utilçizar inteiros sem sinal maiores que
9223372036854775807 (63 bits) exceto
com funções ded bit! Se você fizer isto, alguns dos
últimos digitos no resultado podem estar errados por
causa de erros de arredondamento na conversão de
BIGINT para
DOUBLE.
O MySQL 4.0 pode tratar BIGINT nos
seguintes casos:
Usar inteiros para armazenar grandes valores sem
sinais em uma coluna BIGINT.
Em MIN(big_int_column) e
MAX(big_int_column).
Quando usar operadores (+,
-, *, etc.)
onde ambos os operandos são inteiros.
Você pode armazenar valores inteiro exatos em um campo
BIGINT aramzenando-os como string,
como ocorre nestes casos não haverá nenhuma
representação intermediaria dupla.
?-?,
?+?, e
?*? serão utilizados em
cálculos aritiméticos BIGINT quando
ambos os argumentos forem valores do tipo
INTEGER! Isto significa que se você
multilicar dois inteiros grandes (ou obter resultados de
funções que retornam inteiros) você pode obter
resultados inesperados quando o resultado for maior que
9223372036854775807.
FLOAT(precisão) [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um número de ponto flutuante. Não pode ser sem sinal.
precisão pode ser
<=24 para um número de ponto flutuante
de precisão simples e entre 25 e 53 para um número de ponto
flutuante de dupla-precisão. Estes tipos são como os tipos
FLOAT e DOUBLE descritos
logo abaixo. FLOAT(X) tem o mesma faixa que
os tipos correspondentes FLOAT e
DOUBLE, mas o tamanho do display e número
de casas decimais é indefinido.
Na versão 3.23 do MySQL, este é um verdadeiro valor de ponto
flutuante. Em versões anteriores ,
FLOAT(precisão) sempre tem 2 casas
decimais.
Note que o uso de FLOAT pode trazer alguns
problemas inesperados como nos cálculos já que em MySQL
todos são feitos com dupla-precisão. See
Secção A.5.6, ?Resolvendo Problemas Com Registros Não Encontrados?.
FLOAT[(M,D)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um número de ponto flutuante pequeno (precisão simples). Os
valores permitidos estão entre
-3.402823466E+38 e
-1.175494351E-38, 0 e
entre 1.175494351E-38 e
3.402823466E+38. Se
UNSIGNED for especificado, valores
negativos não são permitidos O M é a
largura do display e o D é o número de
casas decimais. FLOAT sem um argumento ou
FLOAT(X) onde X <=24
tende a um número de ponto flutuante de precisão simples.
DOUBLE[(M,D)] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um número de ponto flutuante de tamanho normal
(dupla-precisão). Valores permitidos estão entre
-1.7976931348623157E+308 e
-2.2250738585072014E-308,
0 e entre
2.2250738585072014E-308 e
1.7976931348623157E+308. Se
UNSIGNED for especificado, valores
negativos não são permitidos. O M é a
largura do display e o D é número de casa
decimais. DOUBLE sem argumento ou
FLOAT(X) onde 25 <= X <= 53 são
números de ponto flutuante de dupla-precisão.
DOUBLE PRECISION[(M,D)] [UNSIGNED]
[ZEROFILL], REAL[(M,D)] [UNSIGNED]
[ZEROFILL]
Estes são sinônimos para DOUBLE.
DECIMAL[(M[,D])] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Um número de ponto flutuante não empacotado. Se comporta
como um campo CHAR: ``não empacotado''
significa que o número é armazenado como uma string, usando
um caracter para cada digito do valor. O ponto decimal e, para
números negativos, o sinal de menos
(?-?), não são contados em M
(mas é reservado espaço para isto). Se D
for 0, os valores não terão ponto decimal ou parte
fracionária. A faixa máxima do valor
DECIMAL é a mesma do
DOUBLE, mas a faixa atual para um campo
DECIMAL dado pode ser limitado pela escolha
de M e D. Se
UNSIGNED é especificado, valores negativos
não são permitidos.
Se D não for definido será considerado
como 0. Se M não for definido é
considerado como 10.
Note que antes da versão 3.23 do MySQL o argumento
M deve incluir o espaço necessário para o
sinal é o ponto decimal.
DEC[(M[,D])] [UNSIGNED] [ZEROFILL],
NUMERIC[(M[,D])] [UNSIGNED] [ZEROFILL],
FIXED[(M[,D])] [UNSIGNED] [ZEROFILL]
Este é um sinônimo para DECIMAL.
O alias FIXED foi adicionado na versão
4.1.0 para compatibilidade com outros servidores.
DATE
Uma data. A faixa suportada é entre
'1000-01-01' e
'9999-12-31'. MySQL mostra valores
DATE no formato
'AAAA-MM-DD', mas permite a você a
atribuir valores a campos DATE utilizando
tanto strings quanto números. See Secção 6.2.2.2, ?Os Tipos DATETIME, DATE e TIMESTAMP?.
DATETIME
Um combinação de hora e data. A faixa suportada é entre
'1000-01-01 00:00:00' e
'9999-12-31 23:59:59'. MySQL mostra valores
DATETIME no formato 'AAAA-MM-DD
HH:MM:SS', mas permite a você que atribuir valores
a campos DATETIME utilizado strings ou
números. See Secção 6.2.2.2, ?Os Tipos DATETIME, DATE e TIMESTAMP?.
TIMESTAMP[(M)]
Um timestamp. A faixa é entre '1970-01-01
00:00:00' e algum momento no ano
2037.
No MySQL 4.0 ou anteriores, os valores
TIMESTAMP são exibidos nos formatos
YYYYMMDDHHMMSS,
YYMMDDHHMMSS, YYYYMMDD,
ou YYMMDD, dependendo se
M é 14 (ou não
definido), 12, 8 ou
6, mas permite a você atribuir valores ao
campo TIMESTAMP usando strings ou números.
Um campo TIMESTAMP é util para gravar a
data e a hora em uma operação de INSERT
or UPDATE porque é automaticamente
definido a data e a hora da operação mais recente se você
próprio não especificar um valor. Você também pode definir
a data e a hora atual atribuindo ao campo um valor
NULL. See
Secção 6.2.2, ?Tipos de Data e Hora?.
Desde o MySQL 4.1, TIMESTAMP é retornado
com um string com o formato 'YYYY-MM-DD
HH:MM:SS'. Se você deseja tê-lo como um número
você deve adcionar +0 a coluna timestamp. Teimestamp de
tamanhos diferentes não são supoortados. Desde a versão
4.0.12, a opção --new pode ser usada para
fazer o servidor se comportar como na versào 4.1.
Um TIMESTAMP sempre é armazenado em 4
bytes. O argumento M só afeta como a
coluna TIMESTAMP é exibida.
Note que colunas do tipo TIMESTAMP(M)
columns onde M é 8 ou 14 são apresentadas como números
enquanto as outras colunas TIMESTAMP(M)
são strings. Isto é apenas para assegurar que podemos
eliminar e restaurar com segurança tabelas com estes tipos!
See Secção 6.2.2.2, ?Os Tipos DATETIME, DATE e TIMESTAMP?.
TIME
Uma hora. A faixa é entre '-838:59:59' e
'838:59:59'. MySQL mostra valores
TIME no formato
'HH:MM:SS', mas permite a você atribuir
valores para as colunas TIME usando strings
ou números. See Secção 6.2.2.3, ?O Tipo TIME?.
YEAR[(2|4)]
Um ano no formato de 2 ou 4 digitos (padrão são 4 digitos).
Os valores permitidos estão entre 1901 e
2155, 0000 no formato de
4 digitos, e 1970-2069 se você estiver usando o formato de 2
digitos (70-69). MySQL mostra valores YEAR
no formato YYYY, mas permie atribuir
valores aos campos do tipo YEAR usando
strings ou números. (O tipo YEAR é novo
na versão 3.22 do MySL). See Secção 6.2.2.4, ?O Tipo YEAR?.
[NATIONAL] CHAR(M) [BINARY | ASCII |
UNICODE]
Uma string de tamanho fixo que é sempre preenchida a direita
com espaços até o tamanho especificado quando armazenado. A
faixa de M é de 1 a 255 caracteres.
Espaços extras são removidos quando o valor é recuperado.
Valores CHAR são ordenados e comparados no
modo caso insensitivo de acordo com o conjunto de caracteres
padrão, a menos que a palavra chave BINARY
seja utilizada.
A partir da versão 4.1.0, se o valor M
especificado é maio que 255, o tipo de coluna é convertido
para TEXT. Este é um recurso de
compatibilidade.
NATIONAL CHAR (ou em sua forma reduzida
NCHAR) é o modo SQL-99 de definir que um
campo CHAR deve usar o conjunto CHARACTER
padrão. Este é o padrão no MySQL.
CHAR é uma simplificação para
CHARACTER.
A partir da versão 4.1.0, o atributo ASCII
pode ser especificado o que atribui o conjunto de caracteres
latin1 a coluna CHAR.
A partir da versão 4.1.1, o atributo
UNICODE pode ser especificado o que atribui
o conjunto de caracteres ucs2 a coluna
CHAR.
O MySQL lhe permite criar um campo do tipo
CHAR(0).Isto é muito útil quando você
precisa de comptibilidade com aplicativos antigos que dependem
da existência de uma coluna, mas que, na verdade, não
utiliza um valor. Isto também é muito bom quando você
precisa de uma coluna que só pode receber 2 valores. Um
CHAR(0), que não é definido como um
NOT NULL, só irá ocupar um bit e pode
assumir 2 valores: NULL or
"". See Secção 6.2.3.1, ?Os Tipos CHAR e VARCHAR?.
BIT, BOOL,
CHAR
This is a synonym for CHAR(1).
[NATIONAL] VARCHAR(M) [BINARY]
Uma string de tamanho variável.
NOTA: Espaços extras são
removidos quando o caracter é armazenado (o que difere da
especificação ANSI SQL). A faixa de M é
de 1 a 255 characters. Valores VARCHAR são
ordenados e comparados no modo caso insensitivo a menos que a
palavra chave BINARY seja utilizada. See
Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?.
A partir da versão 4.1.0, se o valor M
especificado é maio que 255, o tipo de coluna é convertido
para TEXT. Este é um recurso de
compatibilidade.
VARCHAR é uma simplificação para
CHARACTER VARYING. See
Secção 6.2.3.1, ?Os Tipos CHAR e VARCHAR?.
TINYBLOB, TINYTEXT
Um campo BLOB ou TEXT
com tamanho máximo de 255 (2^8 - 1) caracteres. See
Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?.
BLOB, TEXT
Um campo BLOB ou TEXT
com tamanho máximo de 65535 (2^16 - 1) caracteres. See
Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?.
MEDIUMBLOB, MEDIUMTEXT
Um campo BLOB ou TEXT
com tamanho máximo de 16777215 (2^24 - 1) caracteres. See
Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?.
LONGBLOB, LONGTEXT
Um campo BLOB ou TEXT
com tamanho máximo de 4294967295 ou 4G (2^32 - 1) caracteres.
See Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?. Até a versão 3.23 o protocolo
cliente/servidor e tabelas MyISAM tinham um limite de 16M por
pacote de transmissão/registro de tabela, a partir da versão
4.x o tamanho máximo permitido das colunas
LONGTEXT ou LONGBLOB
depende do tamanho máximo configurado para o pacote no
protocolo cliente/servidor e da memória disponível. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?.
ENUM('valor1','valor2',...)
Uma enumeração. Um objeto string que só pode ter um valor,
selecionado da lista de valores 'valor1',
'valor2', ...,
NULL ou valor especial de erro
"". Um ENUM pode ter um
máximo de 65535 valores diferentes. See
Secção 6.2.3.3, ?O Tipo ENUM?.
SET('valor1','valor2',...)
Um conjunto. Um objeto string que pode ter zero ou mais
valores, cada um deve ser selecionado da lista de valores
'valor1', 'valor2',
.... Um SET pode ter
até 64 membros. See Secção 6.2.3.4, ?O Tipo SET?.
MySQL suporta todos os tipos numéricos da ANSI/ISO SQL92. Estes
tipos incluem o tipos de dados numéricos exatos
(NUMERIC, DECIMAL,
INTEGER, e SMALLINT),
assim como o tipos de dados numéricos aproximados
(FLOAT, REAL, e
DOUBLE PRECISION). A palavra-chave
INT é um sinônimo para
INTEGER, e a palavra-chave
DEC é um sinônimo para
DECIMAL.
Os tipos NUMERIC e DECIMAL
são implementados como o mesmo tipo pelo MySQL, como permitido
pelo padrão SQL92. Eles são usados por valores para os quais
é importante preservar a exatidão como, por exemplo, dados
monetários. Quando é declarado um campo de algum desses tipos
a precisão e a escala podem ser (e normalmente é)
especificadas; por exemplo:
salario DECIMAL(5,2)
Neste exemplo, 5
(precisão) representa o número de digitos
decimais significantes que serão armazenados no valor, e
2 (escala) representa o
número de dígitos que serão armazenados após o ponto
decimal. Neste caso, no entanto, a faixa de valores que podem
ser armazendos na coluna salario é de
-99.99 a 99.99. (MySQL
pode, na verdade, armazenar numeros acima de
999.99 neste campo porque ele não precisa
armazenar o sinal para números positivos).
Em ANSI/ISO SQL92, a sintaxe DECIMAL(p) é
equivalente a DECIMAL(p,0). Da mesma forma, a
sintaxe DECIMAL é equivalente a
DECIMAL(p,0), onde a implementação permite
decidir o valor de p. MySQL ainda não
suporta nenhuma dessas duas formas variantes dos tipos de dados
DECIMAL/NUMERIC. Este,
geralmente, não é um problema sério, já que os principais
benefícios destes tipos derivam da habilidade de controlar
precisão e escala explicitamente.
Valores DECIMAL e NUMERIC
são armazenados como strings, ao invés de um número de
ponto-flutuante binário, para preservar o precisão decimal
destes valores. Um caracter é usado para cada digito, para o
ponto decimal (se escala > 0), e para o
sinal ?-? (para números
negativos). Se escala é 0, valores
DECIMAL e NUMERIC não
contém ponto decimal ou parte fracionária.
A faixa máxima dos valores DECIMAL e
NUMERIC é o mesmo do
DOUBLE, mas a faixa real para um campo
DECIMAL or NUMERIC pode
ser limitado pela precisão ou pela
escala para uma dada coluna. Quando é
atribuído a uma coluna um valor com mais digitos após o ponto
decimal do que o permitido especificado na
escala, o valor é arredondado para aquela
escala. Quando é atribuido um valor a uma
coluna DECIMAL ou NUMERIC
o qual excede a faixa determinada pelas
precisão e escala
especificada (ou padrão), MySQL armazena o valor correspondente
ao final daquela faixa.
Como uma extensão do padrão ANSI/ISO SQL92, MySQL também
suporta os tipos integrais TINYINT,
MEDIUMINT, e BIGINT como
listado nas tabelas abaixo. Outra extensão suportada pelo MySQL
é especificar, opcionalmente, o tamanho do display de um valor
inteiro entre parenteses seguindo o nome do tipo (por exemplo,
INT(4)). Esta especificação opcional do
tamanho é usada para preenchimento a esquerda do display de
valores cujo tamanho é menor que o especificado para a coluna,
mas não limita a faixa de valores que podem ser armazendos na
coluna, nem o número de dígitos que serão mostrados para
valores que excederem o tamanho especificado na coluna. Quando
usados em conjunto com o atributo opcional de extensão
ZEROFILL, o padrão do preenchimento de
espaços é a substituição por zeros. Por exemplo, para uma
coluna declarada com INT(5) ZEROFILL, o valor
4 é retornado como 00004.
Note que se você armazenar valores maiores que a largura do
display em um coluna do tipo inteiro, você pode ter problemas
quando o MySQL gerar tabelas temporárias para algum join
complicado, já que nestes casos o MySQL acredita que os dados
cabem na largura original da coluna.
Todos os tipos inteiros podem ter um atributo opcional
(não-padrão) UNSIGNED. Valores sem sinal
podem ser usados quando você permite apenas números positivos
em uma coluna e você precisa de uma faixa de valores um pouco
maior para a coluna.
Desde o MySQL 4.0.2, tipos de ponto flutuante também podem ser
sem sinal (UNSIGNED). Como no tipos inteiros,
este atributoprevine que valores negativos sejam armazenados na
coluna. Ao contrário dos tipos negativos, o valor máximo da
faixa permitida permanece o mesmo.
O tipo FLOAT é usado para representar tipos
de dados numéricos aproximados. O padrão SQL-92 permite uma
especificação opcional da precisão (mas não da faixa do
expoente) em bits, após a a palavra FLOAT e
entre parenteses. A implementação MySQL também suporta esta
especificação opcional de precisão. Quando
FLOAT é usada para uma tipo de coluna sem
especificação de precisão, MySQL utiliza quatro bytes para
armazenar os valores. Uma sintaxe variante também é suportada,
com dois numeros entre parenteses após a palavra
FLOAT. Com esta opção, o primeiro número
continua a representar a quantidade de bytes necessária para
armazenar o valor, e o segundo número especifica o número de
dígitos a serem armazenados e mostrados após o ponto decimal
(como com DECIMAL e
NUMERIC). Quando é pedido ao MySQL para
armazenar um número em uma coluna com mais digitos decimais
após o ponto decimal que o especificado para esta coluna, o
valor é arredondado eliminando os digitos extras quando
armazenado.
Os tipos REAL e DOUBLE
PRECISION não aceitam especificações de precisão.
Como uma extensão do padrão SQL-92, o MySQL reconhece
DOUBLE como um sinônimo para o tipo
DOUBLE PRECISION. Em constraste com a
exigencia do padrão de que a precisão do tipo
REAL seja menor que aquele usado pelo
DOUBLE PRECISION, MySQL implementa ambos como
valores de ponto flutuante de 8 bits de dupla precisão (quando
não estiver executando em ``modo ANSI''). Para uma
portabilidade máxima, códigos que requerem armazenamento de
valores de dados numéricos aproximados usam
FLOAT ou DOUBLE PRECISION
sem especificação de precisão ou de numeros decimais.
Quando solicitado a armazenar um valor em uma coluna numérica que está fora da faixa permitida pelo tipo da coluna, o MySQL ajusta o valor ao limite da faixa permitida mais apropriado e armazena este valor.
Por exemplo, a faixa de uma coluna INT é de
-2147483648 a 2147483647.
Se você tentar inserir -9999999999 em uma
coluna INT, o valor é ajustado para o limite
mais baixo da faixa de valores e -2147483648
é armazenado. Da mesma forma, se você tentar inserir
9999999999, 2147483647
será armazenado.
Se o campo INT é
UNSIGNED, o tamanho da faixa do campo é o
mesmo mas o limite passa a ser de 0 a
4294967295. Se você tentar armazenar
-9999999999 e 9999999999,
os valores armazenados na coluna serão 0 e
4294967296.
Conversões que ocorrem devido a ajustes são relatados como
``avisos'' para ALTER TABLE, LOAD
DATA INFILE, UPDATE, e instruções
INSERT multi-registros.
| Tipo | Bytes | De | Até |
TINYINT | 1 | -128 | 127 |
SMALLINT | 2 | -32768 | 32767 |
MEDIUMINT | 3 | -8388608 | 8388607 |
INT | 4 | -2147483648 | 2147483647 |
BIGINT | 8 | -9223372036854775808 | 9223372036854775807 |
Os tipos de data e hora são DATETIME,
DATE, TIMESTAMP,
TIME, e YEAR. Cada um
desses tipos tem uma faixa de valores legais, assim com um valor
``zero'' que é usado quando você especifica um valor ilegal.
Note que o MySQL permite que você armazene certos valores de
datas inexistentes, como 1999-11-31. A razão
para isto é que pensamos que é responsabilidade do aplicativo
tratar das verificações de data, não do servidor SQL. Para
fazer uma verificação 'rápida' de data, MySQL só checa se o
mês está na faixa de 0-12 e o dia está na faixa de 0-31. As
faixas acima são definidas desta forma porque MySQL lhe permite
armazenar, em um campo DATE ou
DATETIME, datas onde o dia ou o dia/mês são
zero. Isto é extremamente útil para aplicativos que precisam
armazenar uma data de nascimento na qual você não sabe a data
exata. Nestes casos você simplesmente armazena a data como
1999-00-00 ou 1999-01-00.
(Você não pode esperar obter um valor correto para funções
como DATE_SUB() ou
DATE_ADD para datas como estas.)
Aqui estão algumas considerações para ter em mente quando estiver trabalhando com tipos de data e hora.
MySQL recupera valores para um tipo de data ou hora dado em um formato padrão, mas ele tenta interpretar uma variedade de formatos para os valores fornecidos (por exemplo, quando você especifica um valor a ser atribuido ou comparado a um tipo de data ou hora). No entanto, só os formatos descritos na seção seguinte são suportados. É esperado que você forneça valores permitidos. Resultados imprevisiveis podem ocorrer se você usar outros formatos.
Embora o MySQL tente interpretar valores em diversos
formatos, ele sempre espera que a parte da data referente ao
ano esteja mais a esquerda do valor. Datas devem ser dadas
na ordem ano-mês-dia (por exemplo,
'98-09-04'), ao invés das ordens mais usadas
mês-dia-ano ou dia-mês-ano (por exemplo:
'09-04-98',
'04-09-98').
MySQL converte automaticamente um tipo de data ou hora em um número se o valor é usado em um contexto numérico, e vice-versa.
Quando o MySQL encontra um valor para um tipo de data ou
hora que está fora da faixa permitida ou é ilegal neste
tipo (veja o início desta seção), ele converte o valor
para ``zero''. (A exceção ocorre no campo
TIME, onde o valor fora da faixa é
ajustado para o valor limite apropriado na faixa de valores
deste tipo.) A tabela abaixo mostra o formato do valor
``zero'' para cada tipo:
| Tipo de Coluna | Valor ``Zero'' |
DATETIME | '0000-00-00 00:00:00' |
DATE | '0000-00-00' |
TIMESTAMP | 00000000000000 (tamanho depende do tamanho do
display) |
TIME | '00:00:00' |
YEAR | 0000 |
Os valores ``zero'' são especiais, mas você pode armazenar
ou fazer referência a eles explicitamente usando os valores
mostrados na tabela. Você também pode fazer into usando
'0' ou 0, o que é
mais fácil de escrever.
Valores ``zero'' para data ou hora usados em
MyODBC são convertidos
automaticamente para NULL na versão
2.50.12 MyODBC e acima,
porque ODBC não pode tratar tais valores.
O MySQL tem sua própria segurança para o ano 2000 (see Secção 1.2.5, ?Compatibilidade Com o Ano 2000 (Y2K)?), mas os dados entrados no MySQL podem não ter. Qualquer entrada contendo valores de ano de 2 digitos é ambíguo, porque o século é desconhecido. Tais valores devem ser interpretados na forma de 4 digitos já que o MySQL armazena anos internamente utilizando 4 digitos.
Para tipos DATETIME,
DATE, TIMESTAMP e
YEAR, MySQL interpreta datas com valores
ambíguos para o ano usando as seguintes regras:
Valores de ano na faixa 00-69 são
convertidos para 2000-2069.
Valores de anos na faixa 70-99 são
convertidos para 1970-1999.
Lembre-se de que essas regras fornecem apenas palpites razoáveis sobre o que a sua data significa. Se a heurística usada pelo MySQL não produz o valor você deve fornecer entre sem ambiguidade contendo valores de ano de 4 digitos.
ORDER BY irá ordenar tipos
YEAR/DATE/DATETIME de 2 digitos
apropriadamente.
Note tembém que algumas funções com
MIN() e MAX() irão
converter TIMESTAMP/DATE para um número.
Isto significa que um timestamp com ano de 2 digitos não irá
funcionar corretamente com estas funções. A solução neste
caso é converter o TIMESTAMP/DATE para um
formato de ano de 4 digitos ou usar algo como
MIN(DATE_ADD(timestamp,INTERVAL 0 DAYS)).
Os tipos DATETIME, DATE,
e TIMESTAMP são relacionados. Esta seção
descreve suas características, como eles se assemelham ou
como se diferem.
O tipo DATETIME é usado quando você
precisa de valores que contém informações sobre data e a a
hora. MySQL recupera e mostra valores
DATETIME no formato 'YYYY-MM-DD
HH:MM:SS'. A faixa suportada é de
'1000-01-01 00:00:00' até
'9999-12-31 23:59:59'. (``Suportada''
significa que embora valores anteriores possam funcionar, não
há nenhura garantia de disto.)
O tipo DATA é usado quando se necessita
apenas do valor da data, sem a parte da hora. MySQL recupera e
mostra valores do tipo DATA no formato
'YYYY-MM-DD'. A faixa suportada é de
'1000-01-01' até
'9999-12-31'.
A coluna do tipo TIMESTAMP possui
comportamento e propriedade variado, dependendo da versão do
MySQL e do modo SQL que o servidor está executando.
Comportamento do
TIMESTAMP ao executar no modo
MAXDB
Quando o MySQL está executando no modo
SQPDB, o TIMESTAMP
comporta como DATETIME. Nenhuma
atualização automática da coluna
TIMESTAMP ocorre, como descrito no
parágrafo seguinte. O MySQL pode ser executado no modo
MAXDB a partir da versão 4.1.1. See
Secção 4.1.1, ?Opções de Linha de Comando do mysqld?.
Comportamento do
TIMESTAMP quando não está executando no
modo MAXDB
O tipo de campo TIMESTAMP fornece um tipo
que pode ser usado para, automaticamente, marcar operações
INSERT or UPDATE com a
data e hora atual. Se você tiver multiplas colunas
TIMESTAMP, só a primeira é atualizada
automaticamente.
Atualizações automaticas da primeira coluna
TIMESTAMP ocorrem sob qualquer uma das
seguintes condições:
A coluna não é explicitamente especificada em uma
instrução INSERT ou LOAD
DATA INFILE.
A coluna não é explicitamente especificada em uma
instrução UPDATE e e alguma outra
coluna muda o valor. (Note que um
UPDATE que coloca em uma coluna o mesmo
valor que ele já possui não irá causar a atualização
da coluna TIMESTAMP, porque se você
atribui a uma coluna o seu valor atual, MySQL ignora a
atualização para maior eficiência).
Você define explicitamente a uma coluna
TIMESTAMP o valor
NULL.
Outras colunas TIMESTAMP, além da primeira
podem ser definidas com a data e hora atuais. Basta defini-las
com NULL ou NOW()
Você pode definir colunas TIMESTAMP com um
valor diferente da data e hora atuais colocando explicitamente
o valor desejado. Isto é verdade mesmo para a primeira coluna
TIMESTAMP. Você pode usar esta propriedade
se, por exemplo, você quiser que um
TIMESTAMP tenha seu valor definido como a
data e hora atuais na criação de registros, mas não quer
alterá-los quando o registro for atualizado mais tarde:
Deixe o MySQL definir a coluna quando o registro é criado. Isto irá inicializa-la com a data e hora atuais.
Quando você realizar subsequentes atualizações em
outras colunas do registro, defina explicitamente a coluna
TIMESTAMP com o valor atual.
Por outro lado, você pode achar que é mais fácil usar uma
coluan DATETIME que você inicializa com
NOW() quando o registro for criado e deixa
como está em atualizações subsequentes.
Propriedades
TIMESTAMP quando executando no modo
MAXDB
Quando o MySQL está executando no modo
MAXDB, TIMESTAMP é
idêntico ao DATETIME. Ele usa o mesmo
formato para armazenar e mostrar valores, e ele tem a mesma
faixa. O MySQL pode ser executado no modo
MAXDB a partir da versão 4.1.1. See
Secção 4.1.1, ?Opções de Linha de Comando do mysqld?.
Propriedades
TIMESTAMP a partir do MySQL 4.1 quando não
executado no modo MAXDB
No MySQL 4.1.0, colunas TIMESTAMP são
armazenadas e mostradas no mesmo formato que colunas
DATETIME. Isto também significa que ele
não podem ser estreitados ou alargados nos modos descritos no
parágrafo seguinte. Em outras palavras, você não pode usar
TIMESTAMP(2),
TIMESTAMP(4), etc. Em outros casos, as
propriedades são as mesmas de versões MySQL anteriores.
Propriedades
TIMESTAMP antes do MySQL 4.1
Valores TIMESTAMP podem ter valores do
incio de 1970 até algum momento do ano 2037, com a
resolução de um segundo. Valores são mostrados como
números
O formato no qual o MySQL recupera e mostra valores
TIMESTAMP depende do tamanho do display,
como ilustrado pela tabela que se segue: O formato `cheio'
TIMESTAMP é de 14 digitos, mas colunas
TIMESTAMP podem ser criadas com tamanho de
display menores:
| Tipo da Coluna | Formato do Display |
TIMESTAMP(14) | YYYYMMDDHHMMSS |
TIMESTAMP(12) | YYMMDDHHMMSS |
TIMESTAMP(10) | YYMMDDHHMM |
TIMESTAMP(8) | YYYYMMDD |
TIMESTAMP(6) | YYMMDD |
TIMESTAMP(4) | YYMM |
TIMESTAMP(2) | YY |
Todas as colunas TIMESTAMP tem o mesmo
tamanho de armazenamento, independente do tamanho de display.
Os tamanhos de display mais comuns são 6, 8, 12, e 14. Você
pode especificar um tamanho de display arbitrario na hora da
criação da tabela, mas valores de 0 ou maiores que 14 são
mudados para 14. Valores ímpares de tamanho na faixa de 1 a
13 são mudados para o maior número par mais próximo.
Nota: Na versão 4.1,
TIMESTAMP é retornado com uma string com o
formato 'YYYY-MM-DD HH:MM:SS', e timestamp
de diferentes tamamnhos não são mais suportados.
Você pode especificar calores DATETIME,
DATE e TIMESTAMP usando
qualquer conjunto de formatos comum:
Como uma string nos formatos 'YYYY-MM-DD
HH:MM:SS' ou 'YY-MM-DD
HH:MM:SS'. Uma sintaxe ``relaxada'' é
permitida---nenhum caracter de pontuação pode ser usado
como um delimitador entre parte de data ou hora. Por
exemplo, '98-12-31 11:30:45',
'98.12.31 11+30+45', '98/12/31
11*30*45', e '98@12@31
11^30^45' são equivalentes.
Como uma string nos formatos
'YYYY-MM-DD' ou
'YY-MM-DD'. Uma sintaxe ``relaxada'' é
permitida aqui também. Por exemplo,
'98-12-31',
'98.12.31',
'98/12/31', e
'98@12@31' são equivalentes.
Como uma string sem delimitadores nos formatos
'YYYYMMDDHHMMSS' ou
'YYMMDDHHMMSS', desde que a string
faça sentido como data. Por example,
'19970523091528' e
'970523091528' são interpretadas com
'1997-05-23 09:15:28', mas
'971122129015' é ilegal (tem uma parte
de minutos sem sentido) e se torna '0000-00-00
00:00:00'.
Como uma string sem delimitadores nos formatos
'YYYYMMDD' ou
'YYMMDD', desde que a string tenha
sentido com data. Por exemplo,
'19970523' e
'970523' são interpretedas como
'1997-05-23', mas
'971332' é ilegal (tem uma parte de
mês sem sentido) e se torna
'0000-00-00'.
Como um número nos formatos
YYYYMMDDHHMMSS ou
YYMMDDHHMMSS, desde que o número faça
sentido como uma data. Por exemplo,
19830905132800 e
830905132800 são interpretedos como
'1983-09-05 13:28:00'.
Como um número nos formatos YYYYMMDD
ou YYMMDD, desde que o número faça
sentido como data. Por exemplo,
19830905 e 830905
são interpretedos como '1983-09-05'.
Como o resultado de uma função que retorne uma valor
aceitavel em um contexto DATETIME,
DATE ou TIMESTAMP,
tal como NOW() ou
CURRENT_DATE.
Valores DATETIME, DATE,
ou TIMESTAMP ilegais são convertidos para
o valor ``zero'' do tipo apropriado ('0000-00-00
00:00:00', '0000-00-00', ou
00000000000000).
Para valores especificados com strings que incluem
delimitadores de data, não é necessário especificar dois
digitos para valores de mês ou dia qua são menores que
10. '1979-6-9' é o
mesmo que '1979-06-09'. Similarmente, para
valores especificados como strings que incluem delimitadores
de hora, não é necessário especificar dois digitos para
valores de hora, minutos ou segundo que são menores que
10. '1979-10-30 1:2:3'
Ré o mesmo que '1979-10-30 01:02:03'.
Valores especificados como números devem ter 6, 8, 12, ou 14
digitos. Se o número é de 8 ou 14 digitos, ele assume estar
no formato YYYYMMDD ou
YYYYMMDDHHMMSS e que o ano é dado pelos 4
primeiros dígitos. Se o é de 6 ou 12 dígitos, ele assume
estar no formato YYMMDD or
YYMMDDHHMMSS e que o ano é dado pelos 2 primeiros
digitos. Números que não possua estes tamanho são
interpretados como calores preenchidos com zero até o tamanho
mais próximo.
Valores especificados como strings não delimitadas são
interpretados usando o seu tamanho como dado. Se a string
possui 8 ou 14 caracteres, o ano é assumido como os 4
primeiros caracteres. De outra forma o assume-se que o ano
são os 2 primeiros caracteres. A string é interpretadada
esquerda para direita para encontrar os valores do ano, mês,
dia, hora, minute e segundo, para as partes da string. Isto
significa que você não deve utilizar strings com menos de 6
caracteres. Por exemplo, se você especificar
'9903', pensando em representar Março de
1999, você perceberá que o MySQL insere uma data ``zero'' em
sua tabela. Isto ocorre porque os valores do ano e mês são
99 e 03, mas a parte
contendo o dia não existe (zero), então o valor não é uma
data legal. No entanto, a partir do MySQL 3.23, você pode
especificar explicitamente um valor de zero para representar
dia ou mês faltantes. Por exemplo, você pode usar
'990300' para inserir o valor
'1999-03-00'.
Colunas TIMESTAMP armazena valores legais
utilizando precisão total com a qual os valores foram
especificados, independente do tamanho do display. Isto tem
diversas implicações:
Sempre especifique o ano, mês e dia, mesmo se seus tipos
de coluna são TIMESTAMP(4) ou
TIMESTAMP(2). De outra forma, os
valores não serão datas legais date e um
0 será armazenado.
Se você usa ALTER TABLE para aumentar
uma coluna TIMESTAMP, informações
serão mostradas como se antes estivessem ``escondidas''.
De forma similar, reduzindo o tamanho de uma coluna
TIMESTAMP não causa perda de
informação, exceto no sentido de que menos informação
aparece quando os valores são mostrados.
Embora os valores TIMESTAMP sejam
armazenados com precisão total, a única função que
opera diretamente com o valor armazenado é
UNIX_TIMESTAMP(). OUtras funções
operam com o formato do valor recuperado Isto significa
que não se pode usar funções como
HOUR() or SECOND() a
menos que a parte relevante do valor
TIMESTAMP esteja incluído no valor
formatado. POr exemplo, a parte HH de
uma coluna TIMESTAMP não é mostrada a
menos que o tamanho do display seja de pelo menos 10, logo
tentar usar HOUR() em um valor
TIMESTAMP menor produz um resultado sem
significado.
Você pode, algumas vezes, atribuir valores de um tipo de data para um objeto de um diferente tipo de data. No entanto pode haver algumas alterações de valores ou perda de informação
Se você atribuir um valor de DATE
value a um objeto DATETIME ou
TIMESTAMP, a parte da hora do valor
resultante é definido como '00:00:00',
porque o vlaor DATE não contém
informações de hora.
Se você atribuir um valor DATETIME ou
TIMESTAMP para um objeto
DATE, a parte da hora do valor
resultante é deletado, pois o tipo
DATE não armazena informações de
hora.
Lembre-se de que embora todos os valores
DATETIME, DATE, e
TIMESTAMP possam ser especificados
usando o mesmo conjunto de formatos, os tipos não tem a
mesa faixa de valores. Por exemplo, valores
TIMESTAMP não podem ser anteriores a
1970 ou posteriores a
2037. Isto significia que datas como
'1968-01-01', são permitidas como
valores DATETIME ou
DATE, mas não são válidas para
valores TIMESTAMP e serão covertidas
para 0 se atribuidas para tais objetos.
Esteja ciente de certas dificuldades quando especificar valores de data:
A forma ``relaxada'' permitida em valores especificados
com strings podem causar certas confusões. Por exemplo,
um valor como '10:11:12' pode parecer
com um valor de hora devido ao limitador
?:?, mas se usado em um
contexto de data será interpretado como o ano
'2010-11-12'. O valor
'10:45:15' será convertido para
'0000-00-00' pois
'45' não é um valor de mês
permitido.
O servidor MySQL funciona basicamente checando a validade
da data: dias entre 00-31, mês entre
00-12, anos entre
1000-9999. Qualquer data que não
esteja nesta faixa será revetida para
0000-00-00. Por favor, note que isto
ainda lhe permite armazenar datas invalidas tais como
2002-04-31. Isto permite a aplicações
web armazenar dados de um formulário sem verificações
adicionais. Para assegurar que a data é valida, faça a
checagem em sua aplicação.
Valores de anos especificados com 2 digitos são ambíguos, pois o século não é conhecido. MySQL interpreta valores de anos com dois digitos usando as seguintes regras:
Valores de ano na faixa de 00-69
são convertidos para 2000-2069.
Valores de ano na faixa de 70-99
são convertidos para 1970-1999.
O MySQL recupera e mostra valores TIME no
formato 'HH:MM:SS' (ou no formato
'HHH:MM:SS' para valores grandes). Volares
TIME podem estar na faixa de
'-838:59:59' até
'838:59:59'. A razão para a parte da hora
ser tão grande é que o tipo TIME pode ser
usado não apenas para representar a hora do dia (que deve ser
menor que 24 horas), mas também para tempo restante ou
intervalos de tempo entre dois eventos(que podem ser maior que
24 horas ou mesmo negativo).
Você pode especificar valores TIME de
variadas formas:
Como uma string no formato 'D
HH:MM:SS.fração' . (Note que o MySQL não
armazena ainda frações para a coluna time.) Pode-se
também utilizar uma das seguintes sintaxes ``relaxadas'':
HH:MM:SS.fração,
HH:MM:SS, HH:MM,
D HH:MM:SS, D HH:MM,
D HH ou SS. Aqui
D é um dia entre 0-33.
Como uma string sem delimitadores no formato
'HHMMSS', desde que ela tenha sentido
como uma hora. Por exemplo, '101112' é
esntendido como '10:11:12', mas
'109712' é ilegal (a parte dos minutos
não tem nenhum sentido) e se torna
'00:00:00'.
Como um número no formato HHMMSS,
desde que tenha sentido como uma hora. Por exemplo,
101112 é entendido com
'10:11:12'. Os formatos alternativos
seguintes também são entendidos: SS,
MMSS, HHMMSS e
HHMMSS.fração. Note que o MySQL ainda
não armazena frações.
Como o resultado de uma função que retorne um valor que
é aceitável em um contexto do tipo
TIME, tal como
CURRENT_TIME.
Para valores TIME especificados como uma
string que incluem delimitadores de hora, não é necessário
especificar dois dígitos para valores de hora, minutos ou
segundos que sejam menores que 10.
'8:3:2' é o mesmo que
'08:03:02'.
Seja cuidadoso ao atribuir valores TIME
``pequenos'' para uma coluna TIME. Sem dois
pontos, o MySQL interprete valores assumindo que os digitos
mais a direita representam segundos. (MySQL interpreta valores
TIME como tempo decorrido ao invés de hora
do dia.) Por exemplo, você poderia pensar em
'1112' e 1112 significam
'11:12:00' (11 horas e 12 minutos), mas o
MySQL o intepreta como '00:11:12' (onze
minutos e 12 segundos). De forma similar,
'12' e 12 são
interpretados como '00:00:12'. Valores
TIME com dois pontos, em contrapartida,
são tratados como hora do dia. Isto é,
'11:12' significará
'11:12:00', não
'00:11:12'.
Valores que são legais mas que estão fora da faixa
permitidas são ajustados para o valor limita da faixa mais
apropriado. Por exemplo, '-850:00:00' e
'850:00:00' são convertidos para
'-838:59:59' e
'838:59:59', respectivmente.
Valores TIME ilegais são convertidos para
'00:00:00'. Note que como
'00:00:00' é um valor
TIME, não temos com dizer, a partir de um
valor '00:00:00' armazenado na tabela, se o
valor original armazenado foi especificado como
'00:00:00' ou se foi ilegal.
O tipo YEAR é um tipo de 1 byte usado para
representar anos.
O MySQL recupera e mostra valores YEAR no
formato YYYY. A faixa de valores é de
1901 até 2155.
Você pode especificar valores YEAR em uma
variedade de formatos:
Como uma string de 4 digitos na faixa de
'1901' até '2155'.
Como um número de 4 dígitos na faixa de
1901 até 2155.
Como uma string de dis dígitos na faixa
'00' até '99'.
Valores na faixa de '00' até
'69' e '70' até
'99' são convetidas para valores
YEAR na faixa de
2000 até 2069 e
1970 até 1999.
Como um número de 2 digitos na faixa de
1 até 99. Valores
na faixa de 1 até
69 e 70 até
99 são convertidos para valores
YEAR na faixa de
2001 até 2069 e
1970 até 1999. Note
que a faixa para números de dois dígitos é um pouco
diferente da faixa de strings de dois dígitos, pois não
se pode especificar zero diretamente como um número e
tê-lo interpretado com 2000. Você
deve especificá-lo como
uma string '0' ou
'00' ou ele será interpretado com
0000.
Como o resultado de uma função que retorna um valor que
é aceitável em um contexto do tipo
YEAR, tal como
NOW().
Valores YEAR ilegais são convertidos para
0000.
Os tipos strings são CHAR,
VARCHAR, BLOB,
TEXT, ENUM, e
SET. Esta seção descreve como este tipos
funcionam, suas exigências de armazenamento e como usá-los em
suas consultas.
| Tipo | Tam.maxímo | Bytes |
TINYTEXT ou TINYBLOB | 2^8-1 | 255 |
TEXT ou BLOB | 2^16-1 (64K-1) | 65535 |
MEDIUMTEXT ou MEDIUMBLOB | 2^24-1 (16M-1) | 16777215 |
LONGBLOB | 2^32-1 (4G-1) | 4294967295 |
Os tipos CHAR e VARCHAR
são parecidos, mas diferem no modo como são armazenados e
recuperados.
O tamanho de um campo CHAR é fixado pelo
tamanho declarado na criação da tabela. O tamanho pode ser
qualquer valor entre 1 e 255 (Como na versão 3.23 do MySQL, o
tamanho pode ser de 0 a 255). Quando valores
CHAR são armazenados, eles são
preenchidos a direita com espaços até o tamanho
especificado. Quando valores CHAR são
recuperados, espaços extras são removidos.
Valores no campo VARCHAR são strings de
tamanho variável. Você pode declarar um campo
VARCHAR para ter qualquer tamanho entre 1 e
255, assim como para campo CHAR. No
entanto, diferente de CHAR, valores
VARCHAR são armazendos usando apenas
quantos caracteres forem necessários, mais 1 byte para gravar
o tamanho. Valores não são preenchidos; ao contrário,
espaços extras são removidos quando valores são
armazenados. (Esta remoção de espaços difere das
especificações do SQL-99). Nenhum caso de conversão é
feito durante um o armazenamento ou recuperação.
Se você atribuir um valor para uma coluna
CHAR ou VARCHAR que
exceda o tamanho máximo da coluna, o valor é truncado para
este tamanho.
A seguinte tabela ilustra as diferenças entre os dois tipos
de colunas, mostrando o resultado de se armazenar vários
valores de strings em campos CHAR(4) e
VARCHAR(4):
| Valor | CHAR(4) | Exigência p/ armazenamento | VARCHAR(4) | Exigência p/ armazenamento |
'' | ' ' | 4 bytes | '' | 1 byte |
'ab' | 'ab ' | 4 bytes | 'ab' | 3 bytes |
'abcd' | 'abcd' | 4 bytes | 'abcd' | 5 bytes |
'abcdefgh' | 'abcd' | 4 bytes | 'abcd' | 5 bytes |
Os valores recuperados para as colunas
CHAR(4) e VARCHAR(4)
serão os mesmos em cada caso, já que espaços ectras são
removidos das colunas CHAR quando
recuperados.
Valores nas colunas CHAR e
VARCHAR são ordenados e comparadaos no
modo caso-insensitivo, a menos que o atributo
BINARY seja especificado quando a tabela
for criada. O atributo BINARY significa que
os valores das colunas são ordenados e comparados no modo
caso-sensitivo de acordo com a ordem ASCII da maquina onde o
servidor MySQL está sesndo executado.
BINARY não afeta como as colunas são
armazenadas e recuperadas.
A partir da versão 4.1.0, o tipo de coluna CHAR
BYTE é um alias para CHAR
BINARY. Thite é um recurso para compatibilidade.
O atributo BINARY é pegajoso. Isto
significa que se uma coluna definida com
BINARY é usada na expressão, toda a
expressão é comparada como um valor
BINARY.
MySQL pode alterar sem aviso o tipo de uma coluna
CHAR ou VARCHAR na hora
de criar a tabela. See
Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?.
Um BLOB é um objeto binario grande que
pode guardar um montante variado de dados. Os quatro tipos
BLOB: TINYBLOB,
BLOB, MEDIUMBLOB, e
LONGBLOB diferem apenas no tamanho maximo
dos valores que eles podem guradar. See
Secção 6.2.6, ?Exigências de Armazenamento dos Tipos de Coluna?.
Os quatro tipos TEXT:
TINYTEXT, TEXT,
MEDIUMTEXT, e LONGTEXT
correspondem aos quatro tipos BLOB e têm o
mesmo tamanho máximo e necessidade de tamanho para
armazenamento. A única diferença entre os tipos
BLOB e TEXT é que
ordenação e comparação são realizadas no modo
caso-sensitivo para valores BLOB e no modo
caso-insensitivo para valores TEXT. Em
outras palavras, um TEXT é um
BLOB no modo caso-insensitivo. Nenhum caso
de conversão é feito durante um o armazenamento ou
recuperação.
Se você atribuir um valor a uma coluna
BLOB ou TEXT que exceda
o tamanho máximo do tipo da coluna, o valor é truncado para
servir ao campo.
Em muitos casos, podemos considerar um campo
TEXT como um campo
VARCHAR que pode ser tão grande quando
desejamos. Da mesma forma podemos considerar um campo
BLOB como um campo VARCHAR
BINARY. As diferenças são:
A partir da versão 4.1.0, LONG e
LONG VARCHAR mapeiam para o tipo de dados
MEDIUMTEXT. Este é um recurso de
compatibilidade.
MyODBC define valores
BLOB como LONGVARBINARY
e valores TEXT como
LONGVARCHAR.
Como valores BLOB e TEXT
podem ser extremamentes longos, você pode deparar com alguns
problemas quando utilizá-los:
Se você quiser utilizar GROUP BY ou
ORDER BY em um campo
BLOB ou TEXT, você
deve converte-los em objetos de tamanho fixo. O modo
padrão de se fazer isto é com a função
SUBSTRING. Por exemplo:
mysql>SELECT comentario FROM nome_tabela,SUBSTRING(comentario,20) AS substr->ORDER BY substr;
Se você não fizer isto, só os primeiros
max_sort_length bytes de uma coluna
serão utilizados na ordenação. O valor padrão de
max_sort_length é 1024; este calor
pode ser alterado utilizando-se a opção
-O quando o servidor é inicializado.
Você pode agrupar uma expressão envolvendo valores
BLOB ou TEXT
especificando a posição da coluna ou utilizando apelidos
(alias):
mysql>SELECT id,SUBSTRING(col_blob,1,100) FROM nome_tabela GROUP BY 2;mysql>SELECT id,SUBSTRING(col_blob,1,100) AS b FROM nome_tabela GROUP BY b;
O tamanho máximo de uma objeto BLOB ou
TEXTé determinado pelo seu tipo, mas o
maior valor que você pode, atualmente, transmitir entre o
cliente e o servidor é determinado pela quantidade de
memória disponível e o tamanho dos buffers de
comunicação. Você pode mudar o tamanho do buffer de
mensagem (max_allowed_packet), mas
você deve faze-lo no servidor e no cliente. See
Secção 5.5.2, ?Parâmetros de Sintonia do Servidor?.
Note que cada valor BLOB ou
TEXT é representado internamente por um
objeto alocado searadamente. Está é uma diferença com todos
os outros tipos de colunas, para o qual o armazenamento é
alocado um por coluna quando a tabela é aberta.
Um ENUM é um objeto string cujo valor
normalmente é escolhido de uma lista de valores permitidos
que são enumerados explicitamente na especificação da
coluna na criação da tabela.
O valor pode ser a string vazia ("") ou
NULL sob certas circunstâncias:
Se você inserir um valor inválido em um
ENUM (isto é, uma string que não
está presente na lista de valores permitidos), a string
vazia é inserida no lugar como um valor especial de erro.
Esta string pode se diferenciar de um string vazia 'norma'
pelo fato de que esta string tem uo valor numérico 0.
Veremos mais sobre este assunto mais tarde.
Se um ENUM é declarado
NULL, NULL é
também um valor permitido para a coluna, e o valor padrao
é NULL. Se um ENUM
é decalarado NOT NULL, o valor padrão
é o primeiro elemento da lista de valores permitidos.
Cada enumeração tem um índice:
Valores da lista de elementos permitidos na especificação da coluna são números começados com 1.
O valor de índice de uma string vazia que indique erro é
0. Isto significa que você pode usar a seguinte
instrução SELECT para encontrar
linhas nas quais valores ENUM
inválidos forma atribuidos:
mysql> SELECT * FROM nome_tabela WHERE col_enum=0;
O índice de um valor NULL é
NULL.
Por exemplo, uma coluna especificada como ENUM("um",
"dois", "três") pode ter quqlquer um dos valores
mostrados aqui. O índice de cada valor também é mostrado:
| Valor | Indice |
NULL | NULL |
"" | 0 |
"um" | 1 |
"dois" | 2 |
"três" | 3 |
Uma enumeração pode ter um máximo de 65535 elementos.
A partir da versão 3.23.51 espaços extras são
automaticamente deletados dos valores ENUM
quando a tabela é criada.
O caso da letra é irrelevante quando você atribui valores a
um coluna ENUM. No entanto, valores
recuperados posteriormente da coluna terá o caso de letras de
acordo com os valores que foram usados para especificar os
valores permitidos na criação da tabela.
Se você recupera um ENUM em um contexto
numérico, o indice do valor da coluna é retornado. Por
exemplo, você pode recuperar valores numéricos de uma coluna
ENUM desta forma:
mysql> SELECT col_enum+0 FROM nome_tabela;
Se você armazena um número em um ENUM, o
número é tratado como um índice, e o valor armazenado é o
membro da enumeração com este índice. (No entanto, este
não irá funcionar com LOAD DATA, o qual
trata todas as entradas como strings.) Não é aconselhável
armazenar números em uma string ENUM pois
pode tornar as coisas um pouco confusas.
Valores ENUM são armazenados de acordo com
a ordem na qual os membros da enumeração foram listados na
especificação da coluna. (Em outras palavras, valores
ENUM são ordenados de acordo com o seus
números de índice.) Por exemplo, "a" vem
antes de "b" para ENUM("a",
"b"), mas "b" vem antes de
"a" para ENUM("b", "a").
A string vazia vem antes de strings não-vazias, e valores
NULL vem antes de todos os outros valores
de enumeração. Para evitar resultados inesperados,
especifique a lista ENUM em ordem
alfabética. Você também pode usar GROUP BY
CONCAT(col) para ter certeza de que as colunas
estão ordenadas alfabeticamente e não pelo índice
numérico.
Se você quiser obter todos os valores possíveis para uma
coluna ENUM, você deve usar: SHOW
COLUMNS FROM nome_tabela LIKE nome_coluna_enum e
analizar a definição de ENUM na segunda
coluna.
Um SET é um objeto string que pode ter
zero ou mais valores, cada um deve ser escolhido de uma lista
de valores permitidos especificados quando a tabela é criada.
Valores de colunas SET que consistem de
múltiplos membros são espeficados separados por virgula
(?,?). Uma consquência distop
é que valores dos membros de SET não
podem, eles mesmos, conter vírgula.
Por exemplo, uma coluna especificada como SET("um",
"dois") NOT NULL pode ter qualquer um destes
valores:
"" "um" "dois" "um, dois"
Um SET pode ter no máximo 64 membros
diferentes.
A partir da versão 3.23.51, espaços extras são
automaticamente removidos dos valores de
SET quando a tabela é criada.
MySQL armazena valores SET numericamente,
com o bit de baixa-ordem do valor armazenado correspondendo ao
primeiro membro do conjunto. Se você recupera um valor
SET em um contexto numérico, o valor
recuperado tem o conjunto de bits correspondente aos membros
que aparecem no valor da coluna. Por exemplo, você pode
recuperar valores numéricos de uma coluna
SET assim:
mysql> SELECT col_set+0 FROM nome_tabela;
Se um número é armazenado em uma coluna
SET, os bits que estão habilitados (com 1)
na representação binária do número determinam o qual o
membro no valor da coluna. Suponha uma coluna especificada
como SET("a","b","c","d"). Então os
membros terão os seguintes valores binários:
SET membro | Valor decimal | Valor binário |
a | 1 | 0001 |
b | 2 | 0010 |
c | 4 | 0100 |
d | 8 | 1000 |
Se você atribuir um valor 9 a esta coluna,
que é 1001 em binário, o primeiro e o
quarto valores membros do SET
"a" e "d" são
selecionados e o valor resultante é "a,d".
Para um valor contendo mais que um elemento de
SET, não importa em qual ordem os
elementos são listados quando foram inseridos seus valores.
Também não importa quantas vezes um dado elemento e listado
no valor. Quando o valor é recuperado posteriormente, cada
elemento aparecerá uma vez, listados de acordo com a ordem em
que eles foram especificados na crição da tabela. Por
exemplo, se uma coluna é especificada como
SET("a","b","c","d"), então
"a,d", "d,a" e
"d,a,a,d,d" irão todos aparecer como
"a,d" quando recuperados.
Se você define um valor que não é suportado pela coluna
SET, o valor será ignorado.
Valores SET são ordenados numéricamente.
Valores NULL vêm antes de valores
SET não NULL.
Normalmente, você realiza um SELECT em uma
coluna SET usando o operador
LIKE ou a função
FIND_IN_SET():
mysql>SELECT * FROM nome_tabela WHERE col_set LIKE '%valor%';mysql>SELECT * FROM nome_tabela WHERE FIND_IN_SET('valor',col_set)>0;
Mas o seguinte também funciona:
mysql>SELECT * FROM nome_tabela 2 WHERE col_set = 'val1,val2';mysql>SELECT * FROM nome_tabela 3 WHERE col_set & 1;
A primeira desta instruções procura por uma correpondencia exata. A segunda por valores contendo o primeiro membro.
Se você quer obter todos os valores possíveis para uma
coluna SET, você deve usar: SHOW
COLUMNS FROM nome_tabela LIKE nome_coluna_set e
analizar a definição do SET na segunda
coluna.
Para um uso mais eficiente do armzenamento, tente usar o tipo
mais adequado em todos os casos. Por exemplo, se um campo de
inteiro for usado para valores em uma faixa entre
1 e 99999,
MEDIUMINT UNSIGNED é o melhor tipo.
Represtação precisa de valores monetários é um priblema
comum. No MySQL você deve usar o tipo
DECIMAL. Ele armazena uma string, então
nenhuma perda de precisão deve ocorrer. Se a precisão não é
tão importante, o tipo DOUBLE pode ser
satisfatório.
Para uma alta precisão você sempre pode converter para um tipo
de ponto fixo armazenado em um BIGINT. Isto
perite fazer todos os cálculos com inteiros e converter o
resultado para um ponto flutuante somente quando necessário.
Para facilitar o uso de code para implementações SQL de outras empresas, MySQL mapeia os tipos de campos como mostrado na tabela seguinte. Este mapeamento torna fácil mudar definições de tabelas de outros mecanismos de banco de dados para o MySQL:
| Tipo de outras empresas | Tipo MySQL |
BINARY(NUM) | CHAR(NUM) BINARY |
CHAR VARYING(NUM) | VARCHAR(NUM) |
FLOAT4 | FLOAT |
FLOAT8 | DOUBLE |
INT1 | TINYINT |
INT2 | SMALLINT |
INT3 | MEDIUMINT |
INT4 | INT |
INT8 | BIGINT |
LONG VARBINARY | MEDIUMBLOB |
LONG VARCHAR | MEDIUMTEXT |
MIDDLEINT | MEDIUMINT |
VARBINARY(NUM) | VARCHAR(NUM) BINARY |
O mapeamento do tipo de campo ocorre na criação da tabela. Se
você cria uma tabela com tipos usador por outras empresas e
então executa uma instrução DESCRIBE
nome_tabela, MySQL relaciona a estrutura de tabela
utilizando os tipos equivalentes do MySQL.
As exigências de armazenamento para cada um dos tipos de colunas suportados pelo MySQL estão listados por categoria.
Exigências de armazenamento para tipos numéricos
| Tipo da coluna | Tamanho exigido |
TINYINT | 1 byte |
SMALLINT | 2 bytes |
MEDIUMINT | 3 bytes |
INT | 4 bytes |
INTEGER | 4 bytes |
BIGINT | 8 bytes |
FLOAT(X) | 4 se X <= 24 ou 8 se 25 <= X <= 53 |
FLOAT | 4 bytes |
DOUBLE | 8 bytes |
DOUBLE PRECISION | 8 bytes |
REAL | 8 bytes |
DECIMAL(M,D) | M+2 bytes se D > 0, M+1 bytes
se D = 0 (D+2, se M <
D) |
NUMERIC(M,D) | M+2 bytes se D > 0, M+1 bytes
se D = 0 (D+2, se M <
D) |
Exigência de armazenamento para tipos data e hora
| Tipo de coluna | Tamanho exigido |
DATE | 3 bytes |
DATETIME | 8 bytes |
TIMESTAMP | 4 bytes |
TIME | 3 bytes |
YEAR | 1 byte |
Exigência de armazenamento para tipos string
| Tipo de coluna | Tamanho exigido |
CHAR(M) | M bytes, 1 <= M <= 255 |
VARCHAR(M) | L+1 bytes, onde L <= M e
1 <= M <= 255 |
TINYBLOB, TINYTEXT | L+1 bytes, onde L < 2^8 |
BLOB, TEXT | L+2 bytes, onde L < 2^16 |
MEDIUMBLOB, MEDIUMTEXT | L+3 bytes, onde L < 2^24 |
LONGBLOB, LONGTEXT | L+4 bytes, onde L < 2^32 |
ENUM('valor1','valor2',...) | 1 ou 2 bytes, dependendo do número de valores enumerados (65535 valores no máximo) |
SET('valor1','valor2',...) | 1, 2, 3, 4 or 8 bytes, dependendo do número de membros do conjunto (64 membros no máximo) |
Tipos VARCHAR, BLOB e
TEXT são de tamanho variáveis, tendo o
tamanho exigido para armazenamento dependendo do tamanho atual
dos valores da coluna (representado por L na
tabela anterior), e não do tamanho máximo do tipo. Por
exemplo, uma coluna VARCHAR(10) pode guardar
uma string com um tamanho máximo de 10 caracteres. O tamanho
exigido para armazenamento atual é o tamanho da string
(L), mais 1 byte para para gravar o tamanho
da string. Por exemplo, para a string 'abcd',
L é 4 e o tamanho exigido para armazenamento
é 5 bytes.
Os tipos BLOB e TEXT
exigem 1, 2, 3 ou 4 bytes para gravar o tamanho do valor da
coluna, dependendo do tamanho máximo possível do tipo. See
Secção 6.2.3.2, ?Os Tipos BLOB e TEXT?.
Se uma tabela inclui qualquer tipo de coluna de tamanho variável, o formato do registro também será de tamanho variável. Note que quando uma tabela é criada, MySQL pode, sob certas condições, mudar uma coluna de um tipo de tamanho variável para um tipo de tamanho fixo, ou vice-versa. See Secção 6.5.3.1, ?Alteração de Especificações de Colunas?.
O tamanho de um objeto ENUM é determinado
por um número de diferntes valores enumerados. Um byte é usado
para enumerações até 255 valores possíveis. Dois bytes são
usados para enumerações até 65535 valores. See
Secção 6.2.3.3, ?O Tipo ENUM?.
O tamanho de uma objeto é determinado pelo número de
diferentes membros do conjunto. Se o tamanho do conjunto é
N, o objeto ocupa (N+7)/8
bytes, arredondados acima para 1, 2, 3, 4, ou 8 bytes. Um
SET pode ter no máximo 64 membros. See
Secção 6.2.3.4, ?O Tipo SET?.
O tamanho máximo de um registro em uma tabela
MyISAM é 65534 bytes. Cada coluna
BLOB e TEXT ocupa apenas
5-9 bytes deste tamanho.
Um select_expression ou
where_definition em uma instrução SQL pode
consistir de qualquer expressão utilizando as funções descritas
abaixo.
Uma expressão que contém NULL sempre produz
um valor NULL a menos que esteja indicado na
dodumentação para os operandos e funções envolvidos na
expressão.
Nota: Não deve haver nenhum espaço em branco entre um nome de função e os parentesis que a seguem. Isto ajuda o analizador MySQL a distinguir entre chamadas de funções e referências a tabelas ou colunas que possuem o mesmo nome de uma função. Espaços entre argumentos são permitidos.
Você pode forçar o MySQL a aceitar espaços depois do nome de
funções iniciando o mysqld com a opção
--ansi ou usando o
CLIENT_IGNORE_SPACE no
mysql_connect(), mas neste caso nome de
funções se tornarão palavras reservadas. See
Secção 1.8.2, ?Executando o MySQL no modo ANSI?.
Para sermos breve, exemplos mostram a saida do programa
mysql na forma abreviada. Então isto:
mysql> SELECT MOD(29,9);
1 rows in set (0.00 sec)
+-----------+
| mod(29,9) |
+-----------+
| 2 |
+-----------+
é mostrado desta forma:
mysql> SELECT MOD(29,9);
-> 2
( ... )
Use parenteses para forçar a ordem em que as expressões serão avaliadas. Por exemplo:
mysql>SELECT 1+2*3;-> 7 mysql>SELECT (1+2)*3;-> 9
Operações de comparação resultam em um valor
1 (VERDADEIRO), 0
(FALSO), ou NULL. Estas funções funcionam
tanto para tipos numéricos quanto para tipos strings. Strings
são convertidas automaticamente para números e números para
strings quando necessário (como em Perl).
MySQL realiza comparações de acordo com as seguintes regras:
Se um ou ambos os argumentos são NULL,
o resultado da comparação é NULL,
exceto para o operador <=>.
Se ambos os argumentos em uma comparação são strings, eles são comparados como strings.
Se ambos os argumentos são inteiros, eles são comparados como inteiros.
Valores hexadecimais são tratados como strings binárias se não comparadas a um número.
Se uma dos argumentos é uma coluna
TIMESTAMP ou
DATETIME e o outro argumento é uma
constante, a constante é convertida para um timestamp
antes da comparação ser realizada. Isto ocorre para ser
mais amigável ao ODBC.
Em todos os outros casos, os argumentos são coparados como números de ponto flutuante (real).
Por padrão, comparações de string são feita de modo independente do caso, usando o conjunto de caracteres atual (ISO-8859-1 Latin1 por padrão, o qual também funciona de forma excelente para o Inglês).
Se você está comparando strings em caso insensitivo com
qualquer dos operadores padrões (=,
<>..., mas não o
LIKE) espaços em branco no fim da string
(espaços, tabs e quebra de linha) serão ignorados.
mysql> SELECT "a" ="A \n";
-> 1
Os seguintes exemplos ilustram a conversão de strings para números para operações de comparação:
mysql>SELECT 1 > '6x';-> 0 mysql>SELECT 7 > '6x';-> 1 mysql>SELECT 0 > 'x6';-> 0 mysql>SELECT 0 = 'x6';-> 1
Note que quando você está comparando uma coluna string com um número, o MySQL não pode usar índices para encontrar o valor rapidamente:
SELECT * FROM table_name WHERE string_key=1
A razão para isto é que existem muitas strings diferentes
que podem retornar o valor 1:
"1", " 1",
"1a" ...
=
Igual:
mysql>SELECT 1 = 0;-> 0 mysql>SELECT '0' = 0;-> 1 mysql>SELECT '0.0' = 0;-> 1 mysql>SELECT '0.01' = 0;-> 0 mysql>SELECT '.01' = 0.01;-> 1
<>, !=
Diferente:
mysql>SELECT '.01' <> '0.01';-> 1 mysql>SELECT .01 <> '0.01';-> 0 mysql>SELECT 'zapp' <> 'zappp';-> 1
<=
Menor que ou igual:
mysql> SELECT 0.1 <= 2;
-> 1
<
Menor que:
mysql> SELECT 2 < 2;
-> 0
>=
Maior que ou igual:
mysql> SELECT 2 >= 2;
-> 1
>
Maior que:
mysql> SELECT 2 > 2;
-> 0
<=>
Igual para NULL:
mysql> SELECT 1 <=> 1, NULL <=> NULL, 1 <=> NULL;
-> 1 1 0
IS NULL, IS NOT
NULL
Teste para saber se um valor é ou não
NULL:
mysql>SELECT 1 IS NULL, 0 IS NULL, NULL IS NULL;-> 0 0 1 mysql>SELECT 1 IS NOT NULL, 0 IS NOT NULL, NULL IS NOT NULL;-> 1 1 0
Para estar apto a funcionar bem com outros programas,
MySQL suporta os seguintes recursos extras quando
utiliza-se IS NULL:
Você pode encontrar o último registro inserido com:
SELECT * FROM nome_tabela WHERE auto_col IS NULL
Isto pode ser desabilitado configurando
SQL_AUTO_IS_NULL=0. See
Secção 5.5.6, ?Sintaxe de SET?.
Para colunas DATE e
DATETIME NOT
NULL você pode encontrar a data especial
0000-00-00 utilizando:
SELECT * FROM nome_tabela WHERE coluna_data IS NULL
Isto é necessário para que algums aplicações
ODBC funcionem (já que ODBC não tem suporte a data
0000-00-00)
expr BETWEEN min AND max
Se expr é maior que ou igual a
min e expr é menor
que ou igual a max,
BETWEEN retorna 1,
senão é retornado 0. Isto é
equivalente a expressão (min <= expr AND expr
<= max) se todos os argumentos são do mesmo
tipo. Senão os tipos são convertidos, conforme as regras
acima, e aplicadas a todos os três argumentos.
Note que antes da versão
4.0.5 argumentos eram convertidos para o tipo da
expr.
mysql>SELECT 1 BETWEEN 2 AND 3;-> 0 mysql>SELECT 'b' BETWEEN 'a' AND 'c';-> 1 mysql>SELECT 2 BETWEEN 2 AND '3';-> 1 mysql>SELECT 2 BETWEEN 2 AND 'x-3';-> 0
expr NOT BETWEEN min AND max
O mesmo que NOT (expr BETWEEN min AND
max).
expr IN (valor,...)
Retorna 1 se expr é
qualquer dos valores na lista IN,
senão retorna 0. Se todos os valores
são constantes, então os valores são avaliados de
acordo com o tipo da expr e ordenado. A
busca do item é então feita usando pesquisa binária.
Isto significa que IN é muito rápido
se os valores da lista IN forem todos
contantes. Se expr é uma expressão
strig em caso-sensitivo, a comparação é realizadas no
modo caso-sensitvo:
mysql>SELECT 2 IN (0,3,5,'wefwf');-> 0 mysql>SELECT 'wefwf' IN (0,3,5,'wefwf');-> 1
O número de valores na lista IN é
limitada apenas pelo valor
max_allowed_packet.
Na versão 4.1 (para se adequar ao padrão SQL-99),
IN returna NULL não
apeans se a expressão a sua esquerda é
NULL, mas também se nenhuma
correspondência é encontrada na lista e uma de suas
expressões é NULL.
A partir do MySQL versão 4.1, uma cláusula IN() também
pode conter uma subquery. See
Secção 6.4.2.3, ?Subqueries with ANY, IN, and SOME?.
expr NOT IN (valor,...)
O mesmo que NOT (expr IN (valor,...)).
ISNULL(expr)
Se expr é NULL,
ISNULL() retorna 1,
senão retorna 0:
mysql>SELECT ISNULL(1+1);-> 0 mysql>SELECT ISNULL(1/0);-> 1
Note que a compração de valores NULL
usando = sempre será falso!
COALESCE(lista)
Retorna o primeiro elemento não NULL
na lista:
mysql>SELECT COALESCE(NULL,1);-> 1 mysql>SELECT COALESCE(NULL,NULL,NULL);-> NULL
INTERVAL(N,N1,N2,N3,...)
Retorna 0 se N <
N1, 1 se
N < N2 e assim
por diante ou -1 se
N é NULL. Todos os
argumentos são tratados como inteiros. Isto exige que
N1 < N2 <
N3 < ... <
Nn para que esta função funcione
corretamente. Isto ocorre devido a utilização pesquisa
binária (muito rápida):
mysql>SELECT INTERVAL(23, 1, 15, 17, 30, 44, 200);-> 3 mysql>SELECT INTERVAL(10, 1, 10, 100, 1000);-> 2 mysql>SELECT INTERVAL(22, 23, 30, 44, 200);-> 0
Em SQL, todos os operadores logicos avaliam TRUE (VERDADEIRO),
FALSE (FALSO) ou NULL (DESCONHECIDO). No MySQL, esta
implementação é como 1 (TRUE),
0 (FALSE), e NULL. A
maioria deles é comum entre diferentes bancos de dados SQL.
no entanto alguns podem retonar qualquer valor diferente de
zero para TRUE.
NOT, !
NOT logico. Avalia como 1 se o operador
é 0, como 0 se o
operador é diferente de zero, e NOT
NULL retorna NULL.
mysql>SELECT NOT 10;-> 0 mysql>SELECT NOT 0;-> 1 mysql>SELECT NOT NULL;-> NULL mysql>SELECT ! (1+1);-> 0 mysql>SELECT ! 1+1;-> 1
O último exemplo produz 1 pois a a
expressão é avaliada como (!1)+1.
AND, &&
AND lógico. Avalia como 1 se todos os
operandos são diferentes de zero e não é
NULL, como 0 se um
ou mais operandos são 0, senão
retorna NULL.
mysql>SELECT 1 && 1;-> 1 mysql>SELECT 1 && 0;-> 0 mysql>SELECT 1 && NULL;-> NULL mysql>SELECT 0 && NULL;-> 0 mysql>SELECT NULL && 0;-> 0
Por favor note que as versões do MySQL anteriores a
versão 4.0.5 param a avaliação quando um valor
NULL é encontrado, e não continua o
processo buscando por possíveis 0s.
Isto significa que nessa versão, SELECT (NULL
AND 0) retorna NULL ao invés
de 0. Na versão 4.0.5 o código tem
sido re-elaborado para que o resultado sempre seja como
prescrito pelo padrão SQL utilizando a otimização
sempre que possível.
OR, ||
OR lógico. Avalia como 1 se algum
operando é diferente de zero e como
NULL se algum operando for
NULL, senão 0 é
retornado.
mysql>SELECT 1 || 1;-> 1 mysql>SELECT 1 || 0;-> 1 mysql>SELECT 0 || 0;-> 0 mysql>SELECT 0 || NULL;-> NULL mysql>SELECT 1 || NULL;-> 1
XOR
XOR lógico. Retorna NULL se o operando
também é NULL. Para operandos não
NULL, avalia como 1
se um número ímpar de operandos é diferente de zero,
senão 0 é retornado.
mysql>SELECT 1 XOR 1;-> 0 mysql>SELECT 1 XOR 0;-> 1 mysql>SELECT 1 XOR NULL;-> NULL mysql>SELECT 1 XOR 1 XOR 1;-> 1
a XOR b é matematicamente igual a
(a AND (NOT b)) OR ((NOT a) and b).
XOR foi adicionado na versão 4.0.2.
CASE valor WHEN [valor comparado] THEN resultado
[WHEN [valor comparado] THEN resultado ...] [ELSE
resultado] END, CASE WHEN [condição]
THEN result [WHEN [condição] THEN resultado ...] [ELSE
resultado] END
A primeira expressão retorna o
resultado onde valor=valor
comparado. A segunda expressão retorna o o
resultado da primeira condição, a qual é verdadeira. Se
não existe nenhum resultado correspondente, então o
resultado depois do ELSE é retornado.
Se não existe parte ELSE então é
retornado NULL is returned:
mysql>SELECT CASE 1 WHEN 1 THEN "um"WHEN 2 THEN "dois" ELSE "mais" END; -> "one" mysql>SELECT CASE WHEN 1>0 THEN "verdadeiro" ELSE "falso" END;-> "true" mysql>SELECT CASE BINARY "B" WHEN "a" THEN 1 WHEN "b" THEN 2 END;-> NULL
O tipo do valor de retorno (INTEGER,
DOUBLE ou STRING) é
do mesmo tipo do primeiro valor retornado (a expressão
depois do primeiro THEN).
IF(expr1,expr2,expr3)
Se expr1 é VERDADEIRA (expr1
<> 0 e expr1 <>
NULL) então IF() retorna
expr2, senão ela retorna
expr3. IF() returna
um valor numérico ou string, dependendo do contexto no
qual é usado.
mysql>SELECT IF(1>2,2,3);-> 3 mysql>SELECT IF(1<2,'sim','não');-> 'sim' mysql>SELECT IF(STRCMP('teste','teste1'),'não','sim');-> 'não'
Se expr2 ou expr3 é
explicitamente NULL então o tipo
resultante da função IF() é o tipo
da coluna não NULL. (Este
comportamento é novo na versão 4.0.3 do MySQL).
expr1 é avaliada como um valor
inteiro, o qual significa que se você está testando
valores de ponto flutuante ou strings, você de fazê-lo
usando um operando de comparação:
mysql>SELECT IF(0.1,1,0);-> 0 mysql>SELECT IF(0.1<>0,1,0);-> 1
No primeiro caso acima, IF(0.1) retorna
0 porque 0.1 é
convertido para um valor inteiro, resultando um um teste
IF(0). Isto pode não ser o que você
esperava. No segundo caso, a comparação testa se o valor
de ponto flutuante não é zero. O resultado da
comparação converte o termo em um interiro.
O tipo de retorno padrão de IF() (o
que pode importar quando ele é armazenado em uma tabela
temporária) é calculado na versão 3.23 do MySQL de
seguinte forma:
| Expressão | Valor de retorno |
| expr2 ou expr3 retorna string | string |
| expr2 ou expr3 retorna um valor de ponto flutuante | ponto flutuante |
| expr2 ou expr3 retorna um inteiro | inteiro |
Se expr2 e expr3 são strings, então o resultado é caso-insensitivo se ambas strings são caso insensitivo. (A patir da versão 3.23.51)
IFNULL(expr1,expr2)
Se expr1 não é
NULL, IFNULL()
retorna expr1, senão retorna
expr2. IFNULL()
retorna um valor numérico ou string, dependendo do
contexto no qual é usado:
mysql>SELECT IFNULL(1,0);-> 1 mysql>SELECT IFNULL(NULL,10);-> 10 mysql>SELECT IFNULL(1/0,10);-> 10 mysql>SELECT IFNULL(1/0,'yes');-> 'yes'
Na versão 4.0.6 e acima o valor resultante padrão de
IFNULL(expr1,expr2) é o mais geral das
duas expressões, na seguinte ordem:
STRING, REAL ou
INTEGER. A diferença das versões
anteriores é mais notável quando se cria uma tabela
baseada em uma expressão ou o MySQL tem que armazenar
internamente um valor de IFNULL() em
uma tabela temporária.
CREATE TABLE foo SELECT IFNULL(1,"teste") as teste;
Na versão 4.0.6 do MySQL o tipo da coluna 'teste' é
CHAR(4) enquanto nas versões
anteriores ela seria do tipo BIGINT.
NULLIF(expr1,expr2)
Se expr1 = expr2 for verdadeiro, é
retornado NULL senão é retornado
expr1. Isto é o mesmo que
CASE WHEN x = y THEN NULL ELSE x END:
mysql>SELECT NULLIF(1,1);-> NULL mysql>SELECT NULLIF(1,2);-> 1
Note que expr1 é avaliada duas vezes
no MySQL se os argumentos não são iguais.
Funções string retornam NULL se o tamanho
do resultado for maior que o parâmetro do servidor
max_allowed_packet. See
Secção 5.5.2, ?Parâmetros de Sintonia do Servidor?.
Para funções que operam com as posições de uma string, a primeira posição é numerada como 1.
ASCII(str)
Retorna o valor do código ASCII do caracter mais a esquerda
da string str. Retorna
0 se str é uma string
vazia. Retorna NULL se
str é NULL:
mysql>SELECT ASCII('2');-> 50 mysql>SELECT ASCII(2);-> 50 mysql>SELECT ASCII('dx');-> 100
Veja também a função ORD().
BIN(N)
Retorna um representação string do valor binário de
N, onde N é um
número muito grande (BIGINT). Isto é
equivalente a CONV(N,10,2). Retorna
NULL se N é
NULL:
mysql> SELECT BIN(12);
-> '1100'
BIT_LENGTH(str)
Retorna o tamanho da string str em bits:
mysql> SELECT BIT_LENGTH('text');
-> 32
CHAR(N,...)
CHAR() interpretia os argumentos como
inteiros e retorna uma string com caracteres dados pelo
valor do código ASCII referentes a estes inteiros. Valores
NULL são desconsiderados:
mysql>SELECT CHAR(77,121,83,81,'76');-> 'MySQL' mysql>SELECT CHAR(77,77.3,'77.3');-> 'MMM'
CONCAT(str1,str2,...)
Retorna a string resultante da concatenação dos
argumentos. Retorna NULL se qualquer dos
argumentos for NULL. Pode ter mais de 2
argumentos. Um argumento numérico é convertido para sua
forma string equivalente:
mysql>SELECT CONCAT('My', 'S', 'QL');-> 'MySQL' mysql>SELECT CONCAT('My', NULL, 'QL');-> NULL mysql>SELECT CONCAT(14.3);-> '14.3'
CONCAT_WS(separador, str1, str2,...)
CONCAT_WS() significa CONCAT With
Separator (CONCAT com separador) e é uma forma especial do
CONCAT(). O primeiro argumento é o
separador para os outros argumentos. O separador é
adicionado entre as strings a serem concatenadas: O
separador pode ser uma string assim como os outros
argumentos. Se o separador é NULL, o
resultado será NULL. A função irá
desconsiderar qualquer NULL depois do
argumento do separador.
mysql>SELECT CONCAT_WS(",","First name","Second name","Last Name");-> 'First name,Second name,Last Name' mysql>SELECT CONCAT_WS(",","First name",NULL,"Last Name");-> 'First name,Last Name'
Antes do MySQL 4.1.1, CONCAT_WS()
desconsiderava strings vazias assim como valores
NULL.
CONV(N,da_base,para_base)
Converte números entre diferentes bases. Retorna uma
representação string do número N,
convertido da base da_base para base
para_base. Retorna
NULL se qualquer argumento é
NULL. O argumento N é
interpretado como um inteiro, mas pode ser especificado como
um inteiro ou uma string. A base mínima é
2 e a máxima é 36.
Se para_base é um número negativo,
N é considerado como um número com
sinal. Caso contrário, N é tratado como
um número sem sinal. CONV funciona com
precisão de 64-bit:
mysql>SELECT CONV("a",16,2);-> '1010' mysql>SELECT CONV("6E",18,8);-> '172' mysql>SELECT CONV(-17,10,-18);-> '-H' mysql>SELECT CONV(10+"10"+'10'+0xa,10,10);-> '40'
ELT(N,str1,str2,str3,...)
Retorna str1 se N =
1, str2 se
N = 2, e assim por
diante. Retorna NULL se
N é menor que 1 ou
maior que o número de argumentos. ELT()
é o complemento de FIELD():
mysql>SELECT ELT(1, 'ej', 'Heja', 'hej', 'foo');-> 'ej' mysql>SELECT ELT(4, 'ej', 'Heja', 'hej', 'foo');-> 'foo'
EXPORT_SET(bits,on,off,[separador,[numero_de_bits]])
Retorna uma string onde para todo bit 1 em 'bit', você obtém uma string 'on' e para cada bit 0 você obtem uma string 'off', Cada string é separada com 'separador' (padrão,',') e só 'número_de_bits' (padrão 64) de 'bits' é usado:
mysql> SELECT EXPORT_SET(5,'S','N',',',4)
-> S,N,S,N
FIELD(str,str1,str2,str3,...)
Retorna o índice de str na lista
str1, str2,
str3, .... Retorns
0 se str não for
encontrada. FIELD() é o complemento de
ELT():
mysql>SELECT FIELD('ej', 'Hej', 'ej', 'Heja', 'hej', 'foo');-> 2 mysql>SELECT FIELD('fo', 'Hej', 'ej', 'Heja', 'hej', 'foo');-> 0
FIND_IN_SET(str,strlista)
Retorna um valor 1 para
N se a string str
está na lista strlist contendo
N substrings. A lista de string é
composta de substrings separadas pelo caracter
?,?. Se o primeiro argumento
é uma string constante e o segundo é uma coluna do tipo
SET, a função
FIND_IN_SET() é otimizada para usar
aritmética binária! Retorna 0 se
str não está na
strlista ou se
strlista é uma string vazia. Retorna
NULL se os argumentos são
NULL. Esta função não irá funcionar
adequadamente se o primeiro argumento contém uma vírgula
(?,?):
mysql> SELECT FIND_IN_SET('b','a,b,c,d');
-> 2
HEX(N_ou_S)
Se N_OU_S é um número, é retornado um representação
string do valor hexadecimal de N, onde
N é um número muito grande
(BIGINT). Isto é equivalente a
CONV(N,10,16).
Se N_OU_S é uma string, é retornado uma string hexadecimal
de N_OU_S onde cada caracter de N_OU_S é convertido para 2
dígitos hexadecimais. Isto é o inverso da string
0xff.
mysql>SELECT HEX(255);-> 'FF' mysql>SELECT HEX("abc");-> 616263 mysql>SELECT 0x616263;-> "abc"
INSTR(str,substr)
Retorna a posição da primeira ocorrência da substring
substr na string str.
É o mesmo que as o LOCATE() com dois
argumentos, exceto pelo fato de que os argumentos estão
tracados:
mysql>SELECT INSTR('foobarbar', 'bar');-> 4 mysql>SELECT INSTR('xbar', 'foobar');-> 0
Esta função é multi-byte. Na versão 3.23 do MySQL esta função é caso sensitivo, enquanto na versão 4.0 ela só é caso-sensitivo se os argumentos são uma string binária.
INSERT(str,pos,tam,novastr)
Retorna a string str, com a a substring
começando na posição pos e contendo
tam caracteres substituida pela string
novastr:
mysql> SELECT INSERT('Quadratico', 3, 4, 'Onde');
-> 'QuOndetico'
Esta função é multi-byte.
LCASE(str),
LOWER(str)
Retorna a string str com todos caracteres
alterados para letra minúsculas de acordo com o conjunto de
caracteres atual (o padrão é ISO-8859-1 Latin1):
mysql> SELECT LCASE('MYSQL');
-> 'mysql'
Esta é uma função multi-byte.
LEFT(str,tam)
Retorna os tam caracteres mais a esquerda
da string str:
mysql> SELECT LEFT('foobarbar', 5);
-> 'fooba'
Esta função é multi-byte.
LOAD_FILE(nome_arquivo)
Lêb o arquivo e retona o conteudo do arquivo como uma
string. O arquivo beve estar no servidor, você deve
especificar o caminho completo para o arquivo, e você deve
ter o privilégio FILE. O arquivo deve
ser legível para todos e ser menor que o especificado em
max_allowed_packet.
Se o arquivo não existe ou não pode ser lido devido a
alguma das razões acima, a função retornará
NULL:
mysql> UPDATE nome_tabela
SET coluna_blob=LOAD_FILE("/tmp/picture")
WHERE id=1;
Se você não está usando a versão 3.23 MySQL, você tem
que fazer a leitura do arquivo dentro do seu aplicativo e
criar uma instrução INSERT para
atualizar o banco de dados com a informação do arquivo. Um
modo de se fazer isto, se você estiver usando a biblioteca
MySQL++, pode ser encontrada em
http://www.mysql.com/documentation/mysql++/mysql++-examples.html.
LOCATE(substr,str),
LOCATE(substr,str,pos)
A primeira sintaxe retorna a posição da primeira
ocorrência da substring substr na string
str. A segunda sintaxe retorna a
posição da primeira ocorrência da substring
substr na string str,
iniciando na posição pos. Retornam
0 se substr não está
em str:
mysql>SELECT LOCATE('bar', 'foobarbar');-> 4 mysql>SELECT LOCATE('xbar', 'foobar');-> 0 mysql>SELECT LPAD('hi',4,'??');-> '??hi'
LTRIM(str)
Retorna a string str com caracteres de
espaços extras iniciais removidos:
mysql> SELECT LTRIM(' barbar');
-> 'barbar'
MAKE_SET(bits,str1,str2,...)
Retorna um conjunto (uma string contendo substrings
separadas por ?,?) contendo
as strings que tem o bit correspondente em
bits definido . str1
corresponde ao bit 1, str2 ao bit 2, etc.
Strings NULL em str1,
str2, ... não são
adicionadas ao resultado:
mysql>SELECT MAKE_SET(1,'a','b','c');-> 'a' mysql>SELECT MAKE_SET(1 | 4,'Oi','meu','mundo');-> 'Oi,mundo' mysql>SELECT MAKE_SET(0,'a','b','c');-> ''
OCT(N)
Retorna uma representação string do valor octal de
N, onde N é um
número muito grande. Isto é equivalente a
CONV(N,10,8). Retorna
NULL se N é
NULL:
mysql> SELECT OCT(12);
-> '14'
ORD(str)
Se o caracter mais a esquerda da string
str é um caracter multi-byte, é
retornado o código para este caracter, calculado a partir
dos valores do código ASCII dos seus caracteres
contituintes utizando-se a seguinte fórmula:
((primeiro byte do código ASCII)*256+(segundo byte
do código ASCII))[*256+terceiro byte do código
ASCII...]. Se o caracter mais a esquerda não é
multi-byte, é retornado o mesmo valor que a função
ASCII() retorna:
mysql> SELECT ORD('2');
-> 50
LENGTH(str),
OCTET_LENGTH(str),
CHAR_LENGTH(str),
CHARACTER_LENGTH(str)
Retorna o tamanho da string str:
mysql>SELECT LENGTH('text');-> 4 mysql>SELECT OCTET_LENGTH('text');-> 4
LENGTH() e
OCTET_LENGTH() são sinônimos e medem o
tamanho da length em bytes (octets). Um caracter multi-byte
conta é considerado vários bytes.
CHAR_LENGTH() e
CHARACTER_LENGTH() são sinônimos e
medem o tamanho da string em caracteres. Um caracter
multi-byte conta como um único caracter. Isto significa que
para uma string contendo cinco caracteres de dois bytes,
LENGTH() retorna 10,
enquanto CHAR_LENGTH() retorna
5.
MID(str,pos,len)
MID(str,pos,len) é um sinônimo para
SUBSTRING(str,pos,len).
POSITION(substr IN str)
POSITION(substr IN str) é um sinônimo
para LOCATE(substr,str).
QUOTE(str)
Coloca uma string entre aspas para produzir um resultado que
possa ser usada em uma intrução SQL como um valor de dados
com o caracter de escape correto. A string é retornada
entre aspas simples e cada instâqncia de aspas simples
(?'?), barra invertida
(?\?), ASCII NUL, e Control-Z
é precedida por uma barra invertida. Se o argumento é
NULL, o valor retornado é a palavra
``NULL'' sem aspas simples.
A função QUOTE() foi adicionada na
versão 4.0.3 do MySQL.
mysql>SELECT QUOTE("Don't");-> 'Don\'t!' mysql>SELECT QUOTE(NULL);-> NULL
REPEAT(str,cont)
Retorna uma string consistindo da string
str repetida cont
vezes. Se cont <= 0, é retornado uma
string vazia. É retornado NULL se
str ou cont são
NULL:
mysql> SELECT REPEAT('MySQL', 3);
-> 'MySQLMySQLMySQL'
REPLACE(str,da_str,para_str)
Retorna a string str com todas
ocorrências da string da_str substituida
pela string para_str:
mysql> SELECT REPLACE('www.mysql.com', 'w', 'Ww');
-> 'WwWwWw.mysql.com'
Esta função é multi-byte.
REVERSE(str)
Returns the string str with the order of
the characters reversed:
mysql> SELECT REVERSE('abc');
-> 'cba'
Esta função é multi-byte.
RIGHT(str,tem)
mysql> SELECT RIGHT('foobarbar', 4);
-> 'rbar'
Esta função é multi-byte.
RPAD(str,tam,strpreech)
Retorna a string str, preenchida a
direita com a string strpreench para um
tamanho de tam caracteres. Se
str é maior que tam,
o valor retornado é reduzido para tam
caracteres.
mysql> SELECT RPAD('hi',5,'?');
-> 'hi???'
RTRIM(str)
Retourna a string str com caracteres de
espaços extras finais removidos:
mysql> SELECT RTRIM('barbar ');
-> 'barbar'
Esta função é multi-byte.
SOUNDEX(str)
Retorna uma string 'soundex' de str. Duas
strings que parecidas fonéticamentea devem ter strings
'soundex' iguais. Uma string soundex padrão possui 4
caracteres, mas a função SOUNDEX()
retorna uma string de tamanho arbitrário. Você posde usar
SUBSTRING() no resultado para obter uma
string 'soundex' padrão. Todos os caracteres não
alfanuméricos são ignorados na string dada. Todas
caracteres internacionais fora da faixa A-Z são tratados
como vogais:
mysql>SELECT SOUNDEX('Hello');-> 'H400' mysql>SELECT SOUNDEX('Quadratically');-> 'Q36324'
SPACE(N)
Retorna uma string contendo N caracteres
de espaço:
mysql> SELECT SPACE(6);
-> ' '
SUBSTRING(str,pos),
SUBSTRING(str FROM pos),
SUBSTRING(str,pos,tam),
SUBSTRING(str FROM pos FOR tam)
A forma sem um argumento tam retorna uma
substring da string str iniciando na
posição pos. A forma com um argumento
tam retorna a substring com
tam caracteres da string
str, iniciando da posição
pos. A forma variante que utiliza
FROM é a sintaxe SQL-92:
mysql>SELECT SUBSTRING('Quadratically',5);-> 'ratically' mysql>SELECT SUBSTRING('foobarbar' FROM 4);-> 'barbar' mysql>SELECT SUBSTRING('Quadratically',5,6);-> 'ratica'
Esta função é multi-byte.
SUBSTRING_INDEX(str,delim,cont)
Retorna a substring da string str antes
de cont ocorrencias do delimitador
delim. Se cont é
positivo, tudo a esquerda do delimitador final (contando a
partir da esquerda) é retornado. Se cont
é negativo, tudo a direita do delimitador final (contando a
partir da direita) é retornado.
mysql>SELECT SUBSTRING_INDEX('www.mysql.com', '.', 2);-> 'www.mysql' mysql>SELECT SUBSTRING_INDEX('www.mysql.com', '.', -2);-> 'mysql.com'
Esta função é multi-byte.
TRIM([[BOTH | LEADING | TRAILING] [remstr] FROM]
str)
Retorna a string str com todos prefixos
e/ou sufixos remstr removidos. Se nenhum
dos especificadores BOTH,
LEADING ou TRAILING
são dados, é considerado BOTH. Se
remstr não é especificada, espaços
são removidos:
mysql>SELECT TRIM(' bar ');-> 'bar' mysql>SELECT TRIM(LEADING 'x' FROM 'xxxbarxxx');-> 'barxxx' mysql>SELECT TRIM(BOTH 'x' FROM 'xxxbarxxx');-> 'bar' mysql>SELECT TRIM(TRAILING 'xyz' FROM 'barxxyz');-> 'barx'
Esta função é multi-byte.
UCASE(str),
UPPER(str)
Retorna a string str com todos caracteres
alterados para letra maiúsculas de acordo com o conjunto de
caracteres atual (o padrão é ISO-8859-1 Latin1):
mysql> SELECT UCASE('Hej');
-> 'HEJ'
Esta é uma função multi-byte.
MySQL automaticamente converte números para quando necessário, e vice-versa:
mysql>SELECT 1+"1";-> 2 mysql>SELECT CONCAT(2,' test');-> '2 test'
Se você quiser converter um número em uma string de forma
explicita, passe-o como um argumento de
CONCAT().
Se uma função de string tem uma string binária como argumento, a string resultante é também um string binária. Um número convertido para uma string é tratado como um string binária. Isto afeta apenas a comparação.
Normalmente, se qualquer expressão em uma string é caso-sensitivo, a comparação é realizada no modo caso sensitivo.
expr LIKE pad [ESCAPE 'car-escape']
Correspondência de padrões usando uma simples expressão
de comparações SQL. Retorna 1
(VERDADEIRO) ou 0 (FALSO). Com
LIKE você pode usar os seguintes
meta-caracteres no padrao:
| Car | Descrição |
% | Corresponde a qualquer número de caracteres, até zero caracteres |
_ | Corresponde a exatamente um caracter |
mysql>SELECT 'David!' LIKE 'David_';-> 1 mysql>SELECT 'David!' LIKE '%D%v%';-> 1
Para testar instâncias literais de um meta caracter,
preceda o caracter com o carcter de escape. Se você não
especificar o caracter de ESCAPE,
assume-se ?\?:
| String | Description |
\% | Correponde a um caracter % |
\_ | Correponde a um caracter _ |
mysql>SELECT 'David!' LIKE 'David\_';-> 0 mysql>SELECT 'David_' LIKE 'David\_';-> 1
Para especificar um caracter de escape diferebte, use a
cláusula ESCAPE:
mysql> SELECT 'David_' LIKE 'David|_' ESCAPE '|';
-> 1
As seguintes instruções mostram que a comparação de strings são caso-insensitivo, a menos que um dos operandos seja uma string binária:
mysql>SELECT 'abc' LIKE 'ABC';-> 1 mysql>SELECT 'abc' LIKE BINARY 'ABC';-> 0
LIKE é permitido em uma expressão
numérica! (Esta é uma extensão MySQL para o
LIKE do SQL-99.)
mysql> SELECT 10 LIKE '1%';
-> 1
Nota: Como MySQL usa sintaxe de escape do C em strings
(por exemplo, '\n'), você deve dobrar
qualquer ?\? que você usar
em sua string LIKE. Por exemplo, para
pesquisar por '\n', especifique-o como
'\\n'. Para buscar por
?\?, especifique-o como
'\\\\' (as barras invertidas são
eliminadas uma vez pelo analizador e outra vez quando a
correspondência de padrões é feita, deixando uma
únicas barra invertida para ser verificada).
Note: O
LIKE atual não é um caracter
multi-byte. Comparaçãoes são feitas caracter
por caracter.
expr NOT LIKE pad [ESCAPE 'car-escape']
O mesmo que NOT (expr LIKE pad [ESCAPE
'car-escape']).
expr SOUNDS LIKE expr
O mesmo que SOUNDEX(expr)=SOUNDEX(expr)
(disponível apenas na versão 4.1 ou posterior).
expr REGEXP pad, expr RLIKE
pad
Realiza a busca de padrões em uma expressã string com
base no padrão pad. O padrão pode ser
uma expressão regular extendida. See
Apêndice G, Sintaxe de Expressões Regulares do MySQL. Retorna 1 se
expr conincide com
pad, senão retorna
0. RLIKE é um
sinônimo para REGEXP, fornecido para
compatibilidade com mSQL. Nota: Como
MySQL usa a sintaxe de escape do C em strings (por
exemplo, '\n'), você deve dobrar
qualquer ?\? que você use
em sua string REGEXP. Como na versão
3.23.4 do MySQL, REGEXP é caso-
insensitivo para strings normais (não binárias).
mysql>SELECT 'Monty!' REGEXP 'm%y%%';-> 0 mysql>SELECT 'Monty!' REGEXP '.*';-> 1 mysql>SELECT 'new*\n*line' REGEXP 'new\\*.\\*line';-> 1 mysql>SELECT "a" REGEXP "A", "a" REGEXP BINARY "A";-> 1 0 mysql>SELECT "a" REGEXP "^[a-d]";-> 1
REGEXP e RLIKE usam
o conjunto de caracteres atual (ISO-8859-1 Latin1 por
padrão) para decidir o tipo de caracter.
expr NOT REGEXP pad, expr NOT
RLIKE pad
O mesmo que NOT (expr REGEXP pad).
STRCMP(expr1,expr2)
STRCMP() retorna 0
se as string são a mesma, -1 se o
primeiro argumento é menor que o segundo de acordo com a
ordenação atual e 1 em caso
contrário:
mysql>SELECT STRCMP('texto', 'texto2');-> -1 mysql>SELECT STRCMP('texto2', 'texto');-> 1 mysql>SELECT STRCMP('texto', 'texto');-> 0
MATCH (col1,col2,...) AGAINST (expr [IN BOOLEAN
MODE | WITH QUERY EXPANSION] )
MATCH ... AGAINST() é usado para busca
de textos completos e retorna a relvância - similaridade
medidad entre o texto nas colunas
(col1,col2,...) e a consulta
expr. Relevância é um número de
ponto flutuante. Relevância zero significa que não houve
nenhuma similaridade. MATCH ...
AGAINST() está disponível na versão 3.23.23
ou posterior do MySQL. A extensão IN BOOLEAN
MODE foi adicionada na versão 4.0.1,
WITH QUERY EXPANSION foi adicionado na
versão 4.1.1. Para detalhes e exemplos de uso, veja
Secção 6.8, ?Pesquisa Full-text no MySQL?.
BINARY
O operador BINARY transforma uma string
em uma string binária. Este é um modo fácil de forçar
a comparação para se caso-sensitivo mesmo se a coluna
não seja definida como BINARY ou
BLOB:
mysql>SELECT "a" = "A";-> 1 mysql>SELECT BINARY "a" = "A";-> 0
BINARY string é um atalho para
CAST(string AS BINARY). See
Secção 6.3.5, ?Funções de Conversão?.
BINARY foi introduzida na versão
3.23.0 do MySQL.
Note que em alguns contextos MySQL não estará apto a
usar o índice de forma eficiente quando se transformar
uma coluna índice em BINARY.
Se você quiser compara um blob caso-insensitivo você pode sempre convertê-lo para letras maiúsculas antes de faer a comparação:
SELECT 'A' LIKE UPPER(col_blobl) FROM nome_tabela;
Não planejamos introduzir em breve coerção (casting) entre diferentes conjuntos de caracteres para tornar comparções de strings mais flexível.
Os operadores aritiméticos usuais estão disponíveis.
?-?,
?+?, e
?*?, o resultado é calculado
com precisão de BIGINT (64-bit) se ambos
os argumentos são inteiros! Se um dos argumentos for um
inteiro sem sinal, e o outro argumento é um inteiro também,
o resultado será um inteiro sem sinal. See
Secção 6.3.5, ?Funções de Conversão?.
+
Adição:
mysql> SELECT 3+5;
-> 8
-
Subtração:
mysql> SELECT 3-5;
-> -2
*
Multiplicação:
mysql>SELECT 3*5;-> 15 mysql>SELECT 18014398509481984*18014398509481984.0;-> 324518553658426726783156020576256.0 mysql>SELECT 18014398509481984*18014398509481984;-> 0
O resultado da última expressão é incorreta porque o
resultado da multiplicação de inteiros excede a faixa de
64-bits dos cálculos BIGINT.
/
Divisão:
mysql> SELECT 3/5;
-> 0.60
Divisões por zero produz um resultado
NULL:
mysql> SELECT 102/(1-1);
-> NULL
Uma divisão será calculada com aritimética
BIGINT somente se executada em um
contexto no qual o resultado é convertido para um
interiro!
Todas as funções matematicas retornam
NULL no caso de um erro.
-
Menos unario. Muda o sinal do argumento:
mysql> SELECT - 2;
-> -2
Note que se este operador é utilizando com um
BIGINT, o valor retornado é um
BIGINT! Isto significa que você deve
evitar usar - em inteiros que pode ter
o valor de -2^63!
ABS(X)
Retorna o valor absoluto de X:
mysql>SELECT ABS(2);-> 2 mysql>SELECT ABS(-32);-> 32
O uso desta função é seguro com valores
BIGINT.
SIGN(X)
Retorna o sinal do argumento como -1,
0, ou 1, dependendo
de quando X é negativo, zero, ou
positivo:
mysql>SELECT SIGN(-32);-> -1 mysql>SELECT SIGN(0);-> 0 mysql>SELECT SIGN(234);-> 1
MOD(N,M), %
Modulo (como o operador % em C).
Retorna o resto de N dividido por
M:
mysql>SELECT MOD(234, 10);-> 4 mysql>SELECT 253 % 7;-> 1 mysql>SELECT MOD(29,9);-> 2 mysql>SELECT 29 MOD 9;-> 2
O uso desta função é seguro com valores
BIGINT. O último exemplo só funciona
no MySQL 4.1
FLOOR(X)
Retorna o maior valor inteiro não maior que
X:
mysql>SELECT FLOOR(1.23);-> 1 mysql>SELECT FLOOR(-1.23);-> -2
Note que o valor retornado é convertido para um
BIGINT!
CEILING(X), CEIL(X)
Retorna o menor valor inteiro não menor que
X:
mysql>SELECT CEILING(1.23);-> 2 mysql>SELECT CEIL(-1.23);-> -1
O alias CEIL() foi adicionado versão
4.0.6.
Note que o valor retornado é convertido para um
BIGINT!
ROUND(X),
ROUND(X,D)
Retorna o argumeto X, arredondado para
o inteiro mais próximo. Com dois argumentos o
arredandamento é feito para um número com
D decimais.
mysql>SELECT ROUND(-1.23);-> -1 mysql>SELECT ROUND(-1.58);-> -2 mysql>SELECT ROUND(1.58);-> 2 mysql>SELECT ROUND(1.298, 1);-> 1.3 mysql>SELECT ROUND(1.298, 0);-> 1 mysql>SELECT ROUND(23.298, -1);-> 20
Note que o comportamento de ROUND()
quando o argumento está no meio do caminho entre dois
inteiros depende da implementação da biblioteca C.
Alguns arredondamentos para o número mais próximo, são
sempre para baixo, para cima ou são zero. Se você
precisa de um tipo de arredondamento, você deve usar uma
função bem definida como TRUNCATE()
ou FLOOR().
DIV
Divisão de inteiros. Similar ao
FLOOR() mas seguro com valores
BIGINT.
mysql> SELECT 5 DIV 2
-> 2
DIV é novo no MySQL 4.1.0.
EXP(X)
Retorna o valor de e (the base of
natural logarithms) raised to the power of
X:
mysql>SELECT EXP(2);-> 7.389056 mysql>SELECT EXP(-2);-> 0.135335
LN(X)
Retorna o logaritmo natural de X:
mysql>SELECT LN(2);-> 0.693147 mysql>SELECT LN(-2);-> NULL
Esta função foi adicionada na versão 4.0.3 do MySQL. É
sinônimo de LOG(X) no MySQL.
LOG(X), LOG(B,X)
Se chamado com um parâmetro, esta função retorna o
logarítmo natural de X:
mysql>SELECT LOG(2);-> 0.693147 mysql>SELECT LOG(-2);-> NULL
Se chamado com dois parâmetros, esta função retorna o
logarítmo natural de X para uma base
arbitraria B:
mysql>SELECT LOG(2,65536);-> 16.000000 mysql>SELECT LOG(1,100);-> NULL
A opção de base arbitrária foi adicionada na versão
4.0.3 do MySQL. LOG(B,X) é equivalente
a LOG(X)/LOG(B).
LOG2(X)
Returna o logarítmo na base 2 de X:
mysql>SELECT LOG2(65536);-> 16.000000 mysql>SELECT LOG2(-100);-> NULL
LOG2() é útil para descobrir quantos
bits um número necessitaria para ser armazenado. Esta
função foi adicionada na versão 4.0.3 do MySQL. Em
versões anteriores, você pode usar
LOG(X)/LOG(2).
LOG10(X)
Returna o logarítmo na base 10 de X:
mysql>SELECT LOG10(2);-> 0.301030 mysql>SELECT LOG10(100);-> 2.000000 mysql>SELECT LOG10(-100);-> NULL
POW(X,Y),
POWER(X,Y)
Retorna o valor de X elevado a
potência de Y:
mysql>SELECT POW(2,2);-> 4.000000 mysql>SELECT POW(2,-2);-> 0.250000
SQRT(X)
Retorna o a raiz quadrada não negativa de
X:
mysql>SELECT SQRT(4);-> 2.000000 mysql>SELECT SQRT(20);-> 4.472136
PI()
Retorna o valor de PI. A quantidade de números decimais padrão é 5, mas o MySQL usa internamente a precisão dupla completa para PI.
mysql>SELECT PI();-> 3.141593 mysql>SELECT PI()+0.000000000000000000;-> 3.141592653589793116
COS(X)
Retorna o cosseno de X, onde
X é dado em radianos:
mysql> SELECT COS(PI());
-> -1.000000
SIN(X)
Retorna o seno de X, onde
X é dado em radianos:
mysql> SELECT SIN(PI());
-> 0.000000
TAN(X)
Retorna a tangente de X, onde
X é dado em radianos:
mysql> SELECT TAN(PI()+1);
-> 1.557408
ACOS(X)
Retorna o arco cosseno X, isto é, o
valor cujo cosseno é X. Retorna
NULL se X não está
na faixa de -1 a 1:
mysql>SELECT ACOS(1);-> 0.000000 mysql>SELECT ACOS(1.0001);-> NULL mysql>SELECT ACOS(0);-> 1.570796
ASIN(X)
Retorna o arco seno X, isto é, o valor
cujo seno é X. Retorna
NULL se X não está
na faixa de -1 a 1:
mysql>SELECT ASIN(0.2);-> 0.201358 mysql>SELECT ASIN('foo');-> 0.000000
ATAN(X)
Retorna o arco tangente X, isto é, o
valor cuja tangente é X.
X:
mysql>SELECT ATAN(2);-> 1.107149 mysql>SELECT ATAN(-2);-> -1.107149
ATAN(Y,X),
ATAN2(Y,X)
Retorna o arco tangente de duas variaveis
X e Y. É similar ao
caclculo do arco tengente de Y / X,
exceto que os sinais de ambos argumentos são usados para
determinas o quadrante do resultado:
mysql>SELECT ATAN(-2,2);-> -0.785398 mysql>SELECT ATAN2(PI(),0);-> 1.570796
COT(X)
Returns a cotangente de X:
mysql>SELECT COT(12);-> -1.57267341 mysql>SELECT COT(0);-> NULL
CRC32(expr)
Calcula um valor de verificação de redundância cíclica
e retorna um valor unsigned de 32 bits. O resultado é
NULL se o argumento é
NULL. O argumento esperado é uma
string e será tratado como tal se não for.
mysql> SELECT CRC32('MySQL');
-> 3259397556
CRC32() está disponível a partir do
MySQL 4.1.0.
RAND(), RAND(N)
Retorna um valor de ponto flutuante aleatório na faixa de
0 a 1.0. Se um
argumento inteiro N é especificado,
ele é usado como uma semente (produzindo uma sequência
repetitiva):
mysql>SELECT RAND();-> 0.9233482386203 mysql>SELECT RAND(20);-> 0.15888261251047 mysql>SELECT RAND(20);-> 0.15888261251047 mysql>SELECT RAND();-> 0.63553050033332 mysql>SELECT RAND();-> 0.70100469486881
Você não pode usar uma coluna com valores
RAND() em uma cláusula ORDER
BY, pois ORDER BY avaliaria a
coluna múltiplas vezes. Na versão 3.23 você pode fazer:
SELECT * FROM nome_tabela ORDER BY
RAND()
Isto é útil para obter um amostra aleatória de um
conjunto SELECT * FROM tabela1,tabela2 WHERE a=b
AND c<d ORDER BY RAND() LIMIT 1000.
Note que um RAND() em uma cláusula
WHERE será reavliado toda vez que
WHERE é executado.
RAND() não é um gerador de números
aletatórios perfeito, mas é um modo rápido de se gerar
números aleatórios ad hoc que serão portáveis entre
plataformas para a mesma versão do MySQL.
LEAST(X,Y,...)
Com dois ou mais argumentos, retorna o menor (valor-mínimo) argumento. Os argumentos são comparados usando as seguintes regras:
Se o valor de retorno é usado em um contexto
INTEGER, ou todos argumentos são
valores inteiro, eles são comparados como inteiros.
Se o valor de retorno é usado em um contexto
REAL, ou todos argumentos são
valores reais, eles são comparados como inteiros.
Se qualquer um dos argumento for uma string caso-sensitivo, os argumentos são comparados como strings caso-sensitivo.
Nos outros casos, os argumentos são comparados como strings caso-insensitivo:
mysql>SELECT LEAST(2,0);-> 0 mysql>SELECT LEAST(34.0,3.0,5.0,767.0);-> 3.0 mysql>SELECT LEAST("B","A","C");-> "A"
Em versões do MySQL anteriores a versão 3.22.5, você
pode usar MIN() no lugar de
LEAST.
GREATEST(X,Y,...)
Retorna o maior (valor máximo) argumento. Os argumentos
são comparados usando as mesmas regras do
LEAST:
mysql>SELECT GREATEST(2,0);-> 2 mysql>SELECT GREATEST(34.0,3.0,5.0,767.0);-> 767.0 mysql>SELECT GREATEST("B","A","C");-> "C"
Em versões do MySQL anteriores a versão 3.22.5, você
pode usar MAX() no lugar de
GRATEST.
DEGREES(X)
Retorna o argumento X, convertido de
radianos para graus:
mysql> SELECT DEGREES(PI());
-> 180.000000
RADIANS(X)
Retorna o argumento X, convertido de
graus para radianos:
mysql> SELECT RADIANS(90);
-> 1.570796
TRUNCATE(X,D)
Retiorna o número X, truncado para
D casas decimais. Se
D é 0, o resultado
não terá ponto deciaml ou prate fracionária:
mysql>SELECT TRUNCATE(1.223,1);-> 1.2 mysql>SELECT TRUNCATE(1.999,1);-> 1.9 mysql>SELECT TRUNCATE(1.999,0);-> 1 mysql>SELECT TRUNCATE(-1.999,1);-> -1.9
A partir do MySQL 3.23.51 todos o números são arredondados para zero.
Se D é negativo, então D numeros da
parte inteira são zerados:
mysql> SELECT TRUNCATE(122,-2);
-> 100
Note que como os números decimais não são normalmente armazenados como números exatos, mas como valores de dupla precisão, você pode obter o seguinte resultado:
mysql> SELECT TRUNCATE(10.28*100,0);
-> 1027
O resultado acima acontece porque 10.28 é, na verdade, armazenado como 10.2799999999999999.
Esta seção descreve as funções que podem ser usadas para manipular valores temporais.
Veja Secção 6.2.2, ?Tipos de Data e Hora? para uma descrição da faixa de valores que cada tipo tem e os formatos válidos nos quais valores de data e hora podes ser especificados.
Aqui está um exemplo que usa funções de data. A consulta
seguinte seleciona todos os registros com um valores em uma
coluna col_data dentro dos últimos 30 dias:
mysql> SELECT algo FROM nome_tabela
WHERE TO_DAYS(NOW()) - TO_DAYS(col_data) <= 30;
(Note que a consulta também selecionará registros com datas futuras.)
Funções que esperam valores de data normaemente aceitaram valores datetime e ignoram a parte da hora. Funções que esperam valores de hora normalmente aceitarão valores datetime e ignoram a parte da data.
Funções que retornam a data ou hora atual são avaliadas
apenas uma vez por consulta, no inicio da sua execução. Isto
significa que várias referências a uma função com
NOW() dentro de uma mesma consulta sempre
produzirá o memo resultado. Este princípio também se aplica a
CURDATE(), CURTIME(),
UTC_DATE(), UTC_TIME(),
UTC_TIMESTAMP(), e qualquer um dos seus
sinônimos.
A faixa do valor retornado na seguinte descrição da função
se aplica a datas completas. Se uma data é um valor ``zero'' ou
uma data incompleta tal como '2001-11-00',
funções que extraem parte de uma data podem retornam 0. Por
exemplo, DAYOFMONTH('2001-11-00') retorna 0.
DATE(expr)
Extrai a parte da data da expressão date ou datetime em
expr.
mysql> SELECT DATE('2003-12-31 01:02:03');
-> '2003-12-31'
DATE() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
TIME(expr)
Extrai a parte da hora da expressão time ou datetime em
expr.
mysql>SELECT TIME('2003-12-31 01:02:03');-> '01:02:03' mysql>SELECT TIME('2003-12-31 01:02:03.000123');-> '01:02:03.000123'
TIME() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
TIMESTAMP(expr),
TIMESTAMP(expr,expr2)
Com um argumento, retorna a expressão date ou datetime em
expr como um valor datetime. Com dois
argumentos, adiciona a expressão time e
expr2 à expressão date ou datetime em
expr e retorna um valor datetime.
mysql>SELECT TIMESTAMP('2003-12-31');-> '2003-12-31 00:00:00' mysql>SELECT TIMESTAMP('2003-12-31 12:00:00','12:00:00');-> '2004-01-01 00:00:00'
TIMESTAMP() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
DAYOFWEEK(data)
Retorna o índice do dia da semana para
data (1 = Domingo,
2 = Segunda, ... 7 =
Sábado). Estes valores de índices correspondem ao padrão
ODBC.
mysql> SELECT DAYOFWEEK('1998-02-03');
-> 3
WEEKDAY(data)
Retorna o índice do dia das semana para
data (0 = Segunda,
1 = Terça, ... 6 =
Domingo):
mysql>SELECT WEEKDAY('1998-02-03 22:23:00');-> 1 mysql>SELECT WEEKDAY('1997-11-05');-> 2
DAYOFMONTH(data)
Retorna o dia do mês para data, na faixa
de 1 até 31:
mysql> SELECT DAYOFMONTH('1998-02-03');
-> 3
DAY(date)
DAY() é um sinônimo para
DAYOFMONTH(). Está disponível a partir
do MySQL 4.1.1.
DAYOFYEAR(data)
Retorna o dia do ano para data, na faixa
de 1 até 366:
mysql> SELECT DAYOFYEAR('1998-02-03');
-> 34
MONTH(data)
Retorna o mês para data, na faixa de
1 até 12:
mysql> SELECT MONTH('1998-02-03');
-> 2
DAYNAME(data)
Retorna o nome do dia da semana para
data:
mysql> SELECT DAYNAME('1998-02-05');
-> 'Thurday'
MONTHNAME(data)
Retorna o nome do mês para data:
mysql> SELECT MONTHNAME('1998-02-05');
-> 'February'
QUARTER(data)
Retorna o trimaster para data, na faixa
de 1 até 4:
mysql> SELECT QUARTER('98-04-01');
-> 2
WEEK(data [,modo])
A função retorna o número da semana para
date. A forma de dois argumentos de
WEEK() permite que você especifique se a
semana começa no Domingo ou na Segunda e se o valor de
retorno deve estar na faixa de 0-53 ou 1-5. Quando o
argumento modo é omitido, o valor de uma
variável de servidor default_week_format
(ou 0 no MySQL 4.0 e mais novo) é assumido. See
Secção 5.5.6, ?Sintaxe de SET?.
A seguinte tabela demonstra como o argumento
modo funciona:
| Valor | Significado |
| 0 | Semana começa no Domingo; retorna o valor na faixa de 0 a 53; semana 1 é a primeira semana neste ano. |
| 1 | Semana começa na Segunda; retorna o valor na faixa de 0 a 53; semana 1 é a primeira semana com mais de 3 dias neste ano |
| 2 | Semana começa no Domingo; retorna o valor na faixa de 1 a 53; semana 1 é a primeira semana neste ano. |
| 3 | Semana começa na Segunda; retorna o valor na faixa de 1 a 53; semana 1 é a primeira semana com mais de 3 dias neste ano. |
| 4 | Semana começa no Domingo; retorna o valor na faixa de 0 a 53; semana 1 é a primeira semana com mais de 3 dias neste ano. |
| 5 | Semana começa na Segunda; retorna o valor na faixa de 0 a 53; semana 1 é a primeira semana neste ano. |
| 6 | Semana começa no Domingo; retorna o valor na faixa de 0 a 53; semana 1 é a primeira semana que tenha mais de 3 dias neste ano. |
| 7 | Semana começa na Segunda; retorna o valor na faixa de 1 a 53; semana 1 é a primeira semana neste ano. |
O valor mode de 3 pode
ser usado a partir do MySQL 4.0.5. O valor
mode de 4 e acima pode
ser usado a partir do MySQL 4.0.17.
mysql>SELECT WEEK('1998-02-20');-> 7 mysql>SELECT WEEK('1998-02-20',0);-> 7 mysql>SELECT WEEK('1998-02-20',1);-> 8 mysql>SELECT WEEK('1998-12-31',1);-> 53
Nota: Na versão 4.0, WEEK(#,0) foi
alterado para corresponder ao calendário americano. Antes
WEEK() era calculada de forma errada para
data no EUA. (Na verdade WEEK(#) e WEEK(#,0) era errado para
todos os casos).
Note que se a data for a última semana do ano anterior, o
MySQL retornará 0 se você não usar 2, 3, 6 ou 7 como
argumento opcional modo:
mysql> SELECT YEAR('2000-01-01'), WEEK('2000-01-01',0);
-> 2000, 0
Pode-se questionar que o MySQL deveria retornar 52 para a
função WEEK() ja que a data dada
ocorre, na verdade, ma 52a. semana de 1999. Nós decidimos
retornar 0 já que queremos que função retorne ``o número
da semana do ano dado''. Isto faz com que o uso da função
WEEK() seja seguro quando combinado com
outras funções que extraiam um parte de uma data.
Se você prefere que o resultado seja avaliado em relacão
ao ano que aontém o primeiro dia da semana de uma data
dada, então você deve usar o 2, 3, 6 ou 7 como argumento
opcional modo:
mysql> SELECT WEEK('2000-01-01',2);
-> 52
Alternativamente você pode usar a função
YEARWEEK():
mysql>SELECT YEARWEEK('2000-01-01');-> 199952 mysql>SELECT MID(YEARWEEK('2000-01-01'),5,2);-> '52'
WEEKOFYEAR(data)
Retorna a semana da data como um número na faixa de
1 a 53.
mysql> SELECT WEEKOFYEAR('1998-02-20');
-> 8
WEEKOFYEAR() esta disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
YEAR(data)
Retorna o ano para data na faixa de
1000 a 9999:
mysql> SELECT YEAR('98-02-03');
-> 1998
YEARWEEK(data),
YEARWEEK(data,inicio)
Retorna o ano e a semana para a data. O argumento
inicio funciona exatamente como o
argumento inicio de
WEEK(). Note que o ano pode ser diferente
do ano no argumento data para a primeira e a última semana
do ano:
mysql> SELECT YEARWEEK('1987-01-01');
-> 198653
Note que o número da semana é diferente do que seria
retornado pela função WEEK()
(0) para os argumentos opcionais
0 ou 1, já que
WEEK() retorna a semana no centexto de um
ano dado.
HOUR(hora)
Retorna a hora para hora. A faixa do
valor retornado será de 0 a
23 para o valor hora do dia.
mysql> SELECT HOUR('10:05:03');
-> 10
No entanto, a faixa dos valores TIME
atualmente são muito grandes, assim HOUR
pode retornar valores maior que 23:
mysql> SELECT HOUR('272:59:59');
-> 272
MINUTE(hora)
Retorna o minuto para hora, na faixa de
0 a 59:
mysql> SELECT MINUTE('98-02-03 10:05:03');
-> 5
SECOND(hora)
Retorna o segundo para hora, na faixa de
0 a 59:
mysql> SELECT SECOND('10:05:03');
-> 3
MICROSECOND(expr)
Retorna os microsegundos da expressão time ou datetime em
expr como um número na faixa de
0 a 999999.
mysql>SELECT MICROSECOND('12:00:00.123456');-> 123456 mysql>SELECT MICROSECOND('1997-12-31 23:59:59.000010');-> 10
MICROSECOND() está disponível a partir
do MySQL 4.1.1.
PERIOD_ADD(P,N)
Adiciona N meses ao período
P (no formato AAMM ou
AAAAMM). Retorna um valor no formato
AAAAMM.
Note que o argumento de período P
não é um valor de data:
mysql> SELECT PERIOD_ADD(9801,2);
-> 199803
PERIOD_DIFF(P1,P2)
Retorna o número de meses entre os períodos
P1 e P2.
P1 e P2 devem estar no
formato AAMM ou
AAAAMM.
Note que os argumentos de período P1 e
P2 não
são valores de data:
mysql> SELECT PERIOD_DIFF(9802,199703);
-> 11
DATE_ADD(data,INTERVAL tipo expr),
DATE_SUB(data,INTERVAL tipo expr)
Estas funções realizam operações aritméticas em datas.
A partir do MySQL 3.23, INTERVAL expr
tipo é permitido nos dois lados do operador
+ se a expressao em ambos os lados é um
valor date ou datetime. Para o operador
-, INTERVAL expr tipoe
é permitido apenas no lado direito, porque não faz sentido
subtrair um valor date ou datetime de um intervalo. (Veja
exemplo abaixo.)
data é um valor
DATETIME ou DATE
especificando a data de início. expr is
an expressão especificando o intervala a ser adicionado ou
subtraido da data de início. expr é uma
string; ela pode iniciar com um
?-? para intervalos
negativos. type é uma palavra chave
indicando como a expressão deve ser interpretada.
A seguinte tabela mostra como os argumentos
tipo e expr se
relacionam:
tipo do valor | Formarto esperado da
expr |
SECOND | SECONDS |
MINUTE | MINUTES |
HOUR | HOURS |
DAY | DAYS |
MONTH | MONTHS |
YEAR | YEARS |
MINUTE_SECOND | 'MINUTES:SECONDS' |
HOUR_MINUTE | 'HOURS:MINUTES' |
DAY_HOUR | 'DAYS HOURS' |
YEAR_MONTH | 'YEARS-MONTHS' |
HOUR_SECOND | 'HOURS:MINUTES:SECONDS' |
DAY_MINUTE | 'DAYS HOURS:MINUTES' |
DAY_SECOND | 'DAYS HOURS:MINUTES:SECONDS' |
DAY_MICROSECOND | 'DAYS.MICROSECONDS' |
HOUR_MICROSECOND | 'HOURS.MICROSECONDS' |
MINUTE_MICROSECOND | 'MINUTES.MICROSECONDS' |
SECOND_MICROSECOND | 'SECONDS.MICROSECONDS' |
MICROSECOND | 'MICROSECONDS' |
Os valores do tipo
DAY_MICROSECOND,
HOUR_MICROSECOND,
MINUTE_MICROSECOND,
SECOND_MICROSECOND e
MICROSECOND são permitidos após o MySQL
4.1.1.
O MySQL permite qualquer delimitador de pontuação no
formato de expr. Os delimitadores
mostrados na tabela são apenas sugeridos. Se o argumento
date é um valor de
DATA e seus cálculos envolvem apenas as
partes ANO, MÊS, e
DIA (into é, nenhuma parte de hora), o
resultado é um valor do tipo DATE.
Senão, o resultado é um valor do tipo
DATETIME:
mysql>SELECT '1997-12-31 23:59:59' + INTERVAL 1 SECOND;-> '1998-01-01 00:00:00' mysql>SELECT INTERVAL 1 DAY + '1997-12-31';-> '1998-01-01' mysql>SELECT '1998-01-01' - INTERVAL 1 SECOND;-> '1997-12-31 23:59:59' mysql>SELECT DATE_ADD('1997-12-31 23:59:59',-> INTERVAL 1 SECOND); -> '1998-01-01 00:00:00' mysql>SELECT DATE_ADD('1997-12-31 23:59:59',-> INTERVAL 1 DAY); -> '1998-01-01 23:59:59' mysql>SELECT DATE_ADD('1997-12-31 23:59:59',-> INTERVAL '1:1' MINUTE_SECOND); -> '1998-01-01 00:01:00' mysql>SELECT DATE_SUB('1998-01-01 00:00:00',-> INTERVAL '1 1:1:1' DAY_SECOND); -> '1997-12-30 22:58:59' mysql>SELECT DATE_ADD('1998-01-01 00:00:00',-> INTERVAL '-1 10' DAY_HOUR); -> '1997-12-30 14:00:00' mysql>SELECT DATE_SUB('1998-01-02', INTERVAL 31 DAY);-> '1997-12-02' mysql>SELECT DATE_ADD('1992-12-31 23:59:59.000002',-> INTERVAL '1.999999' SECOND_MICROSECOND); -> '1993-01-01 00:00:01.000001'
Se você especificado um intervalo muito curto (não inclue
todas as partes que seriam esperadas pelo intervalo para
aquele tipo), MySQL assume que você não
especificou a parte mais a esquerda do valor do intervalo.
Por exemplo, se você especifica um tipo
DAY_SECOND, o valor esperado de
expr deverá ter as partes de dias,
horas, minutos e segundos. Se você especifica um valor como
'1:10', MySQL assume que as partes do dia
e da hora foram esquecidas e o valor representa minutos e
segundos. Em outras palavras, '1:10'
DAY_SECOND é interpretado de forma equivalente a
'1:10' MINUTE_SECOND. Isto é análogo a
forma que o MySQL interpreta valores TIME
representado tempo decorrido no lugar de hora do dia.
Note que se você adicionar ou subtrair de uma data algo contendo uma parte de hora, o resultado é automaticamente convertido para um valor datetime:
mysql>SELECT DATE_ADD('1999-01-01', INTERVAL 1 DAY);-> '1999-01-02' mysql>SELECT DATE_ADD('1999-01-01', INTERVAL 1 HOUR);-> '1999-01-01 01:00:00'
Se você utilizar datas mal formadas, o valor retornado
NULL. Sê você adicionar
MONTH, YEAR_MONTH, ou
YEAR e a data resultante tiver um dia
maior que o dia máximo para aquele mês, o dia é ajustado
para o dia máximo no mês.
mysql> SELECT DATE_ADD('1998-01-30', interval 1 month);
-> '1998-02-28'
Note pelo exemplo anterior que a palavra-chave
INTERVAL e o especificador
tipo não são caso sensitivo.
ADDDATE(data,INTERVAL expr type),
ADDDATE(expr,dias)
Quando chamada com a forma INTERVAL do
segundo argumento, ADDDATE() é um
sinônimo para DATE_ADD(). A função
relcionada SUBDATE() é um sinônimo para
DATE_SUB().
mysql>SELECT DATE_ADD('1998-01-02', INTERVAL 31 DAY);-> '1998-02-02' mysql>SELECT ADDDATE('1998-01-02', INTERVAL 31 DAY);-> '1998-02-02'
A partir do MySQL 4.1.1, a segunda sintaxe é permitida,
onde expr é uma expresão date ou
datetime e dias é o número de dias a
ser adicionado a expr.
mysql> SELECT ADDDATE('1998-01-02', 31);
-> '1998-02-02'
ADDTIME(expr,expr2)
ADDTIME() adiciona
expr2 a expr e retorna
o resultado. expr é uma expressão date
ou datetime, e expr2 é uma expressão
time.
mysql>SELECT ADDTIME("1997-12-31 23:59:59.999999", "1 1:1:1.000002");-> '1998-01-02 01:01:01.000001' mysql>SELECT ADDTIME("01:00:00.999999", "02:00:00.999998");-> '03:00:01.999997'
ADDTIME() foi adicionado no MySQL 4.1.1.
EXTRACT(tipo FROM data)
A função EXTRACT() usa o mesmo tipo de
intervalo especificado como DATE_ADD() ou
DATE_SUB(), mas extrai partes da da data
em vez de realizar aritimética de data.
mysql>SELECT EXTRACT(YEAR FROM "1999-07-02");-> 1999 mysql>SELECT EXTRACT(YEAR_MONTH FROM "1999-07-02 01:02:03");-> 199907 mysql>SELECT EXTRACT(DAY_MINUTE FROM "1999-07-02 01:02:03");-> 20102 mysql>SELECT EXTRACT(MICROSECOND FROM "2003-01-02 10:30:00.00123");-> 123
DATEDIFF(expr,expr2),
TIMEDIFF(expr,expr2)
DATEDIFF() retorna o número de dias
entre a data inicial expr e a data final
expr2. expr e
expr2 são expressões de datas ou data e
hora. Apenas a parte da data dos valores sã usados no
cálculo.
TIMEDIFF() retorna o tempo entre a hora
inicial expr e a hora final
expr2. expr e
expr2 são expressões de hora ou data e
hora, mas ambas devem ser do mesmo tipo.
mysql>SELECT DATEDIFF('1997-12-31 23:59:59','1997-12-30');-> 1 mysql>SELECT DATEDIFF('1997-11-31 23:59:59','1997-12-31');-> -30 mysql>SELECT TIMEDIFF('2000:01:01 00:00:00', '2000:01:01 00:00:00.000001');-> '-00:00:00.000001' mysql>SELECT TIMEDIFF('1997-12-31 23:59:59.000001','1997-12-30 01:01:01.000002');-> '46:58:57.999999'
DATEDIFF() e
TIMEDIFF() foram adicionados no MySQL
4.1.1.
TO_DAYS(data)
Dada uma data data, retorna o número do
dia (o número de dias desde o ano 0);
mysql>SELECT TO_DAYS(950501);-> 728779 mysql>SELECT TO_DAYS('1997-10-07');-> 729669
TO_DAYS() não pode ser usado com valores
que orecedem o advento do calendario Gregoriano (1582),
porque ele não leva em conta os dias perdidos quando o
calendário foi mudado.
FROM_DAYS(N)
Dado um número de dia N, retorna um
valor DATE:
mysql> SELECT FROM_DAYS(729669);
-> '1997-10-07'
FROM_DAYS() não pode ser usado com
valores que orecedem o advento do calendario Gregoriano
(1582), porque ele não leva em conta os dias perdidos
quando o calendário foi mudado.
DATE_FORMAT(data,formato)
Formata o valor de data de acordo com a
string formato string. Os seguintes
identificadores podem ser utilizados na string
formato:
| Specifier | Description |
%M | Nome do mês (January..December) |
%W | Nome da semana (Sunday..Saturday) |
%D | Dia do mês com sufixo Inglês (0th,
1st, 2nd,
3rd, etc.) |
%Y | Ano, numerico, 4 digitos |
%y | Ano, numerico, 2 digitos |
%X | Ano para a semana onde o Domingo é o primeiro dia da semana, numerico,
4 digitos; usado com %V |
%x | Ano para a semana onde a segunda é o primeiro dia da semana, numerico,
4 digitos; usado com %v |
%a | Nome da semana abreviado
(Sun..Sat) |
%d | Dia do mês, numerico (00..31) |
%e | Dia do mês, numerico (0..31) |
%m | Mês, numerico (00..12) |
%c | Mês, numerico (0..12) |
%b | Nome do mês abreviado (Jan..Dec) |
%j | Dia do ano (001..366) |
%H | Hora (00..23) |
%k | Hora (0..23) |
%h | Hora (01..12) |
%I | Hora (01..12) |
%l | Hora (1..12) |
%i | Minutos, numerico (00..59) |
%r | Tempo, 12-horas (hh:mm:ss seguido por
AM ou PM) |
%T | Tempo, 24-horas (hh:mm:ss) |
%S | Segundos (00..59) |
%s | Segundos (00..59) |
%f | Microsegundos (000000..999999) |
%p | AM ou PM |
%w | Dia da semana
(0=Domingo..6=Sabado) |
%U | Semana(00..53), onde o Domingo é
o primeiro dia da semana. |
%u | Semana(00..53), onde a Segunda é
o primeiro dia da semana. |
%V | Semana(01..53), onde o Domingo é
o primeiro dia da semana; usado com
%X |
%v | Semana(01..53), onde a Segunda é
o primeiro dia da semana; usado com
%x |
%% | Um literal ?%?. |
Todos os outros caracteres são apenas copiados para o resultado, sem interpretação.
O especificador dr formato %f está
disponível a partir do MySQL 4.1.1.
Como na versão 3.23 do MySQL, o caracter
?%? é exigido antes dos
caracteres de especificação de formato. Em versões
anteriores do MySQL ?%? era
opcional.
A razão para a faixa de valores do mês e do dia começarem
com zero é que o MySQL permite datas incompletas tais como
'2004-00-00' serem armazenadas no MySQL
3.23.
mysql>SELECT DATE_FORMAT('1997-10-04 22:23:00', '%W %M %Y');-> 'Saturday October 1997' mysql>SELECT DATE_FORMAT('1997-10-04 22:23:00', '%H:%i:%s');-> '22:23:00' mysql>SELECT DATE_FORMAT('1997-10-04 22:23:00','%D %y %a %d %m %b %j'); -> '4th 97 Sat 04 10 Oct 277' mysql>SELECT DATE_FORMAT('1997-10-04 22:23:00','%H %k %I %r %T %S %w'); -> '22 22 10 10:23:00 PM 22:23:00 00 6' mysql>SELECT DATE_FORMAT('1999-01-01', '%X %V');-> '1998 52'
STR_TO_DATE(str,format)
Esta é a função reversa da função
DATE_FORMAT(). Ela pega uma string
str, e um formato
format, e retorna uma valor DATETIME.
Os valores date, time, ou datetime contidos em
str devem ser dados no formato indicado
por format. Para o especificadores que
podem ser usados em format, veja a tabela
na descrição da função DATE_FORMAT().
Todos os outros caracteres serão apenas exibidos, não
sendo interpretados. Se str contém um
valor date, time, ou datetime ilegal,
STR_TO_DATE() retorna
NULL.
mysql>SELECT STR_TO_DATE('03.10.2003 09.20', '%d.%m.%Y %H.%i')-> 2003-10-03 09:20:00 mysql>SELECT STR_TO_DATE('10rap', '%crap')-> 0000-10-00 00:00:00 mysql>SELECT STR_TO_DATE('2003-15-10 00:00:00', '%Y-%m-%d %H:%i:%s')-> NULL
STR_TO_DATE() está disponível a partir
do MySQL 4.1.1.
GET_FORMAT(DATE | TIME | TIMESTAMP, 'EUR' | 'USA' |
'JIS' | 'ISO' | 'INTERNAL')
Retorna uma string de formato. Esta função é útil
combinado com as funções DATE_FORMAT()
e STR_TO_DATE(), e quando configurarmos
as variáveis do servidor DATE_FORMAT,
TIME_FORMAT e
DATETIME_FORMAT. Os três valores
possíveis para o primeiro argumento e os cinco valores
possíveis para o segundo argumento resultam em 15 strings
de formato possíveis (para o especificador usado, veja a
tabela na descrição da função
DATE_FORMAT()):
| Chamada da Função | Resultado |
GET_FORMAT(DATE,'USA') | '%m.%d.%Y' |
GET_FORMAT(DATE,'JIS') | '%Y-%m-%d' |
GET_FORMAT(DATE,'ISO') | '%Y-%m-%d' |
GET_FORMAT(DATE,'EUR') | '%d.%m.%Y' |
GET_FORMAT(DATE,'INTERNAL') | '%Y%m%d' |
GET_FORMAT(TIMESTAMP,'USA') | '%Y-%m-%d-%H.%i.%s' |
GET_FORMAT(TIMESTAMP,'JIS') | '%Y-%m-%d %H:%i:%s' |
GET_FORMAT(TIMESTAMP,'ISO') | '%Y-%m-%d %H:%i:%s' |
GET_FORMAT(TIMESTAMP,'EUR') | '%Y-%m-%d-%H.%i.%s' |
GET_FORMAT(TIMESTAMP,'INTERNAL') | '%Y%m%d%H%i%s' |
GET_FORMAT(TIME,'USA') | '%h:%i:%s %p' |
GET_FORMAT(TIME,'JIS') | '%H:%i:%s' |
GET_FORMAT(TIME,'ISO') | '%H:%i:%s' |
GET_FORMAT(TIME,'EUR') | '%H.%i.%S' |
GET_FORMAT(TIME,'INTERNAL') | '%H%i%s' |
Formato ISO é do ISO ISO 9075, não do ISO 8601.
mysql>SELECT DATE_FORMAT('2003-10-03', GET_FORMAT(DATE, 'EUR')-> '03.10.2003' mysql>SELECT STR_TO_DATE('10.31.2003', GET_FORMAT(DATE, 'USA'))-> 2003-10-31 mysql>SET DATE_FORMAT=GET_FORMAT(DATE, 'USA'); SELECT '2003-10-31';-> 10-31-2003
GET_FORMAT() está disponível a partir
do MySQL 4.1.1. Veja See Secção 5.5.6, ?Sintaxe de SET?.
SUBDATE(date,INTERVAL expr type),
SUBDATE(expr,days)
Quando chamado com a forma INTERVAL do
segunto argumento, SUBDATE() é um
sinonimo para DATE_SUB().
mysql>SELECT DATE_SUB('1998-01-02', INTERVAL 31 DAY);->'1997-12-02'mysql>SELECT SUBDATE('1998-01-02', INTERVAL 31 DAY);->'1997-12-02'
A partir do MySQL 4.1.1, a segunda sintaxe é permitida,
onde expr é uma expressão date ou
datetime e days é o número de dias a
ser subtraído de expr.
mysql> SELECT SUBDATE('1998-01-02 12:00:00', 31);
-> '1997-12-02 12:00:00'
SUBTIME(expr,expr2)
SUBTIME() subtrai
expr2 de expr e
retorna o resultado. expr é uma
expressão date ou datetime, e expr2 é
uma expressão time.
mysql>SELECT SUBTIME("1997-12-31 23:59:59.999999", "1 1:1:1.000002");-> '1997-12-30 22:58:58.999997' mysql>SELECT SUBTIME("01:00:00.999999", "02:00:00.999998");-> '-00:59:59.999999'
SUBTIME() foi adicionado no MySQL 4.1.1.
TIME_FORMAT(hora,formato)
É usado como a função DATE_FORMAT()
acima, mas a string de formato pode
conter apenas os especificadores de formato que tratam de
horas, minutos e segundos. Outros especificadores produzem
um valor NULL ou 0.
Se o valor time contém uma hora que é
maior que 23, os especificadores de
formato de hora %H e
%k produzem um valor maior que a faixa
como de 0..23. O outro especificador do
formato de hora produz o valor da hora módulo 12:
mysql> SELECT TIME_FORMAT('100:00:00', '%H %k %h %I %l');
-> '100 100 04 04 4'
LAST_DAY(data)
Pega um valor date ou datetime e retorna o valor
correspondente para o último dia do mês. Retorna
NULL se o argumento é invalido.
mysql>SELECT LAST_DAY('2003-02-05'), LAST_DAY('2004-02-05');-> '2003-02-28', '2004-02-29' mysql>SELECT LAST_DAY('2004-01-01 01:01:01');-> '2004-01-31' mysql>SELECT LAST_DAY('2003-03-32');-> NULL
LAST_DAY() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
MAKEDATE(ano,diadoano)
Retorna uma data, dado os valores da ano e dia do ano.
diadoano deve ser maior que 0 ou o
resultado será NULL.
mysql>SELECT MAKEDATE(2001,31), MAKEDATE(2001,32);-> '2001-01-31', '2001-02-01' mysql>SELECT MAKEDATE(2001,365), MAKEDATE(2004,365);-> '2001-12-31', '2004-12-30' mysql>SELECT MAKEDATE(2001,0);-> NULL
MAKEDATE() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
MAKETIME(hora,minuto,segundo)
Retorna um valor time calculado a partir dos argmentos
hora, minuto e
segundo.
mysql> SELECT MAKETIME(12,15,30);
-> '12:15:30'
MAKETIME() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
CURDATE(),
CURRENT_DATE,
CURRENT_DATE()
Retorna a data atual como um valor no formato
'YYYY-MM-DD' ou
YYYYMMDD, dependendo se a função é
usada num contexto numérico ou de string.
mysql>SELECT CURDATE();-> '1997-12-15' mysql>SELECT CURDATE() + 0;-> 19971215
CURTIME(),
CURRENT_TIME,
CURRENT_TIME()
Retorna a hora atual como um valor no formato
'HH:MM:SS' ou HHMMSS,
dependo se a função é usada em um contexto numérico ou
como string:
mysql>SELECT CURTIME();-> '23:50:26' mysql>SELECT CURTIME() + 0;-> 235026
NOW(), SYSDATE(),
CURRENT_TIMESTAMP,
CURRENT_TIMESTAMP(),
LOCALTIME,
LOCALTIME(),
LOCALTIMESTAMP,
LOCALTIMESTAMP()
Retorna a data e hora atual como um valor no formato
'YYYY-MM-DD HH:MM:SS' ou
YYYYMMDDHHMMSS, dependendo se a função
é utilizada num contexto numérico ou de string.
mysql>SELECT NOW();-> '1997-12-15 23:50:26' mysql>SELECT NOW() + 0;-> 19971215235026
UNIX_TIMESTAMP(),
UNIX_TIMESTAMP(data)
Se chamado sem argumento, retorna um tipo timestamp do Unix
(segundos desde '1970-01-01 00:00:00'
GMT) como um inteiro sem sinal. Se
UNIX_TIMESTAMP() é chamada com um
argumento data, é retornado o valor do
argumento como segundo desde '1970-01-01
00:00:00' GMT. data pode ser um
string DATE, uma string
DATETIME, um
TIMESTAMP, ou um número no formato
YYMMDD ou YYYYMMDD na
hora local:
mysql>SELECT UNIX_TIMESTAMP();-> 882226357 mysql>SELECT UNIX_TIMESTAMP('1997-10-04 22:23:00');-> 875996580
Qaundo UNIX_TIMESTAMP é usado em uma
coluna TIMESTAMP, a função retorna o
valor timestamp interno diretamente, sem nenhuma conversão
``string-para-unix-timestamp'' implicita. Se você passar
uma data fora da faixa para
UNIX_TIMESTAMP(), a função irá
retornar 0, mas por favor note que só verificações
básicas são realizadas. (ano 1970-2037, mês 01-12, dia
01-31).
Se você subtrair colunas
UNIX_TIMESTAMP(), você pode querer mudar
o resultado para inteiro com sinal. See
Secção 6.3.5, ?Funções de Conversão?.
FROM_UNIXTIME(unix_timestamp),
FROM_UNIXTIME(unix_timestamp,format)
Retorna a representação do argumento
unix_timestamp como um valor no formato
'YYYY-MM-DD HH:MM:SS' ou
YYYYMMDDHHMMSS, dependendo de do contexto
em que a funçõ é utilizada:
mysql>SELECT FROM_UNIXTIME(875996580);-> '1997-10-04 22:23:00' mysql>SELECT FROM_UNIXTIME(875996580) + 0;-> 19971004222300
Se o formato é dado o resultado é
formatado de acordo com a string formato.
formato pode conter os especificadores
listados acima para a função
DATE_FORMAT()
mysql>SELECT FROM_UNIXTIME(UNIX_TIMESTAMP(),->'%Y %D %M %h:%i:%s %x');->'2003 6th August 06:22:58 2003'
SEC_TO_TIME(seconds)
Retorna o argumento segundos, convertido
em horas, minutos e segundos como um valor no formato
'HH:MM:SS' ou HHMMSS,
dependendo do contexto em que a função é utilizada:
mysql>SELECT SEC_TO_TIME(2378);-> '00:39:38' mysql>SELECT SEC_TO_TIME(2378) + 0;-> 3938
TIME_TO_SEC(time)
Retorna o argumento time, convertido em
segundos:
mysql>SELECT TIME_TO_SEC('22:23:00');-> 80580 mysql>SELECT TIME_TO_SEC('00:39:38');-> 2378
UTC_DATE, UTC_DATE()
Retorna a data UTC atual como um valor no formato
'YYYY-MM-DD' ou
YYYYMMDD, dependendo se a função é
usada emum contexto string ou numérico:
mysql> SELECT UTC_DATE(), UTC_DATE() + 0;
-> '2003-08-14', 20030814
UTC_DATE() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
UTC_TIME, UTC_TIME()
Retorna a hora UTC atual como um valor no formato
'HH:MM:SS' ou HHMMSS,
dependendo se a função é usada em um contexto string ou
numérico:
mysql> SELECT UTC_TIME(), UTC_TIME() + 0;
-> '18:07:53', 180753
UTC_TIME() está disponível a partir do
MySQL 4.1.1.
UTC_TIMESTAMP,
UTC_TIMESTAMP()
Retorna a data e hora UTC atual como um valor no formato
'YYYY-MM-DD HH:MM:SS' ou
YYYYMMDDHHMMSS, dependendo se a função
é usada em um contexto string ou numérico:
mysql> SELECT UTC_TIMESTAMP(), UTC_TIMESTAMP() + 0;
-> '2003-08-14 18:08:04', 20030814180804
UTC_TIMESTAMP() está disponível a
partir do MySQL 4.1.1.
As funções CAST() e
CONVERT() devem ser usada para tomar um valor
de um tipo e produzir um valor de outro tipo. As suas sintaxes
são as seguintes:
CAST(expressão AS tipo) CONVERT(expressão,tipo) CONVERT(expr USING transcoding_name)
O valor tipo pode ser um dos seguintes:
BINARY
CHAR
DATE
DATETIME
SIGNED {INTEGER}
TIME
UNSIGNED {INTEGER}
CAST() e CONVERT() estão
disponíveis a partir do MySQL 4.0.2. O tipo de conversão
CHAR está disponível a partir do versão
4.0.6. A forma USING de
CONVERT() está disponível a partir da
versão 4.1.0.
CAST() e CONVERT(... USING
...) são da sintaxe SQL-99. A forma
não-USING de CONVERT() é
da sintaxe ODBC.
CAST() é da sintaxe SQL-99 syntax e
CONVERT() é da sintaxe ODBC.
As funções de conversão são principalmente úteis quando
você deseja criar uma coluna com um tipo específico em uma
CREATE ... SELECT:
CREATE TABLE nova_tabela SELECT CAST('2000-01-01' AS DATE);
As funções também podem ser úteis para ordenar colunas
ENUM na ordem lexicográfica. Normalmente a
ordenação das colunas ENUM ocorrem usando
os valores numéricos internos. Converter os valores para
CHAR resultam em uma ordenação
lexicográfica:
SELECT enum_col FROM tbl_name ORDER BY CAST(enum_col AS CHAR);
CAST(string AS BINARY) é a mesma coisa que
BINARY string. CAST(expr AS
CHAR) trata a expressão como uma string com o
conjunto de caracteres padrão.
NOTA: No MysQL 4.0 o
CAST() para DATE,
DATETIME ou TIME só marca
a coluna para ser um tipo específico mas não altera o valor da
coluna.
No MySQL 4.1.0 o valor será convertido para a coluna correta quando for enviado para o usuário (este é um recurso de como o novo protocolo na versão 4.1 envia as informações de data para o cliente):
mysql> SELECT CAST(NOW() AS DATE);
-> 2003-05-26
Em versões futuras do MySQL (provavelmente 4.1.2 ou 5.0) iremos
corrigir o fato de que CAST também altera o
resultado se você usá-lo como parte de uma expressão mais
complexa, como CONCAT("Data: ",CAST(NOW() AS
DATE)).
Você não deve utilizar CAST() para extrair
dados em formatos diferentes, mas sim para usar funções strins
como LEFT ou EXTRACT().
See Secção 6.3.4, ?Funções de Data e Hora?.
Para converter uma string para um valor numérico, normalmente não é necessário se fazer nada; apenas use a string como se fosse um número:
mysql> SELECT 1+'1';
-> 2
Se você usar um número em um contexto string, o número será
convertido automaticamente para uma string
BINARY.
mysql> SELECT CONCAT("hello you ",2);
-> "hello you 2"
O MySQL suporta aritimético com valores de 64 bits com sinal e
sem sinal. Se você está usando operações numéricas (como
+) e um dos operandos é unsigned
integer (inteiro sem sinal), o resultado também será
sem sinal (unsigned). Você pode forçar o tipo usando os
operadores de conversão SIGNED e
UNSIGNED para converter a operação para um
inteiro de 64 bits com sinal e sem sinal, respectivamente.
mysql>SELECT CAST(1-2 AS UNSIGNED)-> 18446744073709551615 mysql>SELECT CAST(CAST(1-2 AS UNSIGNED) AS SIGNED);-> -1
Note que se um dos operandos for um valor de ponto flutuante o
resultado é um valor de ponto flutuante e não é afetado pela
regra acima. (Neste contexto DECIMAL() é
considerado um valor de ponto flutuante).
mysql> SELECT CAST(1 AS UNSIGNED) -2.0;
-> -1.0
Se você estiver utilizando uma string em uma operação aritimética, ela é convertida para um número de ponto flutuante.
O tratamento de valores sem sinais foi mudado no MySQL 4.0 para
suportar valores BIGINT apropriadamente. Se
você tiver algum código que deseja executar no MySQL 4.0 e
3.23 (casos em que você provavelmente não poderá usar a
função CAST()), você pode utilizar o
seguinte truque para conseguir um resultado com sinal quando
subtraindo duas colunas do tipo unsigned integer (inteiro sem
sinal):
SELECT (coluna_sem_sinal_1+0.0)-(coluna_sem_sinal_2+0.0);
A idéia é que as colunas sejam convertidas para valores de ponto flutuante antes da subtração ocorrer.
Se você tiver algum problema com colunas
UNSIGNED no seu aplicação MySQL antiga ao
portar para o MySQL 4.0, você pode usar a opção
--sql-mode=NO_UNSIGNED_SUBTRACTION ao iniciar
mysqld. Note, no entanto, que enquanto você
utilizar esta opção, não será possível conseguir um uso
efetivo do tipo de coluna BIGINT UNSIGNED.
CONVERT() com USING é
usado para converter dados entre diferentes conjuntos de
caracteres. No MySQL, nomes trancodificados são o mesmo que o
nome do conjunto de caracteres correspondentes. Por exemplo,
esta instrução converte a string 'abc' no
conjunto de caracteres padrão do servidor na string
correspondente no conjunto de caracteres
utf8:
SELECT CONVERT('abc' USING utf8);
O MySQL utiliza aritimética BIGINT
(64bits) para operações binárias, assim estes operadores
possuem uma faixa máxima de 64 bits.
|
Operador binário OR
mysql> SELECT 29 | 15;
-> 31
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
&
Operado binário AND
mysql> SELECT 29 & 15;
-> 13
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
^
Operado binário XOR
mysql>SELECT 1 ^ 1;-> 0 mysql>SELECT 1 ^ 0;-> 1 mysql>SELECT 11 ^ 3;-> 8
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
XOR foi adicionado na versão 4.0.2.
<<
Desloca um número BIGINT (muito
grande) a esquerda:
mysql> SELECT 1 << 2;
-> 4
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
>>
Desloca um número BIGINT (muito
grande) a direita:
mysql> SELECT 4 >> 2;
-> 1
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
~
Inverte todos os bits:
mysql> SELECT 5 & ~1;
-> 4
O resultado é um inteiro sem sinal de 64 bits.
BIT_COUNT(N)
Retorna o número de bits que são passados no argumento
N:
mysql> SELECT BIT_COUNT(29);
-> 4
DATABASE()
Retorna o nome do banco de dados atual:
mysql> SELECT DATABASE();
-> 'test'
Se nenhum banco de dados estiver selecionado,
DATABASE() retorna
NULL a partir do MySQL 4.1.1, e uma
string vazia em versões anteriores.
USER(),
SYSTEM_USER(),
SESSION_USER()
Retorna o nome do usuário MySQL e nome de máquina atual:
mysql> SELECT USER();
-> 'davida@localhost'
O valor indica o nome do usuário que você especificou ao conectar ao servidor e a máquina cliente da qual você se conectou. (Antes do MySQL versão 3.22.11, o valor da função não inclui o nome da máquina cliente.)
Você pode extrair apenas a parte do nome do usuário, desconsiderando se o valor inclui a parte do nome de máquina, desta forma:
mysql> SELECT SUBSTRING_INDEX(USER(),"@",1);
-> 'davida'
CURRENT_USER()
Retorna o nome do usuário e o nome de máquina com os
quais a sessão atual foi autenticada. Este valor
corresponde a conta que é usada para acessar seu
privilégio de acessos. Ela pode ser diferente do valor de
USER().
mysql>SELECT USER();-> 'davida@localhost' mysql>SELECT * FROM mysql.user;-> ERROR 1044: Access denied for user: '@localhost' to database 'mysql' mysql>SELECT CURRENT_USER();-> '@localhost'
O exemplo ilustra que embora o cliente tenha especificado
um nome de usuário davida (como
indicado pelo valor da função
USER()), o servidor autenticou o
cliente usando uma conta de usuário anônimo (como visto
pela parte vazia no nome de usuário do valor
CURRENT_USER()). Um modos de isto
ocorrer é que não haja uma conta listada na tabela de
permissões para davida.
PASSWORD(str),
OLD_PASSWORD(str)
Calcula a senha a partir de senha str
em texto puro. Está é a função que é utilizada para
criptografar a senha do MySQL para armazenamento na coluna
Password da tabela de permissões
user
mysql> SELECT PASSWORD('badpwd');
-> '7f84554057dd964b'
A criptografia de PASSWORD() não e
reversível.
PASSWORD() não realiza a criptografia
da senha da mesa maneira que as senhas Unix são
criptografadas. Veja ENCRYPT().
Note: A função
PASSWORD() é usada pelo sistema de
autentificação no servidor MySQL, você
NÃO deve uitlizá-las em suas
próprias aplicações. Para este propósito utilize
MD5() ou SHA1().
Veja também RFC-2195 para maiores
informações sobre o tratamento de senha e autenticação
segura em suas aplicações.
ENCRYPT(str[,salt])
Criptografa str utilizando a chamada de
sistema crypt() do Unix. O argumento
salt deve ser uma string com dois
caracteres. (Na versão 3.22.16 do MySQL,
salt deve ser maior que dois
caracteres.)
mysql> SELECT ENCRYPT("hello");
-> 'VxuFAJXVARROc'
ENCRYPT() ignora tudo depois dos
primeiros 8 caracteres de str, pelo
menos em alguns sistemas. Este comportamento é
determinado pela implementação da chamada de sistema
crypt().
Se crypt() não estiver disponível no
seu sistema, ENCRYPT() sempre retorna
NULL. Devido a isto recomendamos que
você use MD5() ou
SHA1() em vez dos existentes em sua
plataforma.
ENCODE(str,senha_str)
Criptografa str usando
senha_str como a senha. Para
descriptografar o resultado, utilize
DECODE().
O resultado é uma string binária do mesmo tamanho de
str. Se você deseja salvá-la em uma
coluna, use uma coluna do tipo BLOB.
DECODE(cript_str,senha_str)
Descriptografa o string criptografada
cript_str usando
senha_str como a senha.
cript_str deve ser uma string retornada
de ENCODE().
MD5(string)
Calcula um checksum MD5 de 128 bits para a string. O valor é retornado como um número hexadecimal de 32 digitos que pode, por exemplo, ser usado como uma chave hash:
mysql> SELECT MD5("testing");
-> 'ae2b1fca515949e5d54fb22b8ed95575'
Este é o "RSA Data Security, Inc. MD5 Message-Digest Algorithm".
SHA1(string),
SHA(string)
Calcula um checksum SHA1 de 160 bit para a string, como
descrito no RFC 3174 (Algoritmo Hash de Segurança). O
valor é retornado como um número hexadecial de 40
digitos, or NULL no caso do argumento
ser NULL . Uma das possibilidades para
o uso desta função é a chave hash. Você também pode
usá-lo como uma função segura de criptografia para
armazenar senhas.
mysql> SELECT SHA1("abc");
-> 'a9993e364706816aba3e25717850c26c9cd0d89d'
SHA1() foi adicionado na versão 4.0.2,
e pode ser considerada um equivalente ao
MD5() com criptografia mais segura.
SHA() é um sinônimo para
SHA1().
AES_ENCRYPT(string,string_chave),
AES_DECRYPT(string,string_chave)
Estas funções permitem criptografia/descriptografia de dados usando o algoritmo oficial AES (Padrão Avançado de Criptografia), antes conhecido como Rijndael. Criptgrafia com uma chave de 128 bits podem ser usadas, mas você pode extendê-la para 256 bits através da fonte. Nós escolhemos 128 bits porque é muito mais rápido e é bastante seguro.
Os argumentos de entrada podem ser de qualquer tamanho. Se
ambos argumentos são NULL, o resultado
desta função tam bém será NULL.
Como o AES é um algorítimo de nível de bloco, padding é usado para codificar strings de tamanho ímpares e então a string resultante pode ser calculada como 16*(trunc(tamanho_string/16)+1).
Se AES_DECRYPT() detectar dados
inválidos ou padding incorreto, ela retorna
NULL. No entanto, é possível para o
AES_DECRYPT() retornar um valor
não-NULL (possivelmente lixo) se os
dados de entrada ou a chave eram inválidos
Você pode usar as funções AES para armazenar dados de forma criptografada modificando as suas consultas:
INSERT INTO t VALUES (1,AES_ENCRYPT('text','password'));
Você pode obter mais segurança não transferindo a chave em suas conexões a cada consulta, o que pode ser conseguido armazenando-o em varáveis do lado do servidor na hora das conexão.
SELECT @password:='my password';
INSERT INTO t VALUES (1,AES_ENCRYPT('text',@password));
AES_ENCRYPT() e
AES_DECRYPT() foram adicionados na
versão 4.0.2, e podem ser considerados a função de
criptografia mais segura atualmente disponível no MySQL.
DES_ENCRYPT(string_para_ciptografar [,
(numero_chave | chave_string) ] )
Criptografa a string com a chave dada utilizando o algortimo Triplo-DES.
Note que esta função só funciona se o MySQL tiver sido configurado com suporte a SSL. See Secção 4.4.10, ?Usando Conexões Seguras?.
A chave de criptografia utilizada é escolhida da seguinte forma:
| Argumento | Descrição |
| Somente um argumento | A primeira chave de des-key-file é utilizada. |
| Número da chave | A chave dada (0-9) de des-key-file é utilizada. |
| string | A chave_string dada será utilizada para criptografar
string_para_criptografar. |
O string retornada será uma string binária onde o
primeiro caracter será CHAR(128 |
número_chave).
O 128 é adicionado para facilitar o reconhecimento da
chave de criptografia. Se você usar uma chave string,
numéro_chave será 127.
Havendo erro, esta função retorna
NULL.
O tamanho da string para o resultado será
novo_tamanho= tamanho_orig + (8-(tamanho_orig %
8))+1.
O des-key-file terá o seguinte
formato:
numero_chave chave_string_des numero_chave chave_string_des
Cada numero_chave deve ser um núero na
faixa de 0 a 9. As linhas do arquivo podem estar em
qualquer ordem. chave_string_des é a
string que será usada para criptografar a mensagem. Entre
o número e a chave deve haver pelo menos um espaço. A
primeira chave é a chave padrão que será utilizada se
não for especificada nenhuma chave como argumento para
DES_ENCRYPT()
Você pode dizer ao MySQL para ler novos valores de
arquivos de chave com o comando FLUSH
DES_KEY_FILE. Isto exige o privilégio
Reload_priv.
Um benefício de ter um conjunto de chaves padrões é que ele dá a aplicação um modo de verificar a existência de valores criptografados em colunas, sem dar ao usuário final o direito de descriptografar estes valores.
mysql> SELECT endereco_clientes FROM tabela_clientes WHERE
cartao_credito_criptografado = DES_ENCRYPT("numero_cartao_credito");
DES_DECRYPT(string_para_descriptografar [,
chave_string])
Derscritogra uma string criptografada com
DES_ENCRYPT().
Note que esta função só funciona se o MySQL tiver sido configurado com suporte SSL. See Secção 4.4.10, ?Usando Conexões Seguras?.
Se nenhum argumento chave_string for
dado, DES_DECRYPT() examina o primeiro
byte da string criptografada para determinar o número de
chave DES que foi usado para criptografar a string
original, e então lê a chave de
des-key-file para descriptografar a
mensagem. Para isto funcionar o usuário deve ter o
privilégio SUPER.
Se você passar para esta função um argumento
chave_string, aquela string é usada
como a chave para descriptografar a mensagem.
Se a string_para_descriptografar não
se paracer com uma string criptografada, o MySQL
retornará a
string_para_descriptografar dada.
Havendo erro, esta função retorna
NULL.
COMPRESS(string_para_compactar)
Compacta uma string
mysql>SELECT LENGTH(COMPRESS(REPEAT("a",1000)));-> 21 1 row in set (0.00 sec) mysql>SELECT LENGTH(COMPRESS(""));-> 0 1 row in set (0.00 sec) mysql>SELECT LENGTH(COMPRESS("a"));-> 13 1 row in set (0.00 sec) mysql>SELECT LENGTH(COMPRESS(REPEAT("a",16)));-> 15 1 row in set (0.00 sec)
COMPRESS() foi adicionado no MySQL
4.1.1. Se exigido, o MySQL tem que ser compilado com uma
biblioteca de compactação como zlib.
Senão , o valor de retorno é sempre
NULL.
O conteúdo da string compactada é armazenada da seguinte forma:
Strings vazias são armazenadas como strings vazias
Strings que não estão vazias são armazenadas como
um string descompacatada de 4 byte de tamanho
(low-byte-first) seguida pela string compactada com
gzip. Se a string finaliza com espaço, adicionamos
um ?.? extra para
evitar problemas com o corte do espaço final o
resultado deve ser armazenado em um campo
CHAR ou
VARCHAR. O uso de
CHAR ou
VARCHAR para armazenar strings
compactadas não é recomendado. É melhor usar uma
coluna BLOB.
UNCOMPRESS(string_para_descompactar)
Descompacta uma string compactado pela função
COMPRESS()
mysql> select UNCOMPRESS(COMPRESS("any string"));
-> 'any string'
1 row in set (0.00 sec)
UNCOMPRESS() foi adicionado no MySQL
4.1.1 Se exigido, o MySQL tem que ser compilado com uma
biblioteca de compactação como zlib.
Senão , o valor de retorno é sempre
NULL.
UNCOMPRESSED_LENGTH(string_compactada)
Retorna o tamanho da string compactada antes da compactação
mysql> select UNCOMPRESSED_LENGTH(COMPRESS(REPEAT("a",30)));
-> 30
1 row in set (0.00 sec)
UNCOMPRESSED_LENGTH() foi adicionado no
MySQL 4.1.1
LAST_INSERT_ID([expr])
Retorna o último valor gerado automaticamente que tenha
sido inserido em um coluna
AUTO_INCREMENT.
mysql> SELECT LAST_INSERT_ID();
-> 195
O último ID que foi gerado e mantido no servidor em uma
base por conexão. Isto significa que o valor que a
função retona para um dado cliente é o valor
AUTO_INCREMENT gerado mais recentemente
por aquele cliente. O valor não pode ser afetado pelos
outros clientes, mesmo se eles gerarem um valor
AUTO_INCREMENT deles mesmos. Este
comportamento assegura que você pode recuperar seu
próprio ID sem se preocupar com a atividade de outros
clientes e sem precisar de locks ou transações.
O valor de LAST_INSERT_ID() não é
alterado se você atualizar uma coluna
AUTO_INCREMENT de uma linha com um
valor não-mágico (Isto é, um valor que não seja
NULL e nem 0).
Se você inserir muitos registros ao mesmo tempo com uma
instrução insert, LAST_INSERT_ID()
retorna o valor da primeira linha inserida. A razão para
isto é tornar possível reproduzir facilmente a mesma
intrução INSERT em algum outro
servidor.
Se expr é dado com um argumento para
LAST_INSERT_ID(), então o valor do
argumento é retornado pela função e é configurado como
o próximo valor para ser retornado pela
LAST_INSERT_ID(). Isto pode ser útil
para simular sequências:
Primeiro crie a tabela:
mysql>CREATE TABLE sequencia (id INT NOT NULL);mysql>INSERT INTO sequencia VALUES (0);
Então a tabela pode ser usada para gerar sequência de números como estes:
mysql> UPDATE sequencia SET id=LAST_INSERT_ID(id+1);
Você pode gerar sequências sem chamar
LAST_INSERT_ID(), mas a utilidade de se
usar a função deste modo é que o valor ID é mantido no
servidor como o último valor gerado automaticamente
(seguro para multi-usurário). Você pode recuperar a nova
ID como você leria qualquer valor
AUTO_INCREMENT normal no MySQL. Por
exemplo, LAST_INSERT_ID() (sem um
argmento) retornará a nova ID. A função
mysql_insert_id() da API C também pode
ser usada para obter o valor.
Note que como mysql_insert_id() só é
atualizado depois de instruções
INSERT e UPDATE,
você não pode utilizar a função da API C para
recuperar o valor para
LAST_INSERT_ID(expr) depois de executar
outra instrução SQL como SELECT ou
SET. See
Secção 12.1.3.32, ?mysql_insert_id()?.
FORMAT(X,D)
Formata o número X com um format como
'#,###,###.##', arredondado para
D casas decimais, e retorna o resultado
como uma string. Se D é
0, o resultado não terá nehum ponto
decimal ou parte fracionária:
mysql>SELECT FORMAT(12332.123456, 4);-> '12,332.1235' mysql>SELECT FORMAT(12332.1,4);-> '12,332.1000' mysql>SELECT FORMAT(12332.2,0);-> '12,332'
VERSION()
Retorna uma string indicando a versão do servidro MySQL:
mysql> SELECT VERSION();
-> '3.23.13-log'
Note que se seu versão finalizar com
-log, significa que o log está
habilitado.
CONNECTION_ID()
Retorna a identificação (ID da thread) desta conexão. Cada conexão tem seu próprio ID único:
mysql> SELECT CONNECTION_ID();
-> 23786
GET_LOCK(str,temo_limite)
Tenta conseguir uma trava com o nome dado pela string
str, com um tempo limite de
timeout segundos. Retorna
1 se o bloqueio foi obtido com sucesso,
0 se o tempo esgotou (por exemplo,
porque outro cliente ja bloqueou o nome), ou
NULL se uma erro ocorreu (tal como
estouro de memória ou a threado tiver sido finalizada com
mysqladmin kill). Uma trava é liberada
quando você executa RELEASE_LOCK(),
executa uma nova GET_LOCK(), ou a
thread termina. (tanto de forma normal quanto anormal)
Esta função pode ser usada para implementar bloqueio de
aplicação ou para simular registros travados. Nomes são
bloqueados em uma base ampla do servidor. Se um nome foi
bloqueado por um cliente, GET_LOCK()
trava qualquer pedido de bloqueio de outro cliente com o
mesmo nome. Isto permite que clientes que concordam com um
dado nome da trava possam usar a string para realizar
travamento de consultas cooperativas:
mysql>SELECT GET_LOCK("lock1",10);-> 1 mysql>SELECT IS_FREE_LOCK("lock2");-> 1 mysql>SELECT GET_LOCK("lock2",10);-> 1 mysql>SELECT RELEASE_LOCK("lock2");-> 1 mysql>SELECT RELEASE_LOCK("lock1");-> NULL
Note que a segunda chamada de
RELEASE_LOCK() retorna
NULL porque a trava
"lock1" foi liberada automaticamente
pela segunda chamada GET_LOCK().
RELEASE_LOCK(str)
Libera a trava nomeada pela string str
que foi obtida com GET_LOCK(). Retorna
1 se a trava foi liberada,
0 se a trava não foi bloquada pela
thread (caso onde a trava não é liberada), e
NULL se o nome da trava não existe. (A
trava nunca exitirá se ela nunca for obtida pela chamada
de GET_LOCK() ou se ela ja tiver sido
liberada).
A instrução DO é conveniente para
ser utilizada com RELEASE_LOCK(). See
Secção 6.4.10, ?Sintaxe DO?.
IS_FREE_LOCK(str)
Verifica se a trava chamada str está
livre para ser utilizada (ex. não está bloqueada).
Retorna 1 se a trava está liver
(ninguém a esta usando), 0 se a trava
está em uso, e NULL caso ocorra erro
(como argumentos incorretos).
BENCHMARK(cont,expr)
A função BENCHMARK() executa a
expressão expr repetidamente
cont vezes. Ela pode ser usada para
medir a velocidade em que o MySQL processa a expressão. O
valor resultante é sempre 0. A
intenção é usá-la no clientei
mysql, relatando o tempo de execução
da consulta:
mysql> SELECT BENCHMARK(1000000,ENCODE("hello","goodbye"));
+----------------------------------------------+
| BENCHMARK(1000000,ENCODE("hello","goodbye")) |
+----------------------------------------------+
| 0 |
+----------------------------------------------+
1 row in set (4.74 sec)
O tempo relatado é o tempo decorrido no cliente, não o
tempo de CPU no servidor. Pode ser aconselhável executar
BENCHMARK() diversas vezes e
interpretar o resultado cosiderado o peso da carga da
maquina servidora.
INET_NTOA(expr)
Dado um endereço numérico de rede (4 ou 8 bytes), retorna a representacão no formato com pontos do endereço como uma string:
mysql> SELECT INET_NTOA(3520061480);
-> "209.207.224.40"
INET_ATON(expr)
Dada a represenação com pontos de um endereço de rede como uma string, retorna um inteiro que representa o valor numérico deste endereço. Endereços podem ter 4 ou 8 bytes de endereçamento:
mysql> SELECT INET_ATON("209.207.224.40");
-> 3520061480
O número gerado é sempre na ordem de bytes da rede; por
exemplo o número acima é calculado como
209*256^3 + 207*256^2 + 224*256 +40.
MASTER_POS_WAIT(nome_log, log_pos [,
tempo_limite])
Envia blocos o slave alcançar (ex.: ter lido e aplicado
todas as atualizações) a posição específica no log
master. Se a informação master não está inicializada,
ou se os argumentos estão incorretos, retorna
NULL. Se o slave não está em
execução, enviará blocos e irá esperar até que ele
seja iniciado e vá para (ou passe por) a posição
especificada. Se o slave já passou pela posição
especificada, retorna imediatamente.
Se tempo_limite (novo na versão
4.0.10) é especificado, irá esperar até que
tempo_limite segundos tenham se
passado. tempo_limite deve ser maior
que 0; zero ou um tempo_limite negativo
significa sem tempo_limite. O valor de retorno é o
número de eventos de log que ele tem que esperar para
obter a posição especificada, NULL no
caso de erro, ou -1 se o tempo_limite
tiver sido excedido.
O comando é útil para controle de sincronização mo master/slave.
FOUND_ROWS()
Uma instrução SELECT pode incluir uma
cláusula LIMIT para restringir o
número de linhas que o servidor retorna para um cliente.
Em alguns casos, é desejável saber quantas linhas a
instrução teria retornado sem o
LIMIT, mas sem executar a instrução
novamente. Para obter esta contagem de linhas, inclua uma
opção SQL_CALC_FOUND_ROWS na
instrução SELECT, então chame
FOUND_ROWS() loga depois:
mysql>SELECT SQL_CALC_FOUND_ROWS * FROM nome_tabelaWHERE id > 100 LIMIT 10; mysql>SELECT FOUND_ROWS();
O segundo SELECT irá retornar um
número indicando quantas linhas o primeiro
SELECT teria retornado se ele fosse
escrito sem a cláusula LIMIT. (Se o
instrução SELECT anterior não inclui
a opção SQL_CALC_FOUND_ROWS, então
FOUND_ROWS() pode retornar um resultado
diferente quando LIMIT é usado daquele
que não é usado).
Note que se você estiver usando SELECT
SQL_CALC_FOUND_ROWS ..., o MySQL tem que
calcular quantos registros existem em todo o conjunto de
resultados. No entanto, isto é mais rápido que se você
não utilizar LIMIT, já que o
resultado precisa ser enviado ao cliente.
SQL_CALC_FOUND_ROWS e
FOUND_ROWS() podem ser úteis em
situações em que você queira restringir o número de
registros que uma consulta retorna, mas também determinar
o número de linhas em todo o resultado sem executar a
consulta novamente. Um exemplo é um script web que
apresenta um display paginado contendo links para as
páginas que mostram outras seções de um resultado de
busca. Usar FOUND_ROWS() lhe permite
determinar quantos outras páginas são necessárias para
o resto do resultado.
O uso de SQL_CALC_FOUND_ROWS e
FOUND_ROWS() é mais complexa para
consultas UNION que para instruções
SELECT simples, porque
LIMIT pode ocorrer em vários lugares
em um UNION. Ele pode ser aplicado a
instruções SELECT individuais no
UNION, ou globais ao resultado
UNION como um todo.
A intenção de SQL_CALC_FOUND_ROWS
para UNION é que ele deve retornar a
contagem das linhas que seriam retornadas sem um
LIMIT global. As consições para uso
de SQL_CALC_FOUND_ROWS com
UNION são:
A palavra chave
SQL_CALC_FOUND_ROWS deve aparecer
na primeira SELECT do
UNION.
O valor de FOUND_ROWS() é exato
apenas se UNION ALL for usado. Se
UNION sem ALL
for usado, as duplicatas são removidas e o valor de
FOUND_ROWS() é apenas
aproximado.
Se nenhum LIMIT está presente no
UNION,
SQL_CALC_FOUND_ROWS é ignorado e
retorna o número de linhas na tabela temporária
que é criada para processar o
UNION.
SQL_CALC_FOUND_ROWS e
FOUND_ROWS() estão disponíveis a
partir da versão 4.0.0 do MySQL.
Se você utiliza um função de agrupamento em uma instrução
que não contenha um cláusula GROUP BY,
equivale a fazer um agrupamento com todos os registros.
COUNT(expr)
Retorna a quantidade de valores
não-NULL nos registros recuperados por
uma instrucao SELECT:
mysql>SELECT estudante.nome_estudente,COUNT(*)->FROM estudante,curso->WHERE estudante.id_estudante=curso.id_estudante->GROUP BY nome_estudante;
COUNT(*) difere um pouco ao retornar o
número de registros recuperados, se eles possuírem ou
não valores NULL.
COUNT(*) é otimizado para retornar
muito rápido se SELECT recuoperar
registros de uma tabela, nenhuma outra coluna for
retornada, e não houver nenhuma cláusula
WHERE. Por exemplo:
mysql> SELECT COUNT(*) FROM estudente;
Esta otimizacão se aplica apenas a tabelas
MyISAM e ISAM,
porque uma contagem exata de registros é armazenada para
estes tipos de tabelas e podem ser acessadas muito
rapidamente. Para mecanismos de armazenamentos
transacionais (InnodB,
BDB), armazenar um contagem de
registros exatos é mais problemático porque múltiplas
transações podem estar ocorrendo, e cada uma pode afetar
a contagem.
COUNT(DISTINCT expr,[expr...])
Retorna a quantidade de regiastros com valores
não-NULL diferentes:
mysql> SELECT COUNT(DISTINCT resultados) FROM estudente;
No MySQL você pode obter o número de combinação de
expressões distintas que não contém NULL fornecendo uma
lista de expressões. No SQL-99 você teria que concatenar
todas as expressão utilizando COUNT(DISTINCT
...).
AVG(expr)
Retorna o valor médio de expr:
mysql>SELECT nome_estudante, AVG(nota_teste)->FROM estudante->GROUP BY nome_estudante;
MIN(expr),
MAX(expr)
Retorna o valor mínimo o u máximo de
expr. MIN() e
MAX() poder usar uma string como
argumento; nestes casos eles retornam o a string de valor
mínimo ou máximo. See Secção 5.4.3, ?Como o MySQL Utiliza Índices?.
mysql>SELECT nome_estudante, MIN(nota_teste), MAX(nota_teste)->FROM estudante->GROUP BY nome_estudante;
Em MIN(), MAX() e
outras funções de agrupamento o MySQL, atualmente,
compara colunas ENUM e
SET pelo seu valor string em vez de
fazê-lo pela sua posição relativa de string no
conjunto. Isto será retificado.
SUM(expr)
Retorna a soma de expr. Note que se o
conjunto de retorno não possuir registros ele retornará
NULL!
GROUP_CONCAT(expr)
Sintaxe completa:
GROUP_CONCAT([DISTINCT] expr [,expr ...]
[ORDER BY {inteiro_sem_sinal | nome_coluna | formula} [ASC | DESC] [,col ...]]
[SEPARATOR valor_str])
Esta função foi adicionada na versão 4.1 do MySQL. Ele retorna a string resultante contendo valores de um grupo:
mysql>SELECT nome_estudante,->GROUP_CONCAT(note_teste)->FROM estudante->GROUP BY nome_estudante;ou mysql>SELECT nome_estudante,->GROUP_CONCAT(DISTINCT nota_teste->ORDER BY nota_teste DESC SEPARATOR " ")->FROM estudante->GROUP BY nome_estudante;
No MySQL você pode obter valores de combinações de
expressões concatenados. Você pode eliminar valores
duplicados utilizando DISTINCT. Se
você quiser ordenar valores no resultado você deve
utilizar a cláusula ORDER BY. Para
ordenar inversamente, adicione a palavra chave
DESC (descendente) ao nome da coluna
que você está ordenando na cláusula ORDER
BY. O padrão é a ordem crescente; pode-se
também especificála explicitamente usando a palavra
chave ASC. SEPARATOR
é o valor string que deve ser inserido entre os valores
no resultado. O padrão é um virgula
('","'). Você pode remover o separador
especificando SEPARATOR "".
Você pode definir um tamanho máximo permitido com a
variável group_concat_max_len em sua
configuração. A sintaxe para se fazer isto em tempo de
execução é:
SET [SESSION | GLOBAL] group_concat_max_len = unsigned_integer;
Se um tamanho máximo tiver sido atribuido, o resultado é truncado no seu tamanho máximo.
A função GROUP_CONCAT() é uma
implementação aprimorada da função básica
LIST() suportada pelo Sybase SQL
Anywhere. GROUP_CONCAT() é compatível
com a funcionalidade extrwemamente limitada de de
LIST(), se utilizada em apenas uma
coluna e nenhuma outra opção é especificada.
LIST() não tem uma ordem de
classificação padrão.
VARIANCE(expr)
Retorna a variância padrão de expr
(considerando linha como toda a população, não com uma
amostra; assim ele tem o número de linhas como
denominador). Esta é uma extensão do SQL-99 (disponível
somente a partir da versão 4.1).
STD(expr),
STDDEV(expr)
Retorna o desvio padrão de expr (a
raiz quadrada de VARIANCE()). Esta é
uma extensão do SQL-99. O formato
STDDEV() desta função é fornecida
para compatibilidade com Oracle.
BIT_OR(expr)
Retorna o resultado da operação binária
OR de todos os bits em
expr. O calcululo é relizado com
precisão de 64 bits (BIGINT).
A função retortna 0 se não houver registros coincidentes.
BIT_XOR(expr)
Retorna o bitwise XOR de todos os bits
em expr. O calculo é relizado com
precisão de 64-bits (BIGINT).
A função retorna 0 se não houver linhas coincidentes.
Esta função está disponível a partir do MySQL 4.1.1.
BIT_AND(expr)
Retorna o resultado da operação binária
AND de todos os bits em
expr. O calcululo é relizado com
precisão de 64 bits (BIGINT).
A função retortna 1 se não houver registros coincidentes.
No MySQL 4.1.1, a cláusula GROUP BY
permite um modificador WITH ROLLUP que faz
com que uma linha extra seja adicionada à saida resumo. Estas
linhas representam operações de resumo de nível mais alto
(ou super agregadas). Assim, o ROLLUP
permite que você responda questões em multiplos níveis de
análise com uma única consulta. Ele pode ser usado, por
exemplo, para fornecer suporte para operações OLAP (Online
Analytical Processing - Processamento Analítico OnLine).
Como ilustração, suponha que uma tabela chamada
sales tenha as colunas
year, country,
product e profit para
registrar as vendas lucrativas:
CREATE TABLE sales
(
year INT NOT NULL,
country VARCHAR(20) NOT NULL,
product VARCHAR(32) NOT NULL,
profit INT
);
O conteúdo da tabela pode ser resumido pode ano com um
simples GROUP BY como este:
mysql> SELECT year, SUM(profit) FROM sales GROUP BY year;
+------+-------------+
| year | SUM(profit) |
+------+-------------+
| 2000 | 4525 |
| 2001 | 3010 |
+------+-------------+
Esta saída mostra o lucro total para cada ano, mas se você também quiser determinar o lucro total somado em todos os anos, você deve adicionar os valores adicionais ou executar uma consulta adicional.
Ou você pode usar o ROLLUP, que fornece os
dois níveis de análise com uma única consulta. Adicionando
um modificador WITH ROLLUP a cláusula
GROUP BY faz com que a consulta produza
outra linha que mostra o total geral de todos os anos:
mysql> SELECT year, SUM(profit) FROM sales GROUP BY year WITH ROLLUP;
+------+-------------+
| year | SUM(profit) |
+------+-------------+
| 2000 | 4525 |
| 2001 | 3010 |
| NULL | 7535 |
+------+-------------+
A linha de total super-agrupada é identificada pelo valor
NULL na coluna year.
ROLLUP tem um efeito mais complexo quando
há múltiplas colunas GROUP BY. Neste
caso, cada vez que houver um ``break'' (alteração no valor)
em qualquer agrupamento, com exceção da última coluna, a
consulta produz um linha resumo super-agrupada extra.
Por exemplo, sem ROLLUP, um resumo na
tabela sales baseada no
year, country e
product pode se parecer com isto:
mysql>SELECT year, country, product, SUM(profit)->FROM sales-> GROUP BY year, country, product; +------+---------+------------+-------------+ | year | country | product | SUM(profit) | +------+---------+------------+-------------+ | 2000 | Finland | Computer | 1500 | | 2000 | Finland | Phone | 100 | | 2000 | India | Calculator | 150 | | 2000 | India | Computer | 1200 | | 2000 | USA | Calculator | 75 | | 2000 | USA | Computer | 1500 | | 2001 | Finland | Phone | 10 | | 2001 | USA | Calculator | 50 | | 2001 | USA | Computer | 2700 | | 2001 | USA | TV | 250 | +------+---------+------------+-------------+
A saída indica os valores resumidos apenas no nível
year/country/product da análise. Quando
ROLLUP é adicionado, a consulta produz
diversas linhas extras:
mysql>SELECT year, country, product, SUM(profit)->FROM sales->GROUP BY year, country, product WITH ROLLUP;+------+---------+------------+-------------+ | year | country | product | SUM(profit) | +------+---------+------------+-------------+ | 2000 | Finland | Computer | 1500 | | 2000 | Finland | Phone | 100 | | 2000 | Finland | NULL | 1600 | | 2000 | India | Calculator | 150 | | 2000 | India | Computer | 1200 | | 2000 | India | NULL | 1350 | | 2000 | USA | Calculator | 75 | | 2000 | USA | Computer | 1500 | | 2000 | USA | NULL | 1575 | | 2000 | NULL | NULL | 4525 | | 2001 | Finland | Phone | 10 | | 2001 | Finland | NULL | 10 | | 2001 | USA | Calculator | 50 | | 2001 | USA | Computer | 2700 | | 2001 | USA | TV | 250 | | 2001 | USA | NULL | 3000 | | 2001 | NULL | NULL | 3010 | | NULL | NULL | NULL | 7535 | +------+---------+------------+-------------+
Para esta consulta, adicionar ROLLUP faz
com que a saída inclua uma informação resumida nos qualtro
níveis de análise, não só em um. Aqui está como
interpretar a saída ROLLUP:
Seguindo cada conjunto de produtos para um dado ano e
país, um linha de resumo extra é produzida mostrando o
total para todos os produtos. Estas linhas têm a coluna
product atribuída com
NULL.
Seguindo cada conjunto de linhas para um dado ano, uma
l;inha resumo extra é produzida mostrando o total para
todos os países e produtos. Estas linhas têm as colunas
country e products
atribuídas com NULL.
Finalmente, seguindo todas as outras linhas, um linha
resumo extra é produzida mostrando o total geral para
todos os anos, países e produtos. Esta linha tem as
colunas year,
country e products
atribuídas com NULL.
Outras Considerações ao Usar
ROLLUP
O seguinte item lista alguns comportamentos específicaos para
a implementação do ROLLUP no MySQL:
Quando você usa ROLLUP, você não pode
usar uma cláusula ORDER BY para ordenar os
resultados. (Em outras palavras, ROLLUP e
ORDER BY são exclusivos mutualmente.) No
entanto, você ainda tem algum controle sobre a ordem de
ordenação. O GROUP BY no MySQL ordena os
resultados, e você pode usar as palavras chaves
ASC e DESC
explicitamente com colunas chamadas na lista GROUP
BY para especificar a ordem de classificação para
colunas individuais. (A linha resumo de nível mais alto
adicionado por ROLLUP ainda aparece depois
da linha para as quais elas são calculadas, considerando a
ordenação.)
LIMIT pode ser usado para restringir o
númerod e linhas retornadas para o cliente.
LIMIT é aplicado depois do
ROLLUP, assim o limite se aplica contra as
linhas extras adicionadas por ROLLUP. Por
exemplo:
mysql>SELECT year, country, product, SUM(profit)->FROM sales->GROUP BY year, country, product WITH ROLLUP->LIMIT 5;+------+---------+------------+-------------+ | year | country | product | SUM(profit) | +------+---------+------------+-------------+ | 2000 | Finland | Computer | 1500 | | 2000 | Finland | Phone | 100 | | 2000 | Finland | NULL | 1600 | | 2000 | India | Calculator | 150 | | 2000 | India | Computer | 1200 | +------+---------+------------+-------------+
Note que usar LIMIT com
ROLLUP pode produzir resultados mais
difíceis de interpretar, porque você têm menos contexto
para entender as linhas super agrupadas.
O indicador NULL em cada linha
super-agrupadas são produzidas quando a linha é enviada para
o cliente. O servidor olha por cada coluna chamada na
cláusula GROUP BY seguindo aquela mais a
esquerda que tem o valor alterado. Para qualquer coluna no
resultado com o nome que é uma combinação léxica de
qualquer daqueles nomes, seu valor é definido com
NULL. (Se você especifica o agrupamento de
colunas pelo número da coluna, o servidor identifica quais
colunas definir com NULL pelo número.)
Como os valores NULL em linhas super
agrupadas são colocadas dentro do resultado como um estágio
posterior no processamento da consulta, você não pode
testá-los com valores NULL dentro da
própria consulta. Por exemplo, você não pode adicionar
HAVING product IS NULL a consulta para
eliminar da saída todas as linhas com exceção das
agrupadas.
Por outro lado, o valor NULL aparece como
NULL no lado do cliente e pode ser testado
usando qualquer interface de programação do cliente MySQL.
O MySQL tem extendido o uso de GROUP BY.
Você pode utilizar colunas ou cálculos na expressão
SELECT que não aparecem na parte
GROUP BY. Ele espera por qalquer
valor possível para este grupo. Você pode
utilizar isto para conseguir um melhor desempenho evitando
ordenação e agrupamento em itens desnecessários. Por
exemplo, você não precisa fazer um agrupamento em
cliente.nome na consulta seguinte:
mysql>SELECT pedido.idcliente,cliente.nome,MAX(pagamento)->FROM pedido, cliente->WHERE pedido.idcliente = cliente.idcliente->GROUP BY pedido.idcliente;
No padrão SQL, você teria que adicionar
cliente.nome a cláusula GROUP
BY. No MySQL, o nomê é redundante se você não o
executa em modo ANSI.
Não utilize este recurso se
as colunas omitidas na parte GROUP BY não
são únicas no grupo! Você obterá resultados inexperados.
Em alguns casos, você pode utilizar MIN e
MAX para obter o valor de uma coluna
específica, mesmo que ele não seja único. O exemplo
seguinte fornece o valor de coluna do
registro contendo o menor valor na coluna
ordem:
SUBSTR(MIN(CONCAT(RPAD(ordem,6,' '),coluna)),7)
See Secção 3.6.4, ?As Linhas Armazenando o Group-wise Máximo de um Certo Campo?.
Note que se você estiver usando a versão 3.22 do MySQL (ou
anterior) ou se estiver tentando seguir o SQL-99, você não
pode utilizar expressões nas cláusulas GROUP
BY or ORDER BY. Você pode
contornar esta limitação utilizando um alias para a
expressão:
mysql>SELECT id,FLOOR(value/100) AS val FROM nome_tabela->GROUP BY id,val ORDER BY val;
Na versão 3.23 do MySQL você pode fazer:
mysql> SELECT id,FLOOR(value/100) FROM nome_tabela ORDER BY RAND();
SELECT [STRAIGHT_JOIN]
[SQL_SMALL_RESULT] [SQL_BIG_RESULT] [SQL_BUFFER_RESULT]
[SQL_CACHE | SQL_NO_CACHE] [SQL_CALC_FOUND_ROWS] [HIGH_PRIORITY]
[DISTINCT | DISTINCTROW | ALL]
expressão_select,...
[INTO {OUTFILE | DUMPFILE} 'nome_arquivo' opções_exportação]
[FROM tabelas_ref
[WHERE definição_where]
[GROUP BY {inteiro_sem_sinal | nome_col | formula} [ASC | DESC], ...
[WITH ROLLUP]]
[HAVING where_definition]
[ORDER BY {inteiro_sem_sinal | nome_coluna | formula} [ASC | DESC], ...]
[LIMIT [offset,] row_count | row_count OFFSET offset]
[PROCEDURE nome_procedimento(lista_argumentos)]
[FOR UPDATE | LOCK IN SHARE MODE]]
SELECT é utilizado para retornar registros
selecionados de uma ou mais tabelas. Cada
expressão_select indica as colunas que você
deseja recuperar. SELECT tanbém pode ser
utilizado para retornar registros calculados sem referência a
nenhuma tabela. Por exemplo:
mysql> SELECT 1 + 1;
-> 2
Todas as cláusulas usada devem ser fornecidas exatamente na
ordem mostrada na descrição da sintaxe. Por exemplo, uma
cláusula HAVING deve vir depois de qualquer
cláusula GROUP BY e antes de qualquer
cláusula ORDER BY.
Uma expressão SELECT pode utilizar um
alias usando AS nome_alias. O alias é
usado como o nome da coluna da expressão e pode ser usado
com cláusulas ORDER BY ou
HAVING. Por exemplo:
mysql> SELECT CONCAT(primeiro_nome,' ',ultimo_nome) AS nome_completo
FROM minha_tabela ORDER BY nome_completo;
A palavra chave AS é opcional quando se
utiliza alias em uma expressão SELECT. O
exemplo anterior poderia ser escrito assim:
mysql> SELECT CONCAT(last_name,', ',first_name) full_name
FROM mytable ORDER BY full_name;
Como AS é opcional, pode ocorrer um
problema se você esquecer a vírgula entre duas expressões
SELECT: O MySQL interpretará o segundo
como um nome de alias. Por exemplo, na seguinte instrução,
columnb é tratada como um nome de alias:
mysql> SELECT columna columnb FROM mytable;
Não é permitido utilizar um alias de coluna em uma
cláusula WHERE, pois o valor da coluna
pode ainda não ter sido determinado quando a cláusula
WHERE for executada. See
Secção A.5.4, ?Problemas com alias?.
A cláusula FROM table_references indica
a tabela de onde os registros serão retornados. Se você
indicar mais de uma tabela, você estará realizando uma
join. Para informações sobre a sintaxe de join, veja
Secção 6.4.1.1, ?Sintaxe JOIN?. Para cada tabela especificada, você
pode, opcionalmente, especificar um alias.
nome_tabela [[AS] alias] [[USE INDEX (lista_indice)] | [IGNORE INDEX (lista_indice)] | FORCE INDEX (lista_indice)]]
Como na versão 3.23.12 do MySQL, você pode dar sugestões
sobre qual índice o MySQL deve usar ao recuperar
informações de uma tabela. Isto é útil se
EXPLAIN mostrar que o MySQL esta
utilizando o índice errado da lista de índices possíveis.
Especificando USE INDEX (lista_indice)
você pode dizer ao MySQL para usar somente um dos índices
possíveis para encontrar registros em uma tabela. A sintaxe
alternativa IGNORE INDEX (lista_indice)
pode ser usada para dizer ao MySQL para não utilizar alguns
índices particulares.
Na versão 4.0.9 do MySQL você também pode usar
FORCE INDEX. Ele funciona como
USE INDEX (lista_indice) mas ele assume
que uma varredura em uma tabelas é MUITO cara. Em outras
palavras, uma varredura só será usada se não houver
nenhum modo de utilizar um dos índices dados para encontrar
registros nas tabelas.
USE/IGNORE/FORCE KEY é sinônimo de
USE/IGNORE/FORCE INDEX.
Nota:
USE/IGNORE/FORCE INDEX afeta apenas os
índices usados quando o MySQL decide como encontrar
registros na tabela e como fazer a ligação. Ele não tem
efeito se um índice será usado ao resolver um
ORDER BY ou GROUP BY.
No MySQL 4.0.14 você pode usar SET
MAX_SEEKS_FOR_KEY=# como um modo alternativo de
forçar o MySQL a preferir a busca em chaves em vez de
varrer a tabela.
Você pode se referir a uma tabela como
nome_tabela (dentro do banco de dados
atual) ou como nomebd.nome_tabela para
especificar um banco de dados. Você pode se referir a um
coluna como nome_coluna,
nome_tabela.nome_coluna ou
nomebd.nome_tabela.nome_coluna. Você
não precisa especificar um prefixo
nome_tabla ou
nomebd.nome_tabela para referência a uma
coluna em uma instrução SELECT a menos
a referência seja ambígua. Veja
Secção 6.1.2, ?Nomes de Banco de dados, Tabela, Índice, Coluna e Alias?, para exemplos de ambiguidade
que exigem a forma mais explicita de referência a coluna.
A partir da versão 4.1.0, você pode especificar
DUAL como um nome de tabela dummy, em
situações onde nenhuma tabela for referênciada. Este é
um recurso puramente para compatibilidade, alguns outros
servidores exijem esta sintaxe.
mysql> SELECT 1 + 1 FROM DUAL;
-> 2
Pode se definir um alias fazendo referência a uma tabela
utilizando nome_tabela [AS] nome_alias:
mysql>SELECT t1.nome, t2.salario FROM funcionarios AS t1, info AS t2->WHERE t1.nome = t2.nome;mysql>SELECT t1.nome, t2.salario FROM funcionarios t1, info t2->WHERE t1.nome = t2.nome;
Colunas selecionadas para saída podem ser referidas em
cláusulas ORCER BY e GROUP
BY usando nomes de colunas, alias de colunas ou
posições de colunas. As posições de colunas começam com
1:
mysql>SELECT college, region, seed FROM tournament->ORDER BY region, seed;mysql>SELECT college, region AS r, seed AS s FROM tournament->ORDER BY r, s;mysql>SELECT college, region, seed FROM tournament->ORDER BY 2, 3;
Para ordenar inversamente, adicione a palavra-chave
DESC (descendente) ao nome da coluna na
cláusula ORDER BY na qual você está
ordenando. A ordem padrão é ascedente; ela pode ser
especificada explicitamente usando a palavra-chave
ASC.
Na cláusula WHERE, você pode usar
qualquer uma das funções suportadas pelo MySQL. Exceto
para funções de agruopamento (resumo) See
Secção 6.3, ?Funções para Uso em Cláusulas SELECT e WHERE?.
A cláusula HAVING pode se referir a
qualquer coluna ou alias definido na
expressão_select. Ele é aplicado no
final, pouco antes dos itens serem enviados ao cliente, sem
otimização. LIMIT é aplicada depois de
HAVING.) estar na cláusula
WHERE. Por exemplo, não escreva isto:
mysql> SELECT nome_col FROM nome_tabela HAVING nome_col > 0;
Escreva assim:
mysql> SELECT nome_col FROM nome_tabela WHERE nome_col > 0;
Na versão 3.22.5 ou posterior, você também pode escrever consultar desta forma:
mysql>SELECT usuario,MAX(salario) FROM usuarios->GROUP BY usuario HAVING MAX(salario)>10;
Em versões mais antigas, você pode escrever desta forma:
mysql>SELECT usuario,MAX(salario) AS soma FROM usuarios->group by usuario HAVING soma>10;
As opções DISTINCT,
DISTINCTROW e ALL
especificam quando registros duplicados devem ser
retornados. O padrão é (ALL), todos os
registros coincidentes são retornados.
DISTINCT e DISTINCTROW
são sinônimos e espcificam que registros duplicados no
conjunto de resultados devem ser remopvidos.
STRAIGHT_JOIN,
HIGH_PRIORITY e opções começando com
SQL_ são extensões do MySQL para
SQL-99.
No MySQL 4.1.1, GROUP BY permite um
modificador WITH ROLLUP. See
Secção 6.3.7.2, ?Modificadores GROUP BY?.
HIGH_PRIORITY dará uma prioridade
maior ao SELECT do que para uma
instrução que atualizam uma tabela. Você só deve
isto para consultas que sejam rápidas e devam ser
feitas imediatamente. Uma consulta SELECT
HIGH_PRIORITY retornará se a tabela está
bloqueada para leitura memsmo se houver uma instrução
de atualização que estiver esperando a liberação da
tabela.
SQL_BIG_RESULT pode ser usado com
GROUP BY ou
DISTINCT para dizer ao otimizador que
o conjunto de resultados terá muitas linhas. Neste
caso, o MySQL usará diretamente tabelas temporarias em
disco se necessário. O MySQL também irá, neste caso,
preferir ordenar fazendo uma tabela temporária com um
cahve nos elementos GROUP BY.
SQL_BUFFER_RESULT força para que o
resultado seja colocado em uma tabela temporária. Isto
ajuda o MySQL a liberar as travas de tabelas mais cedo e
ajudará nos casos onde ele levá muito tempo para
enviar o conjunto de resultado ao cliente.
SQL_SMALL_RESULT, uma opção
especifica do MySQL, pode ser usada com GROUP
BY ou DISTINCT para dizer
ao otimizador que o conjunto de resultados será
pequeno. Neste caso, o MySQL usa tabelas temporárias
rápidas para armazenar a tabela resultante em vez de
usar ordenação. Na versão 3.23 do MySQL isto não é
necessário normalmente.
SQL_CALC_FOUND_ROWS (versão 4.0.0 e
acima) diz ao MySQL para calcular quantas linhas
haveriam no conjunto de resultados, desconsiderando
qualquer cláusula LIMIT. O número
de linhas pode ser recuperado com SELECT
FOUND_ROWS(). See
Secção 6.3.6.2, ?Funções Diversas?.
Por favor, note que em nversões anteriores a 4.1.0 isto
não funciona com LIMIT 0, o qual é
otimizado para retornar instantaneamente (resultando em
0 registros). See Secção 5.2.9, ?Como o MySQL Otimiza Cláusulas LIMIT?.
SQL_CACHE diz ao MySQL para armazenar
o resultado da consulta em um cache de consultas se
você estiver utilizando
QUERY_CACHE_TYPE=2
(DEMAND). See
Secção 6.9, ?Cache de Consultas do MySQL?. No caso da consulta com
UNIONs e/ou subqueries esta opção terá efeito se
usada em qualquer SELECT da consulta.
SQL_NO_CACHE diz ao MySQL para não
armazenar o resulado da consulta nesta cache de
consultas. See Secção 6.9, ?Cache de Consultas do MySQL?. No caso da
consulta com UNIONs e/ou subqueries esta opção terá
efeito se usada em qualquer SELECT da consulta.
Se você utiliza GROUP BY, os registros
de saída serão ordenados de acordo com o GROUP
BY como se você tivesse um ORDER
BY sobre todos os campos no GROUP
BY. O MySQL tem expandido a cláusula
GROUP BY para que você também possa
especificar ASC e DESC
depois das colunas chamadas na cláusula:
SELECT a,COUNT(b) FROM tabela_teste GROUP BY a DESC
O MySQL tem extendido o uso do GROUP BY
para lhe permitir selecionar campos que não estão
mencionados na cláusula GROUP BY. Se
você não está conseguindo os resultados esperados ara a
sua consulta, leia a descrição de GROUP
BY. See
Secção 6.3.7, ?Funções e Modificadores para Usar com Cláusulas GROUP BY?.
A partir do MySQL 4.1.1, GROUP BY permite
um modificador WITH ROLLUP. See
Secção 6.3.7.2, ?Modificadores GROUP BY?.
A cláusula LIMIT pode ser usada para
restringir o número de linhas retornadas pela instrução
SELECT. LIMIT utiliza
um ou dois agumebntos numéricos, que devem ser constants
inteiras.
Com um argumento. o valor especifíca o número de linhas para retornar do início do resultado. Com dois argumentos, o primeiro especifica a posição do primeiro registro a ser retornado e o segundo especifica o número máximo de linhas a retornar. A posição do registro inicial é 0 (não 1):
Para ser compatível com o PostgreeSQL, o MySQL suporta a
sintaxe: LIMIT row_count OFFSET offset.
mysql> SELECT * FROM tabela LIMIT 5,10; # Recupera linhas 6-15
Para recuperar todos os registros de um determinado offset até um fim do resultado você pode usar um número grande como segundo parâmetro:
mysql> SELECT * FROM tabela LIMIT 95,18446744073709551615; # Recupera linhas 96-ultima.
Se um dos argumentos é dado, ele indica o número máximo de linhas a retornar:
mysql> SELECT * FROM tabela LIMIT 5; # Recupera as primeiras 5 linhas
Em outras palavras, LIMIT n é
equivalente a LIMIT 0,n.
A forma SELECT ... INTO OUTFILE
'nome_arquivo' do SELECT grava
os registros selecionados em um arquivo. O arquivo é criado
na máquina servidora e não pode já existir (entre outras
coisas, isto previne tabelas de banco de dados e arquivos
tais como /etc/passwd de serem
destruídos). Você deve ter o privilégio
FILE na máquina servidora para utilizar
esta forma de SELECT.
A instrução SELECT ... INTO OUTFILE tem
como intenção deixar que você descarregue rapidamente um
tabela de uma máquina servidora. Se você quiser criar o
arquivo resultante em outra máquina, diferente do servidor,
você não deve usar SELECT ... INTO
OUTFILE. Neste caso você deve usar algum programa
cliente como mysqldump --tab ou
mysql -e "SELECT..." > outfile para
gerar o arquivo.
SELECT ... INTO OUTFILE é o complemento
de LOAD DATA INFILE; a sintaxe para a
parte opções_exportação de uma
instrução consiste das mesmas cláusulas
CAMPOS e LINHAS que
são usadas com a instrução LOAD DATA
INFILE. See Secção 6.4.8, ?Sintaxe LOAD DATA INFILE?.
No arquivo texto resultante, somente os seguintes coracteres
são escritos com o caracter ESCAPE BY:
O caracter ESCAPE BY
O primeiro caracter em FIELDS TERMINATED
BY
O primeiro caracter em LINES TERMINATED
BY
Adicionalmente, ASCII 0 é convertido
para ESCAPE BY seguido por 0
(ASCII 48).
A razão para o mostrado acima é que você
deve escapar qualquer caracter
FIELDS TERMINATED BY, ESCAPE
BY, or LINES TERMINATED BY para
termos a segurança que o arquivo poderá ser lido de volta.
É feito escape de ASCII 0 para facilitar
a visuzlização com alguns paginadores.
Como o arquivo resultante não tem que estar em conformidade com a sintaxe SQL, nada mais precisa ser seguido de caraceres de escape.
Aqui segue um exemplo de como se obter um arquivo no formato usado por muitos programas antigos.
SELECT a,b,a+b INTO OUTFILE "/tmp/result.text" FIELDS TERMINATED BY ',' OPTIONALLY ENCLOSED BY '"' LINES TERMINATED BY "\n" FROM tabela_teste;
Se você utilizar INTO DUMPFILE em vez de
INTO OUTFILE, o MySQL só irá escrever
um linha no arquivo, sem nenhum terminador de linha ou
colunas e sem realizar nenhum processo de escape. Ele é
útil se você quiser armazenar um valor
BLOB em um arquivo.
Note que qualuqer arquivo criado por INTO
OUTFILE e INTO DUMPFILE serão
escritos por todos os usuários no servidor! A razão é que
o servidor MySQL não pode criar um arquivo que pertence a
qualquer um além do usuário que o está executando (você
nunca deve executar mysqld como
root). Assim o arquivo tem que poder ser
gravado por todos para que você possa manipular o seu
conteúdo.
Uma cláusula PROCEDURE chama um
procedimento que devia processar os dados em um resultado.
Para um exemplo, veja Secção 14.3.1, ?Análise de Procedimento?.
Se você utilizar FOR UPDATE em um
mecanismo de armazenamento com locks de páginas ou
registros, as linhas examinadas serão travadas para escrita
até o fim da transação atual.
O MySQL suporta as seguintes sintaxes JOIN
para uso em instruções SELECT:
tabela_ref, tabela_ref
tabela_ref [INNER | CROSS] JOIN table_reference [join_condition]
tabela_ref STRAIGHT_JOIN tabela_ref
tabela_ref LEFT [OUTER] JOIN table_reference [join_condition]
tabela_ref NATURAL [LEFT [OUTER]] JOIN tabela_ref
{ OJ tabela_ref LEFT OUTER JOIN tabela_ref ON expr_condicional }
tabela_ref RIGHT [OUTER] JOIN table_reference [join_condition]
tabela_ref NATURAL [RIGHT [OUTER]] JOIN tabela_ref
Onde tabela_ref é definido como:
nome_tabela [[AS] alias] [[USE INDEX (lista_indice)] | [IGNORE INDEX (lista_indice)] | [FORCE INDEX (lista_indice)]]
a condição_join é definido como:
ON expr_condicional | USING (lista_colunas)
Geralamente você não deverá ter nenhuma condição na parte
ON que é usada para restringir quais
registros você terá no seu resultado, mas ao invés disto,
especificar estas condições na cláusula
WHERE. Existem exceções para isto.
Note que a sintaxe INNER JOIN permite uma
condição_join apenas a partir da versão
3.23.17. O mesmo acontece para JOIN e
CROSS JOIN apenas a partir do MySQL 4.0.11.
A última sintaxe LEFT OUTER JOIN mostrada
na lista anterior só existe para compatibilidade com ODBC:
Pode se usar um alias para referência a tabelas com
nome_tabela AS nome_alias ou
nome_tabela nome_alias:
mysql>SELECT t1.nome, t2.salario FROM funcionarios AS t1, info AS t2->WHERE t1.nome = t2.nome;
A condicional ON é qualquer condição
da forma que pode ser usada em uma cláusula
WHERE.
Se não houver registros coincidentes para a tabela a
direita da parte ON ou
USING em um LEFT
JOIN, uma linha com NULL
atribuído a todas as colunas é usada para a tabela a
direita. Você pode usar este fato para encontrar registro
em uma tabela que não houver contrapartes em outra tabela
mysql>SELECT tabela1.* FROM tabela1->LEFT JOIN tabela2 ON tabela1.id=tabela2.id->WHERE tabela2.id IS NULL;
Este exemplo encontra todas as linhas em
tabela1 com um valor
id que não está presente em
tabela2 (isto é, toda as linhas em
tabela1 sem linha correspondente em
tabela2). Assume-se que
tabela2.id é declarada NOT
NULL. See
Secção 5.2.7, ?Como o MySQL Otimiza LEFT JOIN e RIGHT JOIN?.
A cláusula USING
(lista_colunas) nomeia uma lista de
colunas que devem existir em ambas as tabelas. As
seguintes duas cláusulas são semanticamente idênticas:
a LEFT JOIN b USING (c1,c2,c3) a LEFT JOIN b ON a.c1=b.c1 AND a.c2=b.c2 AND a.c3=b.c3
Um NATURAL [LEFT] JOIN de duas tabelas
é definido para ser semanticamente equivalente a um
INNER JOIN ou um LEFT
JOIN com uma cláusula USING
que nomeia todas as colunas que exitem em ambas as
tabelas.
INNER JOIN e ,
(vírgula) são semanticamente equivalentes na ausência
da condição join: ambos produzirão um produto
Cartesiano entre as tabelas especificadas. (isto é, todos
os registros na primeira tabela serão ligados com todos
os registros na segunda tabela).
RIGHT JOIN funciona de forma análoga a
um LEFT JOIN. Para manter o código
portável entre banco de dados, é recomendado usar
LEFT JOIN em vez de RIGHT
JOIN.
STRAIGHT_JOIN é identico a
JOIN, exceto pelo fato de que a tabela
de esquerda sempre é lida antes da tabela da direita. Ele
pode ser usado para aqueles casos (poucos) onde o
otimizador join coloca as tabelas na ordem errada.
Como na versão 3.23.12, você pode dar sugestões sobre
qual índice o MySQL deve us quando retornar informações
de uma tabela. Isto é útil se EXPLAIN
mostar que o MySQL está utilizando o índice errado da
lista de índices possíveis. Especificando USE
INDEX (lista_indice), você pode dizer ao MySQL
para usar somente um dos índices possíveis para
encontrar registros em uma tabela. A sintaxe alternativa
IGNORE INDEX (lista_indice) pode ser
usado para dizer ao MySQL para não utilizar índices
particulares.
Na versão 4.0.9 do MySQL você também pode utilizar
FORCE INDEX. Ele funciona como
USE INDEX (key_list) mas com assume que
uma varredura na tabela é MUITO cara. Em outras palavras,
uma varredura na tabela só será feita se não houver
modo de uitlizar um dos índices fornecidos para se
enecontrar registros no tabela.
USE/IGNORE KEY são sinônimos de
USE/IGNORE INDEX.
Nota:
USE/IGNORE/FORCE INDEX afeta apenas os
índices usados quando o MySQL decide como encontrar registros
na tabela e como fazer a ligação. Ele não tem efeito se um
índice será usado ao resolver um ORDER BY
ou GROUP BY.
Alguns exemplos:
mysql>SELECT * FROM tabela1,tabela2 WHERE tabela1.id=tabela2.id;mysql>SELECT * FROM tabela1 LEFT JOIN tabela2 ON tabela1.id=tabela2.id;mysql>SELECT * FROM tabela1 LEFT JOIN tabela2 USING (id);mysql>SELECT * FROM tabela1 LEFT JOIN tabela2 ON tabela1.id=tabela2.id->LEFT JOIN tabela3 ON tabela2.id=tabela3.id;mysql>SELECT * FROM tabela1 USE INDEX (chave1,chave2)->WHERE chave1=1 AND chave2=2 AND chave3=3;mysql>SELECT * FROM tabela1 IGNORE INDEX (chave3)->WHERE chave1=1 AND chave2=2 AND chave3=3;
See Secção 5.2.7, ?Como o MySQL Otimiza LEFT JOIN e RIGHT JOIN?.
SELECT ... UNION [ALL] SELECT ... [UNION SELECT ...]
UNION foi implementado no MySQL 4.0.0.
UNION é usado para combinar o resultado de
muitas instruções SELECT em um único
conjunto de resultados.
As colunas listadas na porção expressão_select de
SELECT devem ter o mesmo tipo. Os nomes das
colunas usadas na primeira consulta SELECT
serão usadas como nomes de colunas para o resultado
retornado.
Os comandos SELECT são comandos selects
normais, mas com a seguinte restrição:
Somente o último comando SELECT pode
ter INTO OUTFILE.
Se você não utilzar a palavra-chave ALL
para o UNION, todas as linhas retornadas
serão únicas, como se você tivesse utilizado um
DISTINCT para o resultado final. Se você
especificar ALL, você obterá todos os
regitros encontrados em todas as instruções
SELECT.
Se você quiser usar um ORDER BY para o
resultado UNION final, você deve utilizar
parenteses:
(SELECT a FROM nome_tabela WHERE a=10 AND B=1 ORDER BY a LIMIT 10) UNION (SELECT a FROM nome_tabela WHERE a=11 AND B=2 ORDER BY a LIMIT 10) ORDER BY a;
ANY, IN, and SOMEALLEXISTS and NOT EXISTSFROM clause
Uma subquery é uma instrução SELECT dentro
de outra instrução. Por exemplo:
SELECT * FROM t1 WHERE column1 = (SELECT column1 FROM t2);
No exemplo acima, SELECT * FROM t1 ... é a
consulta principal (ou
instrução principal), e (SELECT
column1 FROM t2) é a subquery.
Dizemos que a subquery está aninhada na
consulta principal, e de fato é possível aninhar subqueries
dentro de outras subqueries, a uma grande profundidade. uma
subquery deve estar sempres dentro de parenteses.
A partir da versão 4.1. o MySQL suporta todas as formas de subqueries e operações que o padrão SQL exige, assim como alguns recursos que são especificos do MySQL. A principal vantagem das subqueries são:
elas permitem consultas que estão estruturadas assim é possível isolar cada parte de uma instrução,
elas fornecem modos alternativos de realizar operações que, de outra forma, exigiriam joins e unions complexos,
elas são, na opinião de muitas pessoas, legíveis. De
fato, foi a inovação das subqueries que deu às pessoas a
idéia original do nome SQL ``Structured
Query Language''.
Com versões MySQL anteriores era necessário evitar ou contornar as subqueries, mas as pessoas que começam a escrever código agora descobrirão que subqueries são uma parte muito útil do pacote de ferramentas.
Aqui está uma instrução exemplo que mostra o ponto principal sobre a sintaxe de subquery como especificado pelo SQL padrão e suportado no MySQL.
DELETE FROM t1
WHERE s11 > ANY
(SELECT COUNT(*) /* no hint */ FROM t2
WHERE NOT EXISTS
(SELECT * FROM t3
WHERE ROW(5*t2.s1,77)=
(SELECT 50,11*s1 FROM t4 UNION SELECT 50,77 FROM
(SELECT * FROM t5) AS t5)));
Para as versões do MySQL anteriores a 4.1, a maioria da subqueries podem ser reescritas com sucesso usando join e outros métodos. See Secção 6.4.2.11, ?Rewriting Subqueries for Earlier MySQL Versions?.
Na sua forma mais simples (a subquery
scalar é o oposto das subqueries de
row ou table que
será discutido posteriormente), uma subqquery é um opernado
simples. Assim você pode usá-la se um valor de uma coluna ou
literal é permitido, e você pode esperar que eles tenham
certas características que todos os operandos possuem: um
tipo de dados, um tamanho, um indicador para informar se ele
pode ser NULL, etc. Por exemplo:
CREATE TABLE t1 (s1 INT, s2 CHAR(5) NOT NULL); SELECT (SELECT s2 FROM t1);
The subquery in the above SELECT has a data
type of CHAR, a length of 5, a character
set and collation equal to the defaults in effect at
CREATE TABLE time, and an indication that
the value in the column can be NULL. In
fact almost all subqueries can be NULL,
because if the table is empty -- as in the example -- then the
value of the subquery will be NULL. There
are few restrictions.
A subquery's outer statement can be any one of:
SELECT, INSERT,
UPDATE, DELETE,
SET, or DO.
A subquery can contain any of the keywords or clauses that
an ordinary SELECT can contain:
DISTINCT, GROUP BY,
ORDER BY, LIMIT,
joins, hints, UNIONs, comments,
functions, and so on.
So, when you see examples in the following sections that
contain the rather Spartan construct (SELECT column1
FROM t1), imagine that your own code will contain
much more diverse and complex constructions.
For example, suppose we make two tables:
CREATE TABLE t1 (s1 INT); INSERT INTO t1 VALUES (1); CREATE TABLE t2 (s1 INT); INSERT INTO t2 VALUES (2);
Then perform a SELECT:
SELECT (SELECT s1 FROM t2) FROM t1;
The result will be 2 because there is a row
in t2, with a column s1,
with a value of 2.
The subquery may be part of an expression. If it is an operand for a function, don't forget the parentheses. For example:
SELECT UPPER((SELECT s1 FROM t1)) FROM t2;
The most common use of a subquery is in the form:
<non-subquery operand> <comparison operator> (<subquery>)
Where <comparison operator> is one of:
= > < >= <= <>
For example:
... 'a' = (SELECT column1 FROM t1)
At one time the only legal place for a subquery was on the right side of a comparison, and you might still find some old DBMSs which insist on that.
Here is an example of a common-form subquery comparison which
you can't do with a join: find all the values in table
t1 which are equal to a maximum value in
table t2.
SELECT column1 FROM t1
WHERE column1 = (SELECT MAX(column2) FROM t2);
Here is another example, which again is impossible with a join
because it involves aggregating for one of the tables: find
all rows in table t1 which contain a value
which occurs twice.
SELECT * FROM t1
WHERE 2 = (SELECT COUNT(column1) FROM t1);
Syntax:
<operand> <comparison operator> ANY (<subquery>) <operand> IN (<subquery>) <operand> <comparison operator> SOME (<subquery>)
The word ANY, which must follow a
comparison operator, means ``return TRUE if
the comparison is TRUE for
ANY of the rows that the subquery
returns.'' For example,
SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 > ANY (SELECT s1 FROM t2);
Suppose that there is a row in table t1
containing {10}. The expression is TRUE if
table t2 contains {21,14,7} because there
is a value in t2 -- 7 -- which is less than
10. The expression is FALSE if table
t2 contains {20,10}, or if table
t2 is empty. The expression is
UNKNOWN if table t2
contains
{NULL,NULL,NULL}.
The word IN is an alias for =
ANY. Thus these two statements are the same:
SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 = ANY (SELECT s1 FROM t2); SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 IN (SELECT s1 FROM t2);
The word SOME is an alias for
ANY. Thus these two statements are the
same:
SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 <> ANY (SELECT s1 FROM t2); SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 <> SOME (SELECT s1 FROM t2);
Use of the word SOME is rare, but the above
example shows why it might be useful. The English phrase ``a
is not equal to any b'' means, to most people's ears, ``there
is no b which is equal to a'' -- which isn't what is meant by
the SQL syntax. By using <> SOME
instead, you ensure that everyone understands the true meaning
of the query.
Syntax:
<operand> <comparison operator> ALL (<subquery>)
The word ALL, which must follow a
comparison operator, means ``return TRUE if
the comparison is TRUE for
ALL of the rows that the subquery
returns''. For example,
SELECT s1 FROM t1 WHERE s1 > ALL (SELECT s1 FROM t2);
Suppose that there is a row in table t1
containing {10}. The expression is TRUE if
table t2 contains {-5,0,+5} because all
three values in t2 are less than 10. The
expression is FALSE if table
t2 contains {12,6,NULL,-100} because there
is a single value in table t2 -- 12 --
which is greater than 10. The expression is
UNKNOWN if table t2
contains {0,NULL,1}.
Finally, if table t2 is empty, the result
is TRUE. You might think the result should
be UNKNOWN, but sorry, it's
TRUE. So, rather oddly,
SELECT * FROM t1 WHERE 1 > ALL (SELECT s1 FROM t2);
is TRUE when table t2 is
empty, but
SELECT * FROM t1 WHERE 1 > (SELECT s1 FROM t2);
is UNKNOWN when table t2
is empty. In addition,
SELECT * FROM t1 WHERE 1 > ALL (SELECT MAX(s1) FROM t2);
is UNKNOWN when table t2
is empty. In general, tables with NULLs
and empty tables are edge
cases -- when writing subquery code, always
consider whether you have taken those two possibilities into
account.
A correlated subquery is a subquery which contains a reference to a column which is also in the outer query. For example:
SELECT * FROM t1 WHERE column1 = ANY
(SELECT column1 FROM t2 WHERE t2.column2 = t1.column2);
Notice, in the example, that the subquery contains a reference
to a column of t1, even though the
subquery's FROM clause doesn't mention a
table t1. So MySQL looks outside the
subquery, and finds t1 in the outer query.
Suppose that table t1 contains a row where
column1 = 5 and column2 =
6; meanwhile table t2 contains a
row where column1 = 5 and column2
= 7. The simple expression ... WHERE
column1 = ANY (SELECT column1 FROM t2) would be
TRUE, but in this example the
WHERE clause within the subquery is
FALSE (because 7 <> 5), so the
subquery as a whole is FALSE.
Scoping rule: MySQL evaluates from inside to outside. For example:
SELECT column1 FROM t1 AS x
WHERE x.column1 = (SELECT column1 FROM t2 AS x
WHERE x.column1 = (SELECT column1 FROM t3 WHERE x.column2 = t3.column1));
In the above, x.column2 must be a column in
table t2 because SELECT column1
FROM t2 AS x ... renames t2. It
is not a column in table t1 because
SELECT column1 FROM t1 ... is an outer
query which is further out.
For subqueries in HAVING or ORDER
BY clauses, MySQL also looks for column names in the
outer select list.
MySQL's unofficial recommendation is: avoid correlation because it makes your queries look more complex, and run more slowly.
If a subquery returns any values at all, then EXISTS
<subquery> is TRUE, and
NOT EXISTS <subquery> is
FALSE. For example:
SELECT column1 FROM t1 WHERE EXISTS (SELECT * FROM t2);
Traditionally an EXISTS subquery starts
with SELECT * but it could begin with
SELECT 5 or SELECT
column1 or anything at all -- MySQL ignores the
SELECT list in such a subquery, so it
doesn't matter.
For the above example, if t2 contains any